Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

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domingo, 27 de setembro de 2015

A razão da nossa fé - 1ª Pe 1:9-12

IPC em Pda. de Taipas
Domingo, 27 de setembro de 2015
Pr. Plínio Fernandes
Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, 11 investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam.  12 A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.
Nós, os crentes em Jesus, fazemos afirmações claras e ousadas a respeito do Deus a quem adoramos, e a respeito de nós mesmos.
Dizemos que Deus, o Criador de todo o universo, é um ser espiritual, único e eterno que subiste em três pessoas, a quem invocamos como Deus Pai, Deus Filho (referindo-se a Jesus Cristo) e Deus Espírito Santo.
Dizemos que Deus, o Filho, por amor a nós veio do céu a este mundo, quando assumiu a forma e a natureza humana e nasceu do ventre de uma virgem chamada Maria.
Dizemos que este Jesus a quem adoramos morreu na cruz pelos nossos pecados, depois disto ressuscitou, subiu ao céu, e de lá, no tempo determinado pelo Pai, voltará para nos buscar.
Dizemos que somos amados de Deus, escolhidos desde a eternidade, perdoados, salvos, e que vamos morar no céu.
Esta é a nossa fé e esperança. Este é o Deus a quem amamos.
Mas porque acreditamos assim? Será que a nossa fé, crente em coisas tão grandiosas, tem razão de ser? Porque amamos a Jesus e o adoramos?
Muitas pessoas pensam que nossa fé é coisa de gente ingênua, para não dizer ignorante, e até irracional.
No entanto, quando nos detemos para pensar, somos levados a responder que, longe de ser irracional, a nossa esperança em Jesus está muito bem fundamentada.
Nos dois estudos anteriores nós vimos como, nos vs. 3-9, o apóstolo Pedro louva o nome do Senhor por todo o seu amor ao nos dar Jesus, para a nossa salvação.
Agora, nos vs. 10-12 ele diz que esta salvação não foi realizada assim, “de repente”, conforme a oportunidade se apresentou, não aconteceu conforme o acaso das circunstâncias históricas imprevisíveis, mas de acordo com um plano pré-estabelecido por Deus, e que fora anunciado havia muito tempo, antes de Jesus nascer; de tal modo que agora, o que havia acontecido, já havia sido previsto nas Escrituras proféticas.
O que Pedro faz então é estabelecer uma continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento, dizendo que o Novo Testamento é o cumprimento do Antigo, e o Antigo, a previsão do Novo, e tudo isto realizado pelo Espírito de Cristo.
Uma coisa tão linda, grandiosa, que demonstra a sabedoria e o poder de Deus, que até os anjos desejam ver acontecendo, na medida em que ela se realiza [1].
A nossa esperança, portanto, está fundamentada em Cristo.
E é sobre Jesus Cristo, o nosso Salvador, a razão da nossa fé e amor, que eu desejo meditar com vocês neste estudo de hoje.
1. Cristo planejou a nossa salvação desde a Antiguidade
      No v. 10 de nosso texto, Pedro diz que a graça de Deus para a salvação das nossas almas já havia sido anunciada pelos profetas. Há três observações que desejo fazer aqui:
Primeira: quando Pedro se refere aos profetas, de quem ele está falando? De certo modo, a resposta é óbvia, mas para maior clareza, vamos ler também 2ª Pe 1:20, 21
Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; 21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.
Pedro, ao falar sobre os profetas, tem em mente os autores das Escrituras; aqui, especificamente, o nosso Antigo Testamento. Homens que falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.
Segunda: ainda que, tudo quanto eles profetizaram, não tenha sido resultado de sua própria sabedoria, mas o fizeram movidos pelo Espírito Santo, isto não quer dizer que os profetas se tornaram agentes passivos, como robôs, ou médiuns, mas empregaram todas as suas forças intelectuais, na verdade, todos os seus esforços para perguntar, investigar, compreender, as coisas que o Espírito de Cristo, que estava neles, revelava a respeito dele mesmo e da nossa salvação. E compreenderam que falavam a respeito do futuro.
Terceira: é que, uma vez que estavam sendo conduzidos pelo Espírito de Cristo, falavam de coisas que não podiam prever naturalmente, mas que lhes foram reveladas muito antes de acontecer.
Irmãos, a Bíblia sagrada é um livro extraordinário, por muitas razões.
Ela é uma coletânea de livros, escritos por cerca de quarenta autores, ao longo de mil e quinhentos anos, em países a Europa, da Ásia e da África, em circunstâncias históricas e culturais das mais variadas.
Alguns livros são históricos, outros “de sabedoria”, outros são predominantemente poéticos, outros proféticos e até apocalípticos.
Mas existe uma unidade orgânica entre eles, como que formando um só corpo, e eles tem um tema central: todos, de uma forma ou de outra, apontam para Jesus.
É maravilhoso constatar que, mesmo vivendo muito tempo antes de Jesus vir ao mundo, os escritores do Antigo Testamento falaram que isto aconteceria.
Escreveram a respeito dos sofrimentos pelos quais ele passaria, isto é, a sua luta contra o mal, a sua morte na cruz, e sobre as glórias que se seguiriam a estes sofrimentos, quer dizer, a sua ressurreição, a sua volta para o céu e a nossa eterna salvação.
Por exemplo, vamos ler 1ª Pe 2:22-25.
O qual (Cristo) não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; 23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, 24 carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.  25 Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma. 
Aqui o apóstolo está citando o profeta Isaías, cap. 53:5-9. Então vamos ler Isaías.
Is 53:7-12 - Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.  8 Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.  9 Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.  10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.  11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.  12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.
Se você olhar para o contexto, verá que desde o cap. 52:13 até o cap. 53:12, o profeta está falando sobre “o sofrimento do Servo do Senhor”. Este Servo, embora justo, seria maltratado, humilhado, desprezado e rejeitado pelos homens. E isto porque Deus o faria sofrer e morrer de modo que em seus sofrimentos estaria levando sobre si o castigo que era nosso, o castigo que nos traz a paz e cura as feridas de nossas almas.
Mas este servo, que morreria e seria sepultado como um pecador qualquer, não permaneceria morto, porque veria o resultado do penoso trabalho de sua alma e ficaria satisfeito. Intercederia por nós e seria atendido.
Irmãos, quem mais, em toda a história da humanidade, poderia ser este Servo sofredor, a não ser Jesus Cristo?
E como Isaías poderia falar dos sofrimentos de Cristo e das glórias que se seguiriam, uns setecentos e cinquenta anos antes de acontecer? É que o Espírito Santo de Cristo estava nele.
Mas não apenas aqui ele fala de Jesus Cristo, pois em todo o seu livro há muitas outras profecias; e não somente Isaías, mas quase que em cada página das Escrituras, desde Moisés até Malaquias.
Veja o testemunho do próprio Senhor Jesus Cristo, falando aos discípulos depois de sua ressureição.
Lc 24:27

