Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

Mostrando postagens com marcador Santidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de junho de 2020

O temor do Senhor - Dt 17:14-20

Terceira Igreja Presbiteriana Conservadora de Guarulhos

Domingo, 01 de março de 2020

Pr. Plínio Fernandes

Quando entrares na terra que te dá o SENHOR, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Estabelecerei sobre mim um rei, como todas as nações que se acham em redor de mim, 15 estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o SENHOR, teu Deus, escolher; homem estranho, que não seja dentre os teus irmãos, não estabelecerás sobre ti, e sim um dentre eles.16 Porém este não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos disse: Nunca mais voltareis por este caminho.17 Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie; nem multiplicará muito para si prata ou ouro. 18 Também, quando se assentar no trono do seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas sacerdotes.19 E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir. 20 Isto fará para que o seu coração não se eleve sobre os seus irmãos e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; de sorte que prolongue os dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.

O texto que acabamos de ler foi primeiramente dirigido a homens que, em certo sentido, eram os mais importantes de Israel.

Foram palavras de orientação para os reis, que, na Igreja do Antigo Testamento, eram homens ungidos pelo Espírito Santo, para governar de acordo com a vontade de Deus.

Deviam administrar a justiça, praticar o bem, e serem exemplos de vida santa, conduzindo o povo na vontade do Senhor.

Então, nestas orientações, o Senhor diz que havia certas coisas que os reis de Israel não deveriam fazer, e havia uma coisa principal que eles deveriam fazer todos os dias.

Primeiramente, o Senhor diz, no v. 16, os reis não deveriam multiplicar para si o seu número de cavalos. Os cavalos, meus irmãos, eram a representação do poderio bélico, o poder de guerra de uma nação. Quanto mais os reis possuíssem cavalos, mais capacitados para a guerra eles eram considerados.

Como por exemplo o Egito, de onde eles haviam acabado de sair daquela terrível escravidão. Mas como vocês sabem, diante do poder do Senhor, de nada adiantou o poderio egípcio. No mar pereceram os cavalos e os seus cavaleiros. Assim o Senhor ordena que os reis de Israel não multiplicassem o seu número de cavalos, inclusive não fizessem, neste sentido, nenhuma aliança com aquela nação que os escravizara. O Senhor era o poder de guerra do povo escolhido.

Em segundo lugar, os reis de Israel não deveriam multiplicar o número de esposas, o que era um costume muito comum nas cortes orientais. Os casamentos não eram vistos apenas do ponto de  vista do relacionamento conjugal, como o é na maioria dos casos hoje em dia. Eram vistos como alianças entre famílias, tribos e nações. Nós temos mais familiaridade com isto quando, por exemplo, estudamos a história da Europa medieval.

Assim, o multiplicar esposas, fazendo alianças com outras nações, era uma coisa proibida para os reis de Israel. E também, naturalmente, o multiplicar esposas por qualquer outro motivo, pois Deus, quando criou o primeiro casal, o fez com apenas um homem e uma mulher. Este foi o grande pecado de Salomão, que o levou a desviar-se do Senhor.

E em terceiro, eles também não deveriam multiplicar para si o ouro e a prata, isto é, não deveriam enriquecer.

Sexo, dinheiro e poder, coisas tão cobiçadas pelos homens, não deveriam ser cobiçados pelos reis de Israel.

Mas havia algo que eles deveriam fazer, todos os dias: ler o livro da lei do Senhor.

Eles deveriam fazer uma cópia do livro para si mesmos, e ter esta cópia junto de si. E neste livro deveriam ler todos os dias.

Se eles fizessem assim, então aprenderiam três atitudes espirituais que deveriam manter, a fim de fossem homens de Deus.

Leiamos novamente os vs. 18-20

Também, quando se assentar no trono do seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas sacerdotes.19 E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir.20 Isto fará para que o seu coração não se eleve sobre os seus irmãos e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; de sorte que prolongue os dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.

Veja o que ele aprenderia no livro da lei do Senhor:

Primeiramente, ele aprenderia a temer ao Senhor, seu Deus.

Em segundo, aprenderia a ser um homem obediente a Deus, isto é, faria o que Deus diz em sua lei.

Terceiro, seria um homem cujo coração não se elevaria sobre os demais, não seria soberbo, ou orgulhoso. Seria um homem humilde.

