Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

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domingo, 16 de agosto de 2015

Uma coisa só é necessária - Lc 10:38-42

Lc 10:38-42
IPC de Pda. de Taipas
Manhã de domingo, 16 de agosto de 2015
Pr. Plínio Fernandes
Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa.  39 Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos.  40 Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me.  41 Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas.  42 Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.
Jesus estava numa cidade chamada Betânia (cf. Jo 11), e hospedou-se na casa de três irmãos, amigos seus: Lázaro, Marta e Maria.
Maria assentou-se aos pés do Senhor para ouvir seus ensinamentos - um acontecimento, por si só, singular naqueles dias, pois não era costume dos mestres da lei ensinar a mulheres.
Marta estava agitada de um lado para o outro, pois chegara em sua casa um visitante muito importante, e amado.
Marta fazia o máximo possível para recebê-lo bem.
Mas uma coisa a estava incomodando: Maria “não estava fazendo nada”, enquanto ela, Marta, estava ali trabalhando sozinha para servir a Jesus.
Então ela pediu que Jesus mandasse Maria trabalhar.
Jesus, naturalmente, compreendeu aquela mulher, mas não consentiu com seus desejos.
Como muita ternura, carinho e amor, ele diz: “Marta! Marta! Você está inquieta, agitada, preocupada com tantas coisas. Mas somente uma é realmente imprescindível. Maria escolheu esta coisa, e isto ninguém poderá tirar dela”.
Este acontecimento nos ilustra de maneira viva uma tentação que experimentamos diariamente: a tentação de nos enchermos de tantos afazeres que desprezamos aquilo que é mais importante.
1. Diariamente somos tentados a nos envolver com mais tarefas do que deveríamos
Sentimos a necessidade de sempre “estar fazendo alguma coisa”.
Nosso mundo atual dá mais importância ao “fazer” do que ao “ser”.
E realmente temos muitas coisas para fazer: em casa, no trabalho, na escola, na igreja.
E diante de tudo o que devemos fazer, ficamos preocupados e nos dedicamos às nossas tarefas.
Só que à medida em que fazemos as coisas, percebemos que não estamos fazendo tudo que gostaríamos, ou que sentimos necessidade. Isto nos deixa ainda mais preocupados.
Achamos que não estamos “dando conta do recado”; e então, como se fosse uma “válvula de escape”, começamos a lançar culpas e pesos sobre outros: “As pessoas não são dedicadas como eu. Não se envolvem, não ajudam. Só eu quero trabalhar!”.
E um sentimento de frustração, no sentido de que estamos sendo injustiçados começa a nos invadir o coração, até que isto se transforma em queixa diante de Deus - como Marta.
(É assim que eu mesmo me sinto muitas vezes. Quando meditava neste texto, confesso que me senti tentado a achar que Marta estava certa, e Jesus e Maria errados).
Jesus compreende os que são sinceros de coração; ele não os trata com espírito de condenação, mas com doçura e firmeza afirma o que é a verdade.
E a verdade é que...
2. O mais importante é nossa comunhão com ele
Por quê?
2.1 - Porque Jesus é a pessoa mais importante de nossa vida
Ele é nosso Deus e Salvador.
Ele é mais importante que o nosso trabalho, que as tarefas, que as outra pessoas, que nós mesmos, que nossos desejos.
Maria entendeu isto, e então simplesmente assentou-se aos pés do Senhor, maravilhada com ele; sua alma estava como que “enamorada” por Jesus, enlevada, por isto ela pode deixar de lado toda a ansiedade.
2.2 - Porque Jesus assim o quer
Ele deseja que “nos assentemos aos seus pés” para ouvi-lo.
Ele deseja que ouçamos sua Palavra, ele deseja ensinar-nos, e tem prazer nisto.
Por isto aprovou a atitude de Maria, e não permitiu que o pensamento Marta prevalecesse; não permitiu que acusasse sua irmã de preguiça e ociosidade.
2.3 - Porque diante de Jesus, o “ser” é mais importante que “fazer”
Para ele o que conta é o que somos interiormente.
E estar em comunhão com ele é a melhor maneira de sermos transformados espiritualmente.