     E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.

Lc 24:44-47
A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.  45 Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; 46 e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia 47 e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.
Todas estas coisas nos levam a algumas conclusões:
1. As profecias demonstram que as Escrituras foram inspiradas pelo Espírito Santo.
2. Também demonstram que a nossa salvação através da morte e ressurreição de Jesus foi algo planejada por Deus muito tempo antes de acontecer.
Na verdade, desde antes do início da criação. No cap. 1:19, 20 está escrito que o sangue de Cristo derramado na cruz já estava nos planos de Deus antes da fundação do mundo.
3. Elas também nos mostram que o Filho de Deus já existia e se manifestava bem antes de ele se fazer um ser humano e habitar entre nós.
 2. Jesus cumpriu aquilo que ele mesmo prometera desde a Antiguidade
Nos textos de Lucas que lemos há pouco, vimos que, conforme Jesus argumentou ao consolar os seus tristes discípulos, tudo o que aconteceu com ele já estava previsto pelas Escrituras.
Agora eu desejo acrescentar que, em todas estas coisas, Jesus não foi uma figura passiva, apenas permitindo que tudo assim acontecesse.
Não! Ele seguiu um curso deliberado de ação, que culminaria com crucificação em Jerusalém, sua morte e ressurreição.
Os quatro evangelhos dão testemunho disto. Mas vamos ler apenas algumas palavras do Senhor em Lucas.
Lc 9:22
Dizendo (Jesus): É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite.
Lc 9:44
Fixai nos vossos ouvidos as seguintes palavras: o Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens.
Lc 9:51
E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém
São muito claros o propósito e direção tomados por Jesus, no sentido de fazer cumprir as Escrituras em sua vida.
Ele tinha a firme convicção de que estava no mundo enviando pelo Pai, em cumprimento de tudo o que os profetas disseram a seu respeito, e viveu e morreu de acordo com esta convicção.
Ele deliberadamente permitiu-se prender, ser julgado, condenado e morto. Voluntariamente entregou-se à morte, na certeza de que o seu Pai celestial não o abandonaria, mas o traria de volta à vida.
Ouçamos suas últimas palavras na cruz:
Lc 23:46

        Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.

E agora leiamos o relato de sua ressurreição.
Lc 24:1-8
Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado.  2 E encontraram a pedra removida do sepulcro; 3 mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus.  4 Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes.  5 Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive?  6 Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia, 7 quando disse: Importa que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia.  8 Então, se lembraram das suas palavras.
Através dos séculos, os que leem os evangelhos ficam extasiados diante da beleza do plano de Deus para a nossa salvação em Jesus: o plano anunciado pelos profetas e seguido fielmente pelo Senhor, na plena certeza de que tudo se cumpriria.
E ficam maravilhados com o seu cumprimento. Pensemos nestas coisas:
1. Suponhamos por um momento que Jesus realmente acreditasse ser o Filho de Deus que morreria e ao terceiro dia ressuscitaria, e de acordo com esta convicção ele se entregasse à cruz. Mas que, depois de morto, não ressuscitasse.
Então chegaríamos à conclusão de que ele era apenas um pobre fanático religioso, um homem com sérios problemas mentais.
2. Ou suponhamos que ele dissesse que daria sua vida por nós, mas não acreditasse realmente nisto. Suponhamos que ele quisesse apenas conseguir fama, popularidade, seguidores, mas que realmente não tivesse a intenção de fazer o que dizia.
Então ele seria um mentiroso pior do que o diabo, e na hora de sua prisão iria procurar um meio de escapar.
3. Mas Jesus não somente dizia, não somente acreditava; ele de fato morreu e ressuscitou.
E com isto ele provou ser realmente o Filho de Deus, o nosso Salvador.
Foi algo tão maravilhoso que até os seus discípulos custaram a acreditar.
De modo, meus irmãos, que a nossa esperança está alicerçada sobre um firme fundamento: Jesus cumpriu em sua vida e morte tudo o que as Escrituras proféticas predisseram.
 3. O Espírito de Cristo se manifestou a nós através da pregação de sua Palavra
No v. 12, Pedro nos diz que os que anunciam a Palavra do Evangelho, fazem-no pelo Espírito Santo enviado do céu. Espírito que no v. 11 ele chama de Espírito de Cristo.
Com isto ele dá a entender que o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é a expressão exata do Ser de Cristo, assim como Cristo é a expressão exata do Pai.
A mesma verdade nos é apresentada noutros lugares da Bíblia.
Por exemplo, em Romanos 8:9.
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.  
O Espírito Santo que conduziu os profetas antigos, do Cristo que cumpriu o que os profetas predisseram, agora também se manifesta na pregação do Evangelho.
Antes de subir ao céu, o Senhor Jesus já havia prometido também:
Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas... até os confins da terra [2].
E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação do século [3].
Se ele assim prometeu, é evidente que sua presença não se restringiu àquela primeira geração de pregadores; o mesmo Espírito que conduziu a “inspiração da Palavra profética” continua agora falando através da mesma Palavra, na pregação.
Um passo adiante: este mesmo Espírito é também quem ilumina o entendimento dos que ouvem, para que entendam a Palavra profética.
Eu desejo agora me valer do apóstolo Paulo. Por favor, abra sua Bíblia em 1ª Coríntios 2:14:
Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Em nossa natureza carnal, obscurecida pelo pecado, jamais conseguiríamos crer nas Escrituras.
Como vimos anteriormente, a nossa esperança em Cristo está alicerçada sobre o sólido fundamento da Palavra e da pessoa de Cristo e sua obra.
Portanto, crer em Jesus deveria se apenas uma questão de raciocínio. Na verdade, esta semana eu ouvi um conhecido filósofo católico dizendo que, diante das evidências, deixar de crer em Cristo “é burrice” [4].  
Ainda assim, existem pessoas inteligentíssimas, e pessoas cultas, que simplesmente não conseguem crer.
Porque isto acontece? A Bíblia diz que a dificuldade não é apenas intelectual. Em última análise, o problema é espiritual.
Por causa do pecado, o entendimento humano se tornou obscurecido, o coração se tornou orgulhoso e endurecido. A dificuldade está exposta aqui neste versículo: para o homem natural, isto é, como ele é agora em sua natureza, as coisas de Deus parecem loucura. Ele não consegue entender, por exemplo, qual é a relação que existe entre a morte de Cristo, na cruz, há dois mil anos, com a purificação dos nossos pecados agora. Enfim, ele não aceita as coisas do Espírito de Deus.
Até que algo grandioso acontece: em sua misericórdia, o Senhor se manifesta e vem ao encontro dos seus amados. O mesmo Deus que no princípio disse: – “Haja luz”, e houve luz, ele mesmo faz resplandecer a sua luz no coração do que está em trevas, através do Evangelho [5]. O mesmo Espírito que no princípio pairava sobra as águas de um mundo caótico, agora vem trazendo nova vida ao pecador.
E assim se cumpre a Palavra aqui do v. 12:
Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
Neste momento, vale lembrar a feliz exposição deste ensino, conforme a nossa Confissão de Fé:
As muitas excelências incomparáveis e completa perfeição (da Escritura Sagrada), são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações [6].
Assim, meus irmãos, este é o terceiro fundamento de nossa fé: o Espírito de Cristo se manifestando a nós, na Palavra de Deus, e através da Palavra de Deus, trazendo luz ao nosso coração e entendimento.