Temor do Senhor, obediência e humildade, são três características que nós vemos em Jesus, o nosso rei.

Pois como disse o profeta Isaías: “Sobre ele repousará o Espírito de temor do Senhor”...[1]

E são três características que devem existir em cada ser humano, por causa da própria natureza das coisas. São três necessidades de nossas almas. Se nós possuímos estas coisas, elas são evidências de que nossas almas estão sadias. E se não as possuímos, elas são evidências de que nossas almas estão enfermas.

Mas falando claramente, depois que o pecado entrou na história humana, nenhum ser humano nasce com a alma sadia.

Já nascemos deformados espiritualmente. Já nascemos orgulhosos, desobedientes de sem temor a Deus.

Como escreveu o apóstolo Paulo, “todos se extraviaram... não há temor de Deus diante dos seus olhos...”[2].

E aqui está a maravilha da revelação que Deus nos trás nas Escrituras: é que o Senhor restaura as nossas almas, pelo poder da sua Palavra.

“A lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma” [3].

A lei do Senhor nos ensina a temê-lo, nos ensina a obedecê-lo, e nos ensina a ser humildes. Mas ela não ensina apenas o intelecto.

Ela é poderosa, viva e eficaz, e realiza em nós a vontade do Senhor. Ela penetra até o mais profundo do nosso ser, e ensina o nosso coração, isto é, ela nos transforma.

Eu quero meditar com vocês sobre estas três atitudes que precisamos ter, e que são características de almas sadias, que estão aprendendo com a Palavra de Deus.

Mas não o faremos no todo agora. Hoje nós vamos considerar a primeira delas: o temor do Senhor.

Quando as Escrituras nos dizem que nós devemos temer ao Senhor, meus irmãos, elas não estão falando de um temor servil, fruto do pecado, como aconteceu no Jardim do Éden, quando Adão e Eva temeram e fugiram da presença de Deus, pois tinham consciência de que haviam pecado[4].

Tiago também escreveu que os demônios tremem de medo diante de Deus[5], pois são rebeldes, e sabem que o dia do juízo está chegando para eles também.

Assim, o temor do Senhor, no sentido bíblico, evangélico, espiritual, é aquela atitude de devoção, filial, que devemos ter para com o nosso Pai celestial, porque reconhecemos quem é o nosso Pai, e o amamos; porque respeitamos e honramos a sua autoridade, e porque também sabemos que, se desobedecermos esta autoridade, iremos desonrar e entristecer o coração do nosso Pai, além de provocar a sua ira.

Vocês se lembram, meus irmãos, do famoso pecado de Davi. Davi adulterou com a esposa de Urias, um dos seus fiéis soldados.

E depois armou uma cilada para que Urias morresse na guerra, e casou-se com a esposa dele.

Mais tarde, Davi arrependeu-se sinceramente, e Deus o perdoou.

O salário do pecado é a morte, e o Senhor lhe disse: – “O Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás...”[6]

Mas irmãos, Davi havia desprezado gravemente a Palavra do Senhor. Dera ensejo para que os incrédulos blasfemassem contra o nome de Deus. E destruíra a família de Urias.

Então, embora o seu pecado tenha sido perdoado, o Senhor acrescentou que haveria consequências sobre a casa de Davi.

Assim como ele havia ferido a Urias, pela espada, a espada também jamais se apartaria de sua casa.

Logo em seguida, a criancinha que nasceu daquela relação adulterina morreu, para a tristeza de Davi.[7]

Depois, um dos filhos de Davi apaixonou por uma de suas irmãs, e a humilhou. Em seguida foi assassinado por um dos seus irmãos.

O assassino em seguida fugiu, e anos mais tarde também queria matar ao próprio pai e ocupar o seu lugar.

Irmãos, que consequências terríveis. Quem deseja que os seus filhos, ou a sua família, sofram as consequências de seus pecados?

Eu quero citar algumas razões pelas quais devemos temer a Deus

1 – Porque o Senhor, nosso Deus, é grande e temível

Dt 10:16,17 – Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz. 17 Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno.

A circuncisão era uma prática que Deus ordenou ao povo israelita, como sinal de que entre eles e o Senhor havia uma aliança, como num casamento, pela qual eles eram o povo do Senhor, e o Senhor, o Deus deles.

Mas você sabe que às vezes uma pessoa pode estar com um anel de aliança no dedo, e ainda assim não ser fiel ao seu cônjuge.