2ª Co 3:17, 18
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.  18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
2.4 - Porque somente nele podemos descansar nossa alma
1ª Pe 5:7
Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
2.5 - Porque somente nele podemos ter força e direção
Jo 15:4, 5
Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.  5 Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Ele nos dá direção e energia necessárias para as demais coisas
Às vezes, apenas oramos: “Senhor, me ajuda”, e nem paramos para ouvir a voz de Deus, receber sua orientação através da meditação em sua Palavra. Começamos simplesmente a agir. Está errado.
É necessário meditar dia a dia, deixar que Deus vá nos orientando sobre tudo: família, trabalho, igreja.
Ele dá orientação e capacidade.
Aplicações práticas
1 - Cabe a cada um de nós o ter, como prioridade, o cultivo de nossa vida espiritual
Marta estava tão atarefada com os afazeres da casa que não somente achou desperdício de tempo o estar aos pés de Jesus como também queria que Maria fizesse os mesmo
Nossa prioridade deve ser o cultivar as coisas da alma, e não as deste mundo.
À medida em que trabalhamos as coisas da alma, o Senhor nos concede graça de servi-lo de seu modo, e não do modo como achamos que seria bom.
Também cabe a nós o fazer do reino de Deus e sua justiça aquilo que vamos buscar em primeiro lugar, pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua própria alma?
2 - Cabe a nós separar um tempo, diariamente, para nos “assentarmos aos pés de Jesus” (temos uma vantagem muito grande sobre Marta e Maria: ele está conosco o tempo todo)
Mas a comunhão diária não é só uma possibilidade: é uma necessidade.
Temos muito o que fazer. A melhor maneira de começar é trazer tudo aos pés do Senhor
3 - Aproximamo-nos de Deus pela fé, crendo que ele existe e é galardoador de todos aqueles que o buscam (Hb 11:6)
Aproximemo-nos com louvor, agradecendo por todos os seus benefícios para conosco: ele perdoa as nossas iniquidades, sara as nossas enfermidades, renova nossas focas, supre as nossas necessidades (Sl 103:1-5).
Aproximemo-nos para ouvir sua voz nas Escrituras, como nos encoraja o salmo:
Escutarei o que Deus, o Senhor, disser pois falará de paz ao seu povo, e que jamais caiamos em insensatez (Sl 85:8).
Aproximemo-nos com oração, lançando sobre ele todas as nossas ansiedades, pois ele tem cuidado de nós (Fp 4:6, 7).
Então, depois de ler sua Palavra, meditar nela, procurar aplicações para nossa vida, podemos sair para nossas tarefas, e fazer tudo em comunhão com Deus, no poder de seu Espírito.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Jesus fala sobre o casamento - Mt 19:1-12

Igreja Evangélica Presbiteriana
Domingo, 22 de maio de 2011
Pr. Plínio Fernandes
Meus irmãos, vamos ler Mateus 19:1-12
1 E aconteceu que, concluindo Jesus estas palavras, deixou a Galiléia e foi para o território da Judéia, além do Jordão. 2 Seguiram-no muitas multidões, e curou-as ali. 3 Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? 4 Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher  5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? 6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. 7 Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? 8 Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. 9 Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério. 10 Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. 11 Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. 12 Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita.
Leiamos novamente a segunda parte do v. 6 -   “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
Estas palavras foram pronunciadas por Jesus quando ele estava respondendo a uma pergunta dos fariseus em relação ao divórcio
A pergunta dos fariseus está no v. 3 – “É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?”
Ela refletia os ensinamentos de dois rabinos, que disputavam entre si:
Segundo o rabino Hílel, o homem poderia divorciar-se por qualquer razão – ele não era um leviano; era sinceramente dedicado ao estudo da Torá, mas tinha esta maneira de entender.
De acordo com o rabino Shamai, o divórcio poderia acontecer somente no caso de adultério.
Diante das duas escolas, a impressão que temos é que foi indagado a Jesus, qual era o seu posicionamento em relação a este assunto.
A resposta de Jesus está nos vs. 4-6:
4 Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher 5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? 6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Jesus volta ao princípio da Bíblia, e se baseia no que Deus disse a respeito do casamento, antes mesmo que houvesse pecado no mundo, e com base nisto ele ensina qual é o pensamento de Deus
Como quem diz: “Olha, se você quer saber o que Deus pensa sobre este assunto, leia Gênesis cap. 2; está escrito ali”.