Conclusão

Em nossa conclusão, eu desejo ler com vocês o que Pedro nos diz no cap. 3, vs. 15 e 16 de sua 1ª carta.
Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, 16 fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo.
Se Deus nos conceder, voltaremos a este texto no futuro. Por ora vamos enfatizar: aqui ele nos orienta no sentido de que, tendo a Jesus como nosso Senhor, com uma atitude de mansidão e temor, com boa consciência, devemos estar preparados para responder sobre a razão de nossa esperança em Jesus, quando formos questionados pelos “de fora”. Devemos responder, explicando em que fatos a nossa fé está alicerçada.
E aqui, no texto de hoje, vimos que a nossa fé está edificada sobre um fundamento sólido: é Jesus Cristo.
Pois o Espírito de Cristo preparou o caminho da nossa fé, quando através dos profetas do Antigo Testamento, anunciou as coisas que iriam acontecer.
Depois, o Senhor Jesus Cristo veio ao mundo, e cumpriu tudo quanto outrora havia sido profetizado.
E agora, através da Palavra pregada ele se revelou aos nossos corações.
A razão da nossa fé é Jesus.

Aplicação

Vamos pensar nalgumas aplicações para nossa vida.
1ª - Admire a sabedoria do plano de Deus, concebido desde a eternidade, para a nossa salvação.
Plano anunciado e levado adiante. Plano do qual fazemos parte, e no qual fomos alcançados pela graça eterna.
Como diz a Escritura, “oh, profundidade da riqueza, como da sabedoria, como do conhecimento de Deus...” [7]
Louve a Deus por causa disto. De glória a ele. Seja dele. Confie a ele sua vida eterna.
2ª - Creia nas Escrituras.
Admire, leia, conheça, medite nas Escrituras. Elas são a Palavra do Espírito Santo falando a nós. Se alguém disser para você que “a ciência já têm demonstrado que a Bíblia não diz a verdade”, não se deixe abalar, não se sinta diminuído (também não se enfureça, não responda com ira), mas procure saber o porquê de alguém falar assim; medite, peça iluminação a Deus, peça sabedoria. Pois o Espírito do Senhor habita na vida do crente em Jesus, e lhe guia.
3ª - Creia no poder do Espírito Santo agindo em sua vida, e fale de Jesus com amor, fé e esperança.
Não se envergonhe de ser crente - sua fé é sinal da graça de Deus em sua vida. Então seja uma testemunha de Jesus em sua maneira de viver e de falar, na esperança de ser um instrumento para que outros venham a crer também.
4ª - E se você não crê ainda?
Depois de todas as coisas que temos dito, você não crê, é sinal de que você ainda precisa ser iluminado pelo Espírito. Então busque a Deus, com humildade, com vontade, pois ele é misericordioso para todo aquele que o buscar com sinceridade de coração.