A aliança tem que ser também “de coração”.

Então o Senhor ordena aqui: – “Circuncidem os seus corações, e não endureçam os pescoços, isto é, não sejam orgulhosos”.

E a razão para isto: o Deus a quem vocês pertencem é grande e temível.

Você se lembra de quando Jacó, na estrada de Padã-Arã dormiu e sonhou com uma escada que ia até o céu. Os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Perto dele estava o SENHOR e lhe disse: – “Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque...”

E fez promessas de uma vida muito abençoada Jacó.

– A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência. A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido.

Quando Jacó despertou do seu sono, o temor se apossou de seu coração, e ele disse:

– “Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia. Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus”[8].

Este temor também foi o que se apoderou de João, conforme ele nos conta no Apocalipse, quando teve uma visão de Jesus, no resplendor de sua glória.

João sentiu-se caindo aos pés de Jesus, como morto.

O mesmo temor que sentiu o profeta Daniel[9]. E o profeta Isaías[10]. E o profeta Ezequiel[11].

Era um sentimento que governava todo o modo de vida do apóstolo Paulo[12], e que ele queria ver em todos os crentes, porque, falando pelo Espírito Santo, nos ordenou: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor...”[13].

E Moisés, pois muitas vezes o vemos orando ao Senhor, e chamando-o Deus grande e temível.

Irmãos, aquele que realmente conhece a Deus, aquele que pela fé tem andado com ele, visto o seu poder de salvar, de curar, de governar tudo o que acontece, sabe que o glorioso Senhor é Deus grande e temível, em sua santidade, em sua majestade, em sua amorosa justiça. Conhece a bondade e a severidade de Deus.

Por isto eu acho muito próprio dizer que se uma pessoa não tem temor de Deus no seu coração, ela ainda não conhece a Deus verdadeiramente.

Isto nos conduz à segunda razão pela qual devemos temer a Deus...

2 – É que, com o mesmo temor que tiveram nossos antepassados na fé, que nós devemos nos aproximar de Deus

Hb 12:28, 29 –  Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor.

Nós reconhecemos que somos pecadores salvos pela graça de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo, quando ele, movido pelo amor, deu a sua vida na cruz, em nosso lugar.

Sabemos que o Senhor Deus não nos aceita com base na perfeição de nossas obras, pois nossas melhores boas obras são contaminadas pelos nossos pecados[14].

Então confiamos somente em Jesus, e por esta fé nós temos a certeza da vida eterna.

Mas irmãos, esta graça de Deus que nos concede perdão, que nos concede certeza da salvação, como diz em outro lugar também nos educa nos caminhos de Deus[15].

Ela nos ensina a servir a Deus de modo agradável a ele, isto é, com reverência e santo temor, sem nos esquecermos de que o nosso Deus é um fogo consumidor.

Que, conforme nos ensina o Apocalipse, os olhos de Jesus são como chamas de fogo de ódio contra o pecado.[16]

Veja, nós devemos servir a Deus em todas as áreas da nossa vida, com todo o nosso ser.

E devemos ter muita consciência de que, quando nos reunimos como igreja, para cultuar, estamos servindo a Deus.

Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele servirás[17].

E o serviço ao Senhor não pode ser displicente, feito de modo leviano, como quem está, se me permitem a expressão de gíria, “na casa da sogra”.

Pois em outro lugar também diz a Escritura:

Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente[18].

A Bíblia nos conta sobre vários momentos em que Deus manifestou a sua ira contra pessoas que tentaram servi-lo com um coração errado.

Eu quero citar um caso muito famoso: Nababe e Abiú, sacerdotes, filhos de Arão, irmão de Moisés.

A história trágica de Nadabe e Abiú está narrada em Lv 10:1-3

Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.  2 Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR.  3 E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.

Talvez eles estivessem cheios de boas intenções, mas o Senhor não se agradou, pois eles estavam querendo cultuar com base num princípio de desobediência.

Amados, nós devemos servir a Deus com reverência e santo temor.

Como fruto de corações que o amam, que desejam honrá-lo com os nossos lábios e com nossa vida, com o nosso comportamento aqui e no mundo lá fora.

Só assim podemos de fato cultuar a Deus de modo agradável.

3 - E também somente assim podemos receber a Palavra de Deus de modo abençoador para nossas almas.

