Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

domingo, 16 de agosto de 2026

Deus de promessas - 2 Co 1.15-24

Pr. Plinio Fernandes

Mensagem pregada em Domingo, 16 de agosto de 2026, na 3ª Igreja Presbiteriana Conservadora de Guarulhos

Com esta confiança, resolvi ir, primeiro, encontrar-me convosco, para que tivésseis um segundo benefício; 16 e, por vosso intermédio, passar à Macedônia, e da Macedônia voltar a encontrar-me convosco, e ser encaminhado por vós para a Judéia. 17 Ora, determinando isto, terei, porventura, agido com leviandade? Ou, ao deliberar, acaso delibero segundo a carne, de sorte que haja em mim, simultaneamente, o sim e o não? 18 Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. 19 Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. 20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. 21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, 22 que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração. 23 Eu, porém, por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei ainda a Corinto; 24 não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vossa alegria; porquanto, pela fé, já estais firmados 2:1 Isto deliberei por mim mesmo: não voltar a encontrar-me convosco em tristeza. 2 Porque, se eu vos entristeço, quem me alegrará, senão aquele que está entristecido por mim mesmo? 3 E isto escrevi para que, quando for, não tenha tristeza da parte daqueles que deveriam alegrar-me, confiando em todos vós de que a minha alegria é também a vossa. 4 Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida.

    Intr.

O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios, vem do Senhor (Pv 16.1)

    O texto que lemos é mais um exemplo, na Bíblia, de que, embora possamos ter boas intenções, e fazer planos santos, nem sempre conseguimos realizar o que pretendemos.

    E que muitas vezes, temos que refazer nossos pensamentos, mudar de ideia, não por inconstância, mas por amadurecimento, ou pelo desenrolar das circunstâncias, e por entender mais plenamente o que é melhor.

    Nos versículos que antecedem ao nosso texto de hoje, o apóstolo Paulo falou sobre a confiança que tinha, diante de Deus, de que entre ele e a igreja de Corinto, no seu geral, havia um relacionamento de mútua confiança e edificação no evangelho de Jesus.

    Mas também começou a dar a entender – para nós, pois os coríntios entendiam claramente o que Paulo estava dizendo – que isso, essa confiança mútua, não era da parte de todos.

    Havia naquela igreja alguns que, chegando de fora, e se intitulando apóstolos, na verdade se opunham a Paulo, procurando diminuir a influência dele sobre os coríntios.

    E havia quem estivesse sendo influenciado por eles.

    Como mais tarde Paulo dirá aqui nessa carta, diziam que quando Paulo escrevia, suas palavras eram enérgicas, mas que a presença pessoal dele não impressionava, e que suas palavras eram desprezíveis.

    Aqui no texto de hoje, Paulo alude ao fato de que, tendo primeiramente planejado a falado que iria visitar a igreja de Corinto, depois achou melhor não ir naquele momento.

    Isso deu ocasião a que os adversários dissessem que ele não cumpria o que falava; que não era sincero, ou que era inconstante.

    Então, para dirimir as dúvidas, ele explica o que realmente havia acontecido.

    Ele havia deliberado, de fato, visitar a igreja de Corinto, pois soubera dos problemas que alguns estavam causando.

    Então escreveu-lhes uma carta em que havia alguma repreensão, e a enviou por meio de Tito, dizendo que depois iria pessoalmente.

    Nos vs. 2 a 4 aqui do capítulo 2, Paulo diz que foi uma carta escrita entre lágrimas, com muitas angústias de coração; que o propósito dele não tinha sido entristecê-los, mas que eles percebessem quanto os amava.

    Depois de entregue e lida a carta, Tito voltaria para se encontrar com ele Trôade, traria notícias, e juntos iriam para Corinto.

    Encaminhados pelos coríntios, iriam à Macedônia, e finalmente voltariam a Corinto.

    Mas quando chegou a Trôade, não encontrou Tito.

    E tão preocupado ficou que, mesmo tendo ali uma porta aberta para pregar o evangelho, despediu-se deles e foi para a Macedônia.

    Achou melhor não se encontrar com os coríntios num momento de conflito. Na verdade, ele dirá no capítulo 12, tinha receio de que indo outra vez, fosse humilhado no meio deles, chorando por causa de alguns que não se arrependiam de suas impurezas.