[1] Veja também Ef 3:10
[2] At 1:8
[3] Mt 28:20
[4] Olavo de Carvalho, em https://www.youtube.com/watch?v=bR7gNLOcYdY, acessado em 25/09/2015 às 8:45H.
        [5] Gn 1:3; 2ª Co 4:6
        [6] Extraído de Confissão de Fé de Westminster, I:VI
        [7] Rm 11:33

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Jesus Cristo nas Escrituras - Mt 2:1-12

IPC em Parada de Taipas
24 de dezembro de 2013
Pr. Plínio Fernandes
Meus queridos irmãos, vamos ler Mateus 2:1-12
Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.  2 E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.  3 Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém; 4 então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer.  5 Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel. 7 Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera.  8 E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo.  9 Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino.  10 E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo.  11 Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.  12 Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra.
Pela graça de Deus nós estamos hoje, mais uma vez, comemorando o nascimento de Jesus, a pessoa mais importante de nossas vidas.
Porque Jesus Cristo é a encarnação de Deus; ele é o nosso criador, o criador e sustentador de todo o universo.
E assim como nos criou e nos sustenta, Jesus também transformou nossas vidas, perdoando nossos pecados, dando-nos o seu Espírito Santo, que habita em nossos corações e nos dá a certeza de que, assim como ele veio à terra para nos salvar, nós também iremos para o céu, e então estaremos com ele para sempre.
Por isto nós confiamos em Jesus, nós o amamos, nós o adoramos, e nele temos a nossa esperança.
Mas, como é que sabemos estas coisas? De onde provém todo o conhecimento que temos de Jesus?
Nós o sabemos da mesma maneira que os antigos israelitas, a quem Deus primeiramente se revelou trazendo o conhecimento necessário para a nossa salvação.
Quando Jesus nasceu na cidade de Belém, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, a capital do país, perguntando onde estava o recém-nascido rei dos judeus, pois eles desejavam adorá-lo.
Então Herodes ficou alarmado, e com ele toda a cidade de Jerusalém.
Porque Herodes era um homem terrivelmente perigoso, que amava tanto o poder que mandava matar até às pessoas de sua própria família, quando desconfiava que alguém conspirava contra ele.
Herodes temia que alguém quisesse ser rei em seu lugar, e Jerusalém temia a ira de Herodes.
Então Herodes mandou chamar os sacerdotes e escribas, gente versada nas Escrituras proféticas de Israel, e a resposta deles foi certeira.
De acordo com as Escrituras, disseram eles, o guia, o que haveria de apascentar Israel nasceria em Belém.
Os sacerdotes e escribas disseram isto ao rei e “não quiseram saber de mais nada”, certamente temendo a sua fúria.
Então Herodes mandou chamar os magos, secretamente. E os enviou a Belém, dizendo: “Procurem o menino cuidadosamente, e quando vocês o encontrarem, me avisem, para que eu também vá adorá-lo”.
Eles partiram para a pequena Belém, e ali encontraram o recém-nascido rei.  
Entraram na casa, adoraram ao menino Jesus e ofertaram seus presentes. Depois disto, em sonhos, foram instruídos por Deus, agora no sentido de que não voltassem à presença de Herodes.
E também por meio de sonhos Deus instruiu a José, dizendo que ele fugisse para o Egito, porque o malvado rei tentaria matar o menino.
O que de fato aconteceu. Pois quando Herodes percebeu que os magos não voltariam, ficou furioso, e mandou matar todos os meninos de Belém e arredores, de dois anos para baixo.
Infelizmente o tipo de comportamento tirano e genocida que não foi o primeiro, nem o último da História da Humanidade.
A família de Jesus não precisou ficar muito tempo no Egito, pois logo Herodes morreu.
Então, guiados por Deus, eles foram novamente para Nazaré, na Galiléia.
Vamos ler novamente o v. 6?
“E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel”.
Quando Herodes pergunta aos sacerdotes e escribas onde deveria nascer o rei dos judeus, eles respondem de acordo com o profeta Miquéias, cap. 5:2. [1]
Se você quer saber sobre Jesus, olhe para as Escrituras.