Is 66:12 – Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a existir, diz o SENHOR, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra.

Tremer diante da Palavra do Senhor significa receber a Palavra de Deus, seja através da leitura, seja através da pregação, com seriedade de coração, como que está de fato ouvindo o que o Senhor do Universo está dizendo.

Significa receber com fé, com mansidão, com humildade de coração, quebrantamento, solicitude, disposição de obedecer, e não com especulações, promoção de debates que para nada mais servem do que promover a soberba e a desobediência, ou especulações que nada mais são do que justificativas, racionalizações e escapatórias humanas para não fazer o que o Senhor ordena.

O homem para quem eu olharei, diz o Senhor, o homem a quem abençoarei, o homem a cujas orações ouvirei, a quem santificarei, a quem usarei, é este: o que treme diante da minha Palavra.

4 – É o temor do Senhor nos leva a evitar o pecado

Pv 8:13 - O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.

Jó era homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desviava do mal[19].

Porque Deus é santo, aquele que o teme também aprende a ser.

Ele ama as coisas que Deus ama: ele tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

Ele ama a paz, e empenha-se por alcançá-la. Ama andar na verdade, o falar a verdade e o ser honesto nos seus relacionamentos.

Ama a oração; ama entoar louvores ao Senhor; ama a casa do Senhor, o culto a Deus; ama a igreja do Senhor, por quem Jesus morreu, e busca o seu bem.

Também ama o seu próximo. E ao trabalho, e a todas as coisas em que Deus tem prazer.

Porque Deus odeia o pecado, aquele que teme a Deus também odeia o pecado: ele odeia o orgulho, a boca suja, a boca mexeriqueira, a boca mentirosa, a boca vaidosa.

Odeia o tomar o nome do Senhor em vão, com falsas profissões de fé; com piadinhas e palavras chulas a respeito de Jesus. Odeia o que fizeram com o santo nome de Jesus no Carnaval, e outras coisas animais, terrenas e diabólicas como estas. Ele não pensa que estes pecados são apenas expressões culturais dos não crentes.

Por isto, nosso último ponto aqui:

5 – O temor do Senhor nos prepara para o dia do juízo

2ª Co 5:10,11 –  Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo. E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça.

2ª Co 5:14, 15 –  Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Notem, irmãos, que nestes dois trechos o apóstolo Paulo está falando sobre duas motivações para o seu serviço dedicado a Deus.

No último texto (vs. 14 e 15), ele diz que tudo fazia motivado, por um lado, pelo amor de Cristo por ele, e por outro, pelo amor que sentia por Cristo.

Já não vivo mais para mim mesmo, ele diz, mas para aquele que me amou e se entregou por mim.

Mas nos vs. 10 e 11 ele fala de outra motivação para um viver santo e dedicado a Jesus.

– “É necessário que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo”; aqui ele está falando de si mesmo e de todos os crentes, e não somente dos incrédulos.

Quando, e aqui ele não diz, se é no dia da nossa morte, ou no dia da volta de Jesus (esta não é a questão mais importante), a questão mais importante é que diante deste tribunal as nossas obras serão julgadas. Nós seremos julgados, não para a salvação, mas para recebermos a recompensa, seja pelo bem, seja pelo mal que tivermos feito por meio do corpo.

E isto, diz o apóstolo Paulo, faz com que o nosso coração se encha do temor do Senhor.

Foi por isto também que no Evangelho de Mateus, insistindo sobre a importância de se temer a Deus, o Senhor Jesus nos exorta:

Mt 10:28 – Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

Aqui o Senhor está falando sobre dois tipos de temor que são mutuamente excludentes: o temor dos homens e o temor do Senhor.

Se você temer os homens, então estará preocupado com o que eles pensam a teu respeito, o que eles podem fazer com você, ou contra você, ou a favor de você. E não temerá a Deus.

Mas se você temer a Deus, então estará livre do temor dos homens.

Então não tema aquele que pode no máximo matar o seu corpo, mas não pode tocar na sua alma. Não tema os homens.

Tema aquele que pode não somente matar o corpo, mas também pode fazer perecer a tua alma no inferno. Tema a Deus, que trás o juízo sobre todo aquele que permanece em seus pecados.

Conclusão e aplicação

Irmãos, uma alma verdadeiramente sadia, que conhece a Deus, é aquela que foi restaurada pela doutrina da Palavra de Deus.