    Só ficou tranquilo quando finalmente Tito chegou trazendo boas notícias de Corinto; que eles haviam ficado muito tristes e arrependidos quando leram a carta, que haviam disciplinado à pessoa que entristecera Paulo.

    Mas vocês sabem que rebeldia é uma coisa contagiosa.

    Na revolta de Corá, Datã e Abirão contra Moisés (Nm 16), mesmo tendo sido castigados por Deus, depois disso a congregação inteira se levantou contra Moisés e contra Arão, dizendo:

    – Vós matastes o povo do Senhor!

    E aqui também; não todos, mas alguns ainda procuravam caluniar Paulo.

    Por isso, além de se defender explicando paciente e amorosamente, Paulo invoca a Santíssima Trindade, explicando:

    No v. 18, que Deus é o seu padrão de conduta.

    No v. 21, que Deus é quem o ungiu; e quem o confirmou, Jesus Cristo.

    No 22, que Deus o selou com o penhor do Espírito.

    E no v. 23, que Deus era sua testemunha em tudo o que fazia.

    O que ele quer enfatizar é que sua Apostolicidade, e consequentemente, o seu evangelho, tinham como base a iniciativa do próprio Deus.

    Prop.

    Há muito que podemos aprender aqui, sobre as motivações e conduta pastoral, sobre a conduta dos crentes em geral, sobre a autoridade do evangelho em nós.

    Eu desejo destacar, para a nossa meditação, a doutrina exposta nos vs. 18-20, nas quais ele nos ensina que Jesus Cristo é o cumprimento da Palavra de Deus; do Deus que é fiel.

18 Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. 19 Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. 20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio.

    Divs.

    1. Deus de promessas!

    Essa é uma frase muito usada nos dias de hoje, que em alguns lugares se torna quase que um clichê: “Deus de alianças, Deus de promessas”.

    No entanto, e ainda que essas frases não estejam literalmente na Bíblia, e que em muitos lugares tenha se tornado chavões, elas expressam, de fato, a maneira de o Senhor se relacionar com toda a sua criação, e mais especialmente com o povo escolhido.

    Deus fez aliança com Adão, Deus fez aliança com os céus e a terra.

    Depois da queda de Adão, Deus começa a revelar uma aliança da graça que passa por Noé, Abraão e sua descendência, o povo de Israel, Judá, Davi, e finalmente culmina em Jesus e todos os escolhidos de Deus, de toda a tribo, língua e nação.

    Nessa aliança de graça, que é totalmente iniciativa de Deus, ele promete ser o nosso Deus, e que nós somos o seu povo, não somente aqui, mas na eternidade.

    De todas as imagens bíblicas para descrever essa aliança, a mais enfatizada é a de um casamento, onde Jeová é o marido, e Israel é a esposa; ou em termos neotestamentários, Jesus é o esposo, e nós, sua igreja, seu povo, somos a noiva.

    É uma aliança de amor, voluntária, e não por coação ou imposição.

    Ora, qualquer aliança envolve promessas: fidelidade, sustento, proteção, auxílio; coisas que se traduzem no dia a dia de muitas maneiras.

    Os nossos antepassados puritanos classificaram as promessas de Deus para nós de muitas maneiras.

    Eu não tenho como expor tudo o que disseram aqui, mas se você quiser conhecer, eu recomendo um livro excelente, chamado “Teologia Puritana – Doutrina para a vida” (Joel R. Beeke); outro excelente livro, que faz uma abordagem devocional, solidamente alicerçada na Teologia Reformada, e que eu recomendo, é “O Deus de Palavra”, de Roger Ellsworth.

    Há promessas relacionadas à lei, e promessas relacionadas ao evangelho.

    Há promessas condicionais, e promessas incondicionais.

    Há promessas gerais, e promessas pessoais.

    Há promessas para a vida presente, e há promessas para a vida futura.

    Quando Deus não permite que vejamos, nesta vida, o cumprimento em nós, de alguma promessa geral, é que ele tem em vista o cumprimento de promessas maiores.

    Em cada “promessa”, Deus está como que colocando uma ponte entre aquilo de bom, abençoador, que ele tenciona fazer, e o momento em que ele faz o que tenciona.

    Deus deseja fazer, Deus promete que fará, e no tempo determinado, ele o faz.

    Portanto, as promessas fazem a ponte, ao nos dar conhecimento, ainda que não completo, e fé e esperança, a fim de que aguardemos o que Deus irá fazer.