O Novo Testamento começa com a seguinte frase no Evangelho de Mateus: “Livro da genealogia de Jesus Cristo...”
E termina nos prometendo que Jesus voltará a este mundo, não mais através de uma reencarnação, mas voltará fisicamente para o dia do juízo final.
Mas, ainda que Jesus tenha nascido entre nós nos dias do rei Herodes, e o Novo Testamento inicie sua narrativa a partir daí, na realidade, a Bíblia inteira fala sobre Jesus Cristo.
É por isto que, quando os sacerdotes e escribas são consultados sobre onde ele deveria nascer apontam para as palavras do profeta Miquéias, que foi contemporâneo de Isaías.
Eles profetizaram por volta de 750 anos antes de Jesus nascer.
Miquéias havia escrito que o pastor de Israel nasceria em Belém.
Se você quer saber sobre o Cristo, consulte as Escrituras.
Se você quer saber sobre o Rei de Israel, o grande pastor do povo de Deus, consulte as Escrituras.
Se você que saber sobre aquele que é digno de ser adorado, consulte as Escrituras.
As Escrituras falam de Jesus.
Nesta noite, eu desejo voltar nosso pensamento para este ensino maravilhoso, no qual o Novo Testamento aponta para o fato de que a Bíblia inteira nos fala sobre Jesus
1. O Novo Testamento nos ensina que Jesus é o filho de Deus, nascido em cumprimento de muitas promessas feitas através dos profetas
Somente no evangelho de Mateus há pelo menos nove referências ao cumprimento de profecias do Antigo Testamento.
Nós não vamos comentar cada uma delas agora. Apenas quero ler algumas com os irmãos, a fim de tirarmos uma conclusão geral sobre isto
Mt 1:22, 23
Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).
Este texto é uma citação de Isaías 7:14
Mt 2:15-18
15 e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.  16 Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos.  17 Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias: 18 Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, choro e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem. [2]
Mt 2:23
E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno. [3]
Mt 4:13-16
E deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; 14 para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: 15 Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios!  16 O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. [4]
Mt 8:16-17
Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes;  17 para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. [5]
Mt 21:4, 5
Ora, isto aconteceu para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta:  5 Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga. [6]
Mt 7:9, 10
Então, se cumpriu o que foi dito por intermédio do profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram;  10 e as deram pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor. [7]
O que desejo ao ler com vocês todas estas citações é enfatizar o fato de que Mateus via em muitos detalhes da vida de Jesus o cumprimento de antigas palavras proféticas dadas a Israel.
Mas além de Mateus, tanto nos demais evangelhos quanto em Atos, e também nas epístolas, há muitas outras profecias que são assim referidas.
2. O Novo Testamento também nos ensina que o Cristo já se revelava no Antigo Testamento, antes de nascer como um ser humano entre nós
Vamos ler Isaías
Is 6:1-4
No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.  2 Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.  3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória...
vs. 9, 10
Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais.  10 Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo.
Agora comparemos com o evangelho de João
Jo 12:37-41
E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,  38 para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?  39 Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda:  40 Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados.  41 Isto disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito.
Veja que afirmações grandiosas a Bíblia fala a respeito de Jesus Cristo: Isaías diz que viu o Senhor Deus; que os anjos o adoram, e que toda a terra está cheia da sua glória.
E João diz que, quando Isaías viu a glória de Deus, estava vendo a Jesus.
Mais uma vez, leiamos João:
Jo 1:18
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.