Uma alma assim é uma alma que teme ao Senhor, que se desvia do mal, que o serve com devoção, amor e reverência.

É então uma alma obediente e humilde.

A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.

Por isto, para que aprendessem estas coisas, os reis de Israel deveriam fazer para si uma cópia do livro da lei do Senhor, tê-la consigo, e ler neste livro todos os dias de suas vidas, para que, ensinados pela Palavra de Deus, fossem espiritualmente sadios.

Você quer ser uma pessoa espiritualmente sadia, restaurada?

A resposta para a sua necessidade está em tuas mãos.

Tenha esta cópia da Bíblia sempre ao teu alcance.

Leia todos os dias.

Leia na expectativa de que as Escrituras irão te ensinar.

Leia com o desejo de aprender o temor do Senhor. De aprender a obedecer. De aprender a ser humilde.

Sim, o Espírito de Deus irá te humilhar, irá te convencer dos seus pecados, da santidade de Deus, irá te humilhar e quebrantar o teu coração. Você será levado a clamar:

– “Senhor, tem misericórdia de mim”.

Então, você verá que o temor do Senhor está governando o teu coração.

 



[1] Is 11:2

[2] Rm 3:12, 18

[3] Sl 19:7

[4] Gn 3:10

[5] Tg 2:19

[6] 2º Sm 12:13

[7] 2 Sm 12:14

[8] Gn 28:12-17

[9] Dn 7:15

[10] Is 6:5

[11] Ez 1:28

[12] 1ª Co 2:13

[13] Fp 2:12

[14] Tt 3:5

[15] Tt 2:12

[16] Ap 2:18, 3:18

[17] Mt 4:10

[18] Jr 48:10

[19] Jó 1:1


domingo, 5 de março de 2017

Os santos que há na terra - Sl 16:3

Terceira Igreja Presbiteriana Conservadora de São Paulo
Domingo, 7 de dezembro de 2003
Pr. Plínio Fernandes
 1 Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.  2 Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente.  3 Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer.  4 Muitas serão as penas dos que trocam o SENHOR por outros deuses; não oferecerei as suas libações de sangue, e os meus lábios não pronunciarão o seu nome.  5 O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.  6 Caem-me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança.  7 Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina.  8 O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.  9 Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro.  10 Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.  11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.
Este é um salmo escrito pelo rei Davi, no qual ele celebra seu relacionamento com o Senhor: descreve a alegria de viver na presença de Deus, de ser aconselhado por ele, de ter em seu coração a certeza de que, mesmo após a sua morte, o Senhor continuaria sendo seu Deus, pois não permitiria que a morte desse a última palavra, pois o Senhor por fim o traria de volta pela ressurreição dentre os mortos. São certezas que não somente Davi, mas todos os crentes têm, pois Jesus nos prometeu que, quando ele voltar para o dia do juízo final, todos os crentes nele ressuscitarão para a vida eterna.
Mais tarde, tanto o apóstolo Pedro quanto Paulo[1] nos ensinaram que estas palavras do Salmo 16 se cumpriram num sentido bem mais amplo que a perspectiva de Davi, pois nestas palavras vemos descritos acontecimentos que se realizaram plenamente na ressurreição de Jesus.
Então, mais do que Davi, o próprio Senhor Jesus está falando neste salmo.
Eu gostaria de chamar a atenção dos irmãos para o v. 3:
Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis, em quem tenho todo o meu prazer.
Depois de afirmar, no v. 2, que não tem outro bem na vida, a não ser o Senhor, este homem de Deus descreve a alegria que tem em conviver com os santos na terra.
A palavra “santo” quer dizer, literalmente “separado, para Deus”.
– Os santos que há na terra, diz ele, são os notáveis: são as pessoas ilustres (BJ); gente nobre (BV); as pessoas que eu admiro (BLH). São os notáveis em quem eu tenho prazer, alegria, satisfação.
São palavras escritas por Davi; e também atribuídas a Jesus.