A resposta do Senhor não estava de acordo com a perspectiva dos rabinos, mas de acordo com a perspectiva de Deus.
Mas os fariseus insistem na pergunta.
Então, na sequência, Jesus passa a ensinar em que condição o divórcio se torna tolerável.
E ensina também sobre aqueles que, por amor ao reino de Deus, optam por uma vida celibatária.
Assim que há pelo menos três assuntos, inter-relacionados, abordados por Jesus aqui: o casamento, o divórcio e o celibato.
Mas em nosso estudo de hoje nós vamos nos concentrar no ensino de Jesus que é registrado aqui, a respeito do casamento – Esta passagem não diz tudo o que Jesus falou sobre isto, mas nela temos princípios muito importantes.
Mais precisamente, queremos nesta hora falar sobre a necessidade de trabalharmos pela preservação do casamento segundo os princípios da Bíblia.
Isto porque estamos vivendo numa época muito trabalhosa.
Algumas pessoas eleitas para funções importantíssimas em nosso país estão lutando para o reconhecimento de uniões homossexuais, e para a criminalização de opiniões contrárias a isto.
Nalgumas igrejas reformadas estas uniões estão não somente sendo aceitas, mas até mesmo abençoadas.
Esta semana recebi a entristecedora notícia de que a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (assim com já fazem a luterana, a episcopal e a Igreja Unida) decidiu por permitir a ordenação de homossexuais.
Então precisamos sempre recordar os ensinos de Jesus.
1. Jesus nos ensina que o casamento é uma instituição divina
Como já temos afirmado, o ensino de Jesus é baseado no que a Bíblia diz em Gênesis cap. 2.
E há pelo menos três fatos importantíssimos aqui:
1.1 – Que a instituição do casamento foi “uma iniciativa de Deus”
Com efeito, se voltarmos ao texto de Gênesis, leremos que no início, quando criou o homem e o colocou no Jardim para cultivá-lo e para governar a terra, a Trindade Santíssima disse consigo mesmo: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que esteja à altura dele...”.
Isto é, o Senhor Deus estava interessado em promover o bem do homem.
Assim como todo o restante da criação eram coisas boas, assim também a mulher foi considerada boa.
E assim, o Senhor Deus criou a mulher e a trouxe ao homem.
Uma pessoa idônea, isto é, que estava à altura, e não inferior ao homem.
Uma pessoa para estar ao lado dele, ajudá-lo em sua missão de governar o mundo.
Uma pessoa que fosse como que um complemento do homem.
Este complementar do ser humano se realiza não só, mas também através da relação sexual expressa na frase: “Os dois se tornam uma só carne”.
Assim como “a chave e a fechadura” que só são completos se um tiver o outro.
E o homem ficou imensamente feliz com esta manifestação da bondade de Deus.
Por isto também que mais tarde o escritor de Provérbios acrescentou: “O que acha uma esposa acha um bem, e alcançou a benevolência do Senhor” (Pv 18:22)
Outra maneira de apresentarmos o que Jesus ensina aqui é dizendo: Deus é o criador do casamento.
Ele criou o casamento para o bem da humanidade.
Para que a humanidade experimente todo o bem que Deus planejou para o casamento, os seres humanos devem seguir as leis que o criador do casamento estabeleceu; os seres humanos não tem o direito natural de determinar, por si mesmos, quais são as regras desta instituição.
O que os seres humanos precisam fazer é conhecer os princípios estabelecidos por Deus para o seu bem, e viver por eles.
E estes princípios estão na Bíblia.
1.2 – Que o casamento é entre homem e mulher
Um querido amigo meu sempre acha graça quando, falando sobre este assunto, digo que o casamento é entre homem e mulher – pois isto é uma coisa óbvia, não é?
Mas infelizmente esta é uma afirmação que se tornou necessária depois da entrada do pecado no mundo, isto é, depois que os homens resolveram abandonar os princípios de Deus e viverem de acordo com seus próprios desejos.
De maneira que, desde o livro de Gênesis, nós lemos também, depois de entrar o pecado, sobre homens se relacionando sexualmente com outros homens.
Mas isto, diz a Bíblia, é uma perversão daquilo que Deus criou.