Jesus era o Senhor que se revelava a Moisés, face a face, como um homem fala com seu amigo. [8]
Era o Senhor que falava com Abraão. [9]
Que lutou com Jacó. [10]
Que apareceu a Manoá, o pai de Sansão. [11]
O príncipe do Exército de Senhor que apareceu a Josué, com a espada desembainhada contra os inimigos de Israel. [12]
3. O Novo Testamento também nos ensina que não somente as promessas, mas também as leis, as cerimônias, e tudo quanto mais outrora foi escrito, apontava para Jesus
Por exemplo:
O cordeiro da Páscoa apontava para Jesus, o cordeiro de Deus, o nosso cordeiro pascal, que por sua morte em nosso lugar, levou sobre si o castigo dos nossos pecados. [13]
Assim também a arca da aliança, o tabernáculo, o sacerdócio: tudo falava de Jesus. [14]
Os cânticos messiânicos dos salmos e dos profetas. [15]
O ensino da sabedoria.[16]
Por isto Lucas testemunha que Jesus tomava todas as Escrituras como sendo revelação sobre ele.
Lc 24:25-27
Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!  26 Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?  27 E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.
Lc 24:44-47
A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.  45 Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;  46 e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia   47 e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.
Conclusão
Do começo ao fim das Escrituras há um tema, ou antes, um personagem que nos é revelado: Jesus Cristo.
Ele é filho de Deus, o Pai da criação.
Ele é o nosso Rei, o nosso pastor.
Ele nosso redentor.
E para concluir, há algo mais que as Escrituras falam sobre ele: é que assim como ele já cumpriu tantas profecias que foram dadas no Antigo Testamento, ainda há uma grande profecia que certamente se cumprirá: Jesus, depois de sua ressurreição foi para o céu e está assentado à direita de seu Pai, e de lá também voltará para nos buscar.
Jo 14:1-3
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.  2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.  3 E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.
Isto é maravilhoso, irmãos. A Bíblia não falha. Se tantas coisas ditas sobre Jesus já se cumpriram, certamente que esta também se cumprirá.
Aplicação
Vejamos algumas implicações práticas desta doutrina para nossas vidas
1. Devemos, e podemos conhecer as Escrituras, e por meio delas, conhecer Jesus
Quando o apóstolo Paulo escreveu sua segunda carta a Timóteo ele se referiu ao fato de que desde pequeno Timóteo aprendera as Escrituras que o tornaram sábio para a salvação por meio de fé em Jesus. [17]
Do começo ao fim, as Escrituras nos revelam Jesus.
Não apenas como um grande mestre, ou pensador, ou profeta, ou um homem tão espiritual que mudou o curso da história, mas como o Deus eterno que se fez presente entre nós, e habita conosco.
Então, conheçamos as Escrituras, buscando por meio deles conhecer Jesus, e quanto mais o conhecermos, mais o amemos, mais confiemos nele.
2. Devemos, e podemos crer nas Escrituras, e por meio delas, crer em Jesus
No caminho de Emaús, o Senhor Jesus censurou aos seus discípulos pelo fato de que seus corações eram demorados em crer no que as Escrituras dizem
Amados, com base nesta experiência negativa deles, oremos, e busquemos ter no coração uma atitude diferente.
Jesus quer que nós creiamos nas Escrituras, e que vivamos por elas.
3. Devemos, e podemos, obedecer às Escrituras, e por meio delas, seguir a Jesus
Herodes e os sacerdotes e escribas sabiam intelectualmente que as Escrituras falavam de Jesus, mas isto os deixou apavorados, alarmados.
Herodes queria matar a Jesus.
Os escribas e sacerdotes silenciaram. Não o buscaram.
Os magos fizeram diferente: eles foram a Jesus e o adoraram.
Cada ser humano certamente toma uma destas atitudes: ou odeia a Jesus, ou procura ignorá-lo, ou se prostra aos seus pés e o adora.
Seja sábio: adore a Jesus



[1] Mq 5:2
[2] Os 11:1; Jr 31:15
[3] Alusão a Jz 13:5-7
[4] Is 9:1, 2
[5] Is 53:4
[6] Zc 9:9
[7] Zc 11:1, 13; Jr 32:6-15
[8] Êx 33:11
[9] Gn 18:13
[10] Gn 32:30
[11] Jz 13:17, 18 comp. Is 9:6
[12] Js 5:13-15
[13] Jo 1:29; 1ª Co 5:7
[14] Hb 5-10
[15] Ex.: Sl 2; Sl 22; Is 50:4-9
[16] Ex.: Pv 9
[17] 2ª Tm 3:15-17
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