    2. Todas as promessas de Deus aos seus escolhidos, são nossas em Cristo Jesus

vs. 19, 20 – Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. 20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio

    Com isto a Escritura quer dizer, entre outras coisas, que todas as promessas são dadas graças a Cristo como nosso representante. Quando estamos unidos a Cristo pela fé, as promessas são nossas.

    Além disso, quer dizer que todas as promessas se cumprem graças aos méritos de Jesus Cristo, e não aos nossos.

    Ele é quem fez tudo o que nós deveríamos fazer para nos tornarmos merecedores.

    Jesus é a fonte, o meio, e o cumprimento, o herdeiro de todas as promessas, e dele, por ele, e com ele, somos herdeiros de Deus.

    Por exemplo, Deus fez promessas a Abraão e sua descendência.

Gl 3:13-16 – Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), 14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. 15 Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa. 16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.

    Aqui Paulo direta e indiretamente menciona duas promessas básicas, que englobam todas as demais que recebemos e temos em Cristo.

    Indiretamente, ele nos lembra da promessa de vida, por meio da lei, ao mencionar a ameaça de maldição para todos os que não cumprem a lei (lei, aqui, a lei do Antigo Testamento).

    A lei dizia que todos os que não a obedecessem eram malditos, condenados. O que era o caso de todos nós, pois todos pecamos.

    Mas então, o que Jesus Cristo fez? Ele nos resgatou da maldição da lei, levando sobre a cruz os nossos pecados, fazendo-se maldição em nosso lugar.

    Vale a pena ler aqui também os vs. 1, 2, para entender a maneira como recebemos essa redenção em Cristo.

Gl 3:1-2 – Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? 2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

    Paulo aqui repreende os gálatas, pois alguns falsos mestres estavam como que enfeitiçando os gálatas, no sentido de que deveriam, se quisessem ser salvos, cumprir obras da lei, como circuncisão e sábados.

    – Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

    A resposta que a pergunta exige, e que todo o crente conhece, é óbvia.

    Não; não recebemos o Espírito pelas obras da lei. Foi pela fé em Jesus, que morreu por nós.

    Voltado ao v. 14, a Escritura aqui diz que a bênção de Abraão chegou a nós, em Cristo Jesus, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito Santo, que Deus prometeu à descendência de Abraão.

    E no v. 16, Paulo frisa que a promessa foi feita a Cristo; uma vez que estamos unidos a Cristo, as bênçãos são nossas.

    Assim, aqui temos o cumprimento de duas grandes promessas básicas, da qual derivam todas as outras: o resgate da maldição da lei, e o dom do Espírito Santo em nossos corações.

    Isto nos conduz ao meu terceiro ponto...

    3. Nós compreendemos o nosso viver, à luz das promessas de Deus em Cristo

    Voltemos a 2ª Co 1, para ver como Paulo aplica isto a si mesmo, aos seus cooperadores, e à igreja.

v. 18. – Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não.

    Assim como Deus é, assim nós somos também. Por que tanta ousadia no falar?

vs. 21, 22 – Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, 22 que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.

    – Ungidos por Deus – assim como os reis, sacerdotes e profetas foram consagrados ao Senhor, para servi-lo, nós somos também.

    – O mesmo Deus que nos deu esta unção também nos confirmou em Cristo.

    – Colocou em nós o selo do Espírito, e pela sua presença em nosso coração, nos garante que somos dele e unidos a ele.

    Isso não quer dizer que Paulo entendia todas essas coisas como uma autoridade para dominar sobre os irmãos.

    Ao contrário, a ideia de ser uma pessoa dominadora lhe causava aversão. Mas quer dizer, em segundo lugar, que ele entendia o poder e responsabilidade do seu ministério.

    Digo, em segundo lugar, porque em primeiro, a grandeza, o poder, a responsabilidade, e a liberdade de sua vida, no Senhor.

    Há dois pontos aqui.

    3.1. O primeiro, é que essa unção do Espírito em nós não deve ser entendida como uma descrição de alguns poucos privilegiados entre os crentes, mas de todos os crentes.

    Essas promessas são dádivas a todos os crentes, pois todos os crentes estão unidos a Cristo, pela fé.

    Apenas como exemplo, para não me estender demais.

1ª Jo 2.19-20 – Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. 20 E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.

1ª Jo 2:26-27 – Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar. 27 Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.

    Aqui, a unção que vem de Deus e que está sobre todos os verdadeiros crentes tem o sentido de que ela não nos permite ser enganados por falsos mestres, porque temos recebido e o ensino que vem de Deus.