Esta semana eu li a opinião de uma pessoa que é a favor do casamento homossexual.
Ela escreveu o seguinte: “Você é a favor ou contra o casamento gay e a adoção de crianças em famílias homoafetivas? E por quê? (Por favor, motivos decentes, não me venha com "é pecado" ou coisa assim, vamos deixar a religião fora dessa.)
Segundo esta pessoa, ser contra o homossexualismo porque é pecado é um motivo indecente.
Ora nós somos cristãos. Sabemos que podemos usar argumentos de ordem natural contra o homossexualismo: sociológicos, psicológicos, antropológicos, históricos, etc.
Mas para nós, o pensamento de Jesus, a quem seguimos é o argumento que tem valor acima de todos os demais.
Deus criou homem e mulher e os uniu.
Deus não criou dois homens e os uniu.
Nem duas mulheres.
Homem e mulher os criou.
1.3 – Que o casamento é entre um homem e uma mulher
Deus também não criou um homem e duas mulheres ou uma mulher e dois homens.
Ele criou um homem e uma mulher.
Mesmo quando lemos que no passado homens do povo de Deus tiveram mais de uma esposa, percebemos também que não foi por mandamento de Deus, mas por tolerância de Deus por causa da dureza do coração humano.
Então Jesus conclui: o casamento é uma união criada por Deus, entre um homem e uma mulher. O que Deus uniu o homem não deve separar
2. Jesus nos ensina que devemos prezar e trabalhar pela preservação do casamento
Neste assunto, há pelo menos três áreas, ou três círculos sociais que precisamos ter em mente.
Devemos prezar e trabalhar pela preservação da nossa própria família.
Devemos prezar e trabalhar pela preservação das famílias do povo de Deus.
Devemos prezar e trabalhar pela preservação da família como instituição social.
Agora, porque usamos as palavras prezar e preservar?
Por que a família, assim como a igreja, é uma instituição de origem divina.
E assim como a igreja, a família está constantemente sujeita aos ataques de Satanás.
Quando voltamos a Gênesis cap. 3, que nos conta sobre a queda do homem, lemos que a primeira coisa que Adão fez, quando confrontado por Deus por causa do seu pecado, foi colocar a culpa em Eva.
Isto porque o pecado provocou a desunião espiritual e emocional entre os dois.
E esta desunião se tornou ema das características dos relacionamentos familiares desde então.
Mesmo nas famílias mais santas que temos na Bíblia vemos as manifestações desta desunião:
Abraão e Sara (por causa de Agar e Ismael).
Isaque e Rebeca – por causa de Esaú e Jacó.
Jacó e suas esposas, e os conflitos que vinham disto.
A família de Eli, de Samuel, de Davi, e tantos outros.
Além dos conflitos de relacionamentos, os problemas estruturais.
Por causa do pecado que habita em nós, surgiram pecados sociais que afetam a vidas das famílias.
Vivemos num mundo em que a separação de famílias acontece sem dificuldade alguma, basta que as pessoas envolvidas o queiram.
Além disto, estamos num mundo que oferece todo o tipo de tentação moral, que produz o afastamento espiritual entre marido e mulher, entre pais e filhos, e muitas vezes, mesmo que as pessoas não se divorciem de fato, na realidade vivem emocionalmente separadas.
Da mesma forma que o divórcio civil não é a vontade de Deus, também não é a vontade de Deus o “divórcio emocional”.
Pois se ele acontece, duas pessoas vivem dentro da mesma casa, mas infelizes e promovendo a infelicidade uma da outra e da família como um todo.
Ora, contra todos estes males que ameaçam a família nós somos exortados por Deus a trabalhar diligentemente.
Porque digo trabalhar diligentemente?
Por que o casamento é constituído de duas pessoas, e nem sempre uma delas escolhe fazer a vontade de Deus.
O Senhor Jesus nos ensina que há casos em que o divórcio acontece.
Paulo também nos diz a mesma coisa.
Então, se um filho de Deus se empenha em fazer a vontade de Deus, mas apesar de seus esforços a outra parte não deseja, o filho de Deus, ainda que entristecido com isto, não deve se sentir culpado, ou acreditar que Satanás venceu.