Para a nossa edificação, eu desejo fazer algumas considerações sobre estas pessoas mencionadas aqui: os santos que há na terra.
Nestas palavras, há duas verdades a respeito dos crentes. Ainda que aparentemente haja certa tensão entre elas, são duas verdades que se complementam.
Ele fala de santos, mas ao mesmo tempo, não santos que estão nos céus, aperfeiçoados. São santos que habitam a terra.
1. O que faz uma pessoa ser chamada “santa” é o seu relacionamento com Deus
Quando a Bíblia fala sobre homens santos, não está se referindo em primeiro lugar a pessoas que um dia viveram aqui, e que tiveram uma vida espiritual tão elevada que após a sua morte foram canonizadas por Deus ou pela igreja, e que por isto podem ser chamadas santas.
Não está falando de alguém que mora agora lá no céu.
Mas está falando primeiramente sobre gente de carne, osso, pele e sangue, que vive aqui, pisa neste chão, que tem fome e sede, e se cansa e descansa, e se alegra e se entristece, que se alimenta, que dorme, trabalha, vive com outras pessoas. No pleno sentido da expressão, gente comum.
Quero citar uns poucos exemplos nas Escrituras:
Ef 1:1, 2 – Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus, 2 graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Ef 3:8 – A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo
Como você pode ver, Paulo não tem dificuldade alguma em falar de si mesmo como santo; tampouco em chamar os seus leitores de santos.
Agora veja o que ele diz a estes santos, por exemplo em Ef 6:15:
Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz.
A mesma ideia vemos em outras cartas suas
Fp 1:1 – Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos...
Cl 1:1,2 – Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, 2 aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos, graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai.
As pessoas para quem Paulo escreve não estão nos céus; estão na terra, “muito vivas”.
Mas são chamadas santas.
O que é que determina se uma pessoa é santa ou não? Numa frase: o seu relacionamento com Deus através de Jesus Cristo: é o que vemos em cada uma destas referências que acabamos de citar.
São pessoas que um dia ouviram a voz de Deus a lhes falar através do evangelho, que se reconheceram pecadoras, creram que Jesus morreu por elas, arrependeram-se, voltaram-se para Deus através de Jesus e começaram então uma vida nova com Deus por meio de Jesus.
Estas pessoas, unidas assim a Jesus Cristo são chamadas “santas”.
Pedro, escrevendo ao povo crente ensina esta mesma verdade dizendo que esta é maneira como devemos ter nossa identidade assentada em nosso próprio coração:
1ª Pe 2:9,10 – Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.
Antes não éramos povo de Deus; agora somos, por isto, nação santa.
Agora, nas palavras do escritor do salmo, quer olhemos do ponto de vista do escritor humano, Davi, quer olhemos pelo ponto de vista de Jesus, os santos que há na terra são os notáveis, as pessoas que ele admira, nas quais ele tem prazer.
Porque isto?
Porque, se num sentido, os crentes são pessoas bem comuns, noutro sentido, são pessoas muito diferentes.
Mas façamos a segunda consideração:
2. Os santos são pessoas que, embora tenham uma vida comprometida com Deus, ainda vivem na terra.
O que desejo enfatizar com isto? A verdade, tanto descrita na Palavra de Deus quanto parte de nossa experiência diária, de que ainda não chegamos à perfeição da glória celestial.
Haverá o dia, maravilhoso dia em que nossa santidade será levada à perfeição, isto é, à plena maturidade.
O dia em que estaremos diante de nosso Senhor Jesus Cristo, face a face, haveremos de vê-lo como ele é, e neste dia, de uma vez para sempre nosso caráter será aperfeiçoado, e seremos, neste sentido semelhantes a nosso Senhor[2].
Mas enquanto este dia não chega, embora o nosso coração ame, e nossos pensamentos estejam fixados nas coisas celestes, muitas vezes temos comportamentos bem terrenos.
– Às vezes, amados, os santos, os que irão morar no céu, agem de maneira bem hipócrita.
Gl 2:9-13 – E, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão; 10 recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.  11 Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível.  12 Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão.  13 E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles.
– Às vezes os santos agem covardemente
Mt 26:73 – Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia.  74 Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem!...
– Às vezes, os santos agem com incredulidade
Mt 14:29-31 – E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus.  30 Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!  31 E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?
– Às vezes os santos agem como tolos
Mt 16:6-12 – E Jesus lhes disse: Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.  7 Eles, porém, discorriam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão.  8 Percebendo-o Jesus, disse: Por que discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão?  9 Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes?  10 Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes?  11 Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pães? E sim: acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.  12 Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.
– Às vezes os santos falam demais
Mt 26:33-35 – Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim.  34 Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.  35 Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
Acho que não preciso multiplicar os exemplos, para demonstrar que os santos que há na terra não são perfeitos: pecam, fogem, falam tolices, não são super-homens, ou super-crentes.
Eles todos tem duas coisas em comum: a primeira, são pecadores; inevitavelmente erram. Mas a segunda é que diante destes fracassos, são diferentes das demais pessoas.
São pecadores redimidos – não gostam dos erros que cometem. Na verdade, odeiam os pecados que cometem.
Mt 26:73-75 – Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia.  74 Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo.  75 Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.
3. Os santos são pessoas que, embora vivendo na terra, buscam as coisas do céu.
Por exemplo, na carta aos Colossenses, cap. 3, o apóstolo descreve como deve ser a vida de um santo que há na terra:
– Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra.
– Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria...
– Despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar, mentiras
– Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.  
– Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.
– Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.  
– Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos.  
A vida santa descrita nestes vs. é muito bela. Os santos são pessoas que já não consideram a vida segundo os padrões humanos algo de valor, mas procuram a cada dia se revestir dos valores celestiais.
Eles morreram para o mundo de pecado, e agora se consideram vivos para Deus, para realizar sua vontade.
E para eles isto não significa uma vida oprimida, de autonegação terrível, antes, por que têm uma nova aspiração, o deleite deles é fazer a vontade de Deus, é buscar as coisas do céu.
Por um lado, o prazer deles é abandonar e esquecer as coisas erradas: a prostituição, os vícios, as mentiras, as inimizades, as paixões e desejos malignos, as malícias e invejas, e coisas semelhantes.
Por outro lado, o prazer deles é viver os valores do céu: o perdão, a compreensão, a paz, a gratidão, a amizade e coisas semelhantes.
Resumindo, uma vida de amor, porque o amor é o que existe no céu. Um amor que faz bem até quando vivemos na terra.
Eu me lembro de uma história que ouvi quando adolescente, contada por um pastor. É sobre um missionário indiano.
Conta a história que certa ocasião ele e outro homem estavam viajando a pé, num dia de frio intenso.  A certa altura, viram um homem caído pelo caminho, e o missionário se propôs a carregá-lo. Mas o seu companheiro se opôs, dizendo que seria um peso muito grande e lhes tornaria lenta a caminhada, vindo assim a ser um perigo para ambos, naquele frio intenso.
Então o missionário colocou o desvalido sobre os próprios ombros, e o seu companheiro, inconformado, seguiu adiante, mais rápido pois não estava carregando o peso a mais.
Mas algum tempo depois, o missionário se deparou com o seu ex-companheiro, caído e morto por causa do frio. E ele, o missionário, por causa do esforço que fizera, se aqueceu mais, e desta forma sobreviveu.
Os santos que há na terra são movidos pelo amor, mesmo que a princípio possa parecer até mesmo contraproducente e perigoso.