    As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem...

    3.2. O segundo ponto, é que essas verdades não são como que doutrinas para a mente; antes, são o alimento da fé, a realidade da vida que vivemos, tanto agora, como na eternidade

2ª Co 4.13-14 – Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.

    Com outra forma de se expressar, mas com a mesma doutrina, o apóstolo Pedro também escreveu.

2ª Pe 1.3 – Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, 4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo...

    A pontuação da NVT, em parágrafos menores, nos ajuda a ouvir mais claramente o que Pedro diz.

Deus, com seu poder divino, nos concede tudo de que necessitamos para uma vida de devoção, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para si por meio de sua glória e excelência. ⁴ E, por causa de sua glória e excelência, ele nos deu grandes e preciosas promessas. São elas que permitem a vocês participar da natureza divina e escapar da corrupção do mundo causada pelos desejos humanos. ⁵ Diante de tudo isso, esforcem-se ao máximo para corresponder a essas promessas. Acrescentem à fé a excelência moral; à excelência moral o conhecimento...

    E Pedro segue dizendo, até o v. 11, o que o poder dessa comunhão com a natureza divina nos capacita a viver: a virtude, o amor fiel, a fraternidade, a bondade, o domínio próprio, a perseverança, coisas que Paulo descreve como o fruto do Espírito em nós.

    Conclusão

    A Bíblia, Palavra de Deus, explica dois diferentes modos de Deus se relacionar conosco.

    Um modo, é através da justiça da lei.

    A lei contém os seus mandamentos – o que ele requer de nós.

    As ameaças – os castigos do Senhor, se não cumprimos os seus mandamentos.

    As promessas do Senhor, de nos fazer o bem e nos livrarmos do mal, se obedecermos.

    Acontece que, através desse modo, todos nós estaríamos perdidos, amaldiçoados e condenados.

    Por isso, Deus nos deu também outro modo, que é o Evangelho.

    O Evangelho diz que Jesus cumpriu a lei em nosso lugar, vivendo em completa obediência ao Pai, e morrendo em nosso lugar. O justo pelos injustos.

    Assim, Jesus é o herdeiro de todas as promessas de Deus aos que lhe obedecem.

    Quando nos unimos a Jesus, pela fé, tudo o que Jesus conquistou passa a ser nosso também.

    Aplicação

    Eu quero fazer algumas aplicações a todos nós.

    Primeiramente, desejo me dirigir a todos, exortando a que sejam unidos a Jesus por meio da fé.

    Todos os que não têm Jesus Cristo como seu Senhor, como seu único e suficiente salvador, estão vivendo sob a maldição da lei, condenados em seus pecados.

    Se esse é o seu caso, arrependa-se dos seus pecados, creia em Jesus, converta-se a ele, pela fé receba a Jesus em sua vida.

    Em Cristo, todos os pecados são perdoados, todas as maldições são quebradas, toda a obra maligna é destruída.

    Em segundo lugar, desejo exortar a todos também a que conheçam as promessas de Deus para todos os que são crentes em Jesus; o povo da sua aliança.

    Leiam a Palavra de Deus; ouçam; meditem.

    Terceiro, orem com base nas promessas do Senhor com fé, tranquilidade, confiança, sigam as orientações do Senhor, e aguardem.

    Um exemplo ternamente belo nós podemos ver na aliança do Senhor com Davi e o seu descendente (2º Samuel 7 e 1º Crônicas 17).

1º Cr 17.25-27 – 25 Pois tu, Deus meu, fizeste ao teu servo a revelação de que lhe edificarias casa. Por isso, o teu servo se animou para fazer-te esta oração. 26 Agora, pois, ó SENHOR, tu mesmo és Deus e prometeste a teu servo este bem. 27 Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa de teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó SENHOR, a abençoaste, e abençoada será para sempre.

    As promessas da aliança sempre foram motivo de oração para a igreja do Senhor. Ore de acordo com elas.

    Fale de acordo com elas

    – Eu cri, por isso falei. Nós cremos, por isso também falamos.

    Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

    – O meu Deus suprirá cada uma das minhas necessidades...

    – O Senhor é a fortaleza da minha vida.

    – O Senhor é o meu pastor...

    Viva pela fé nessas promessas.

Porque tantas quantas são as promessas de Deus, todas tem em Jesus o sim, para que por ele digamos o amém, para a glória de Deus.

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