O diabo só será vencedor no dia em que Deus for derrotado – e isto não acontecerá jamais.
Mas o quanto estiver ao nosso alcance, devemos nos empenhar para a preservação e bem estar do casamento.
3. Jesus nos ensina que recursos devemos empregar para a preservação do casamento
De que forma Jesus nos ensina isto?
Me parece que aqui em Mateus temos duas formas pelas quais Jesus nos ensina sobre este assunto:
Primeiro, de maneira indireta; depois de maneira direta
3.1 – Ele nos ensina de forma indireta no cap. 18
Qual é o assunto destes versículos? A maneira como devemos perdoar aos que nos ofendem
De acordo com Jesus, se uma pessoa pecar contra nós, setenta vezes sete no mesmo dia, e pedir perdão, setenta vezes sete e sou exortado a perdoar.
Ora, a prática do perdão é essencial em todos os relacionamentos, inclusive no relacionamento matrimonial.
Há um livro muito edificante que recomendo a todos vocês. Ele se chama “Quando pecadores dizem sim”, e trata do fato de que, antes de qualquer coisa, para que um casamento seja bem sucedido, cada um de nós deve se comportar de modo amoroso e humilde para com seu cônjuge, reconhecendo que só a graça de Deus pode sustentá-los.  
Quando cada cônjuge se entende, ao seu cônjuge, como pessoas dependentes de Deus, então podem se auxiliar, se perdoar, se fortalecer, e construir um lar onde Deus seja glorificado.
Cl 3:19 – “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.”.
A palavra amargura aqui significa irritação, indignação, mágoa.
Da mesma forma que não devemos tratar com amargura, somos também exortados a não provocar amargura.
Cl 3:21(aqui falando sobre pais e filhos) – “Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.”
É claro que estas instruções são válidas não somente aos maridos e aos pais.
São importantes também para as esposas e os filhos.
Eu gosto muito de uma mensagem pregada pelo pr. Jaime Kemp, onde ele fala sobre três frases muito importantes em todo o relacionamento familiar:
Eu errei – cada vez que você tiver, com um comportamento errado, ofendido alguém de sua família
Me perdoe – como expressão de seu desejo de reconciliação
Amados, quantos males poderiam ser sanados, quantas feridas poderiam ser curadas com um pedido de perdão, mas muitas vezes este pedido não acontece.
Eu amo você
A outra maneira como Jesus nos ensina é direta:
3.2 - No cap. 19, falando sobre o casamento Jesus volta-se para a Palavra de Deus e faz com que seus ouvintes se lembrem do que ela diz
Primeiro ele recorda o que Gênesis diz, e depois faz uma aplicação prática: se Deus uniu, não deve ser separado.
Amados, nós somos pessoas privilegiadas:
Temos a Bíblia em nossas mãos, para ler, meditar e praticar seus ensinamentos.
Mas além disto, somos privilegiados pois vivemos numa época em que muitos servos de Deus, homens com dons de ensinar, têm se dedicado a estudar especificamente estes princípios para o benefício do povo de Deus.
Existem incontáveis livros que nos ajudam em muito a conhecer o que a Bíblia ensina  (alguns destes livros estão sendo recomendados em nosso boletim de hoje)
Além disto temos o privilégio de, como igreja, interceder uns pelos outros e nos aconselharmos uns aos outros
Leiamos Cl 3:16 – “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.”.
Então vejam: se os ensinos de Cristo ocuparem nossa mente e nosso coração, quando nos deparamos com alguém que está com problemas, podemos, em amor, ensiná-lo e encorajá-lo a viver por estes princípios
E da mesma forma como Jesus, podemos proclamar estes princípios no meio da sociedade em que vivemos.
Podemos dizer ao mundo o que Deus diz sobre casamento.
Como igreja, devemos envidar todos os esforços que estiverem ao nosso alcance para cultivar os valores de Deus para a família.
Cuidando: devemos cuidar de nossa própria família.
Cuidar uns dos outros.
E também ensinar ao mundo o que Deus nos ensina.
Como Jesus, ensinar em amor.
Ensinar o que é casamento.
Ensinar o que é pecado.
Quando necessário, chamar ao arrependimento, sempre esperando que haja restauração de vidas

Orando, pedindo o auxílio de Deus, pois “se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam”.
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