Conclusão e aplicação

Você está unido a Jesus Cristo? Então você é um santo. Um santo em quem ele tem prazer, a quem ele ama.
Que isto, amado, seja consolo para sua vida.
Muitas vezes, você sabe, você erra; você peca; você faz, pensa ou fala tolices.
Mas não é isto o que lhe trás satisfação; ao contrário, o grito de sua alma é: – “Miserável homem que sou”.
O que lhe trás satisfação é crescer, é a cada dia buscar as coisas do alto, não é? Então prossiga, lute, persevere, vá em frente.
À medida em que prossegue, saiba disto: Jesus tem prazer em sua vida, ele se deleita em ver como você, embora tão frágil, homem de pequena fé, de coração pertence a ele, e quer ser somente dele.
Então não se deixe vencer pelo pecado. Confesse seus pecados, busque crescimento espiritual, não desista.
Que isto seja também encorajamento para você em relação ao povo de Deus.
Você, santo de Deus, faz parte de um povo santo, como você.
Gente que como você muitas vezes falha, falha com você, assim como você falha com eles, mas assim como você povo amado do Senhor.
Ame o povo de Deus. Que o seu prazer seja estar com seus irmãos: pecadores redimidos, gente que está na mesma luta, na mesma caminhada em direção ao lar celestial.
Se você ainda não o fez, torne-se membro de uma igreja. Ame a igreja. Que a companhia dos santos seja alegria para você.


[1] Em At 2:25-28 e 13:35, respectivamente
[2] Cf. Rm 8:30; 1ª Jo 3:1-3
▲Topo