Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

Mostrando postagens com marcador Conversão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conversão. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de abril de 2017

A missão de Jesus no mundo - Lc 19:1-10

IPC de Pda. de Taipas
Domingo, 9 de abril de 2017
Pr. Plínio Fernandes
Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade.  2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, 3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.  4 Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar.  5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.  6 Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria.  7 Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador.  8 Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.  9 Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.  10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.
Geralmente quando nós pensamos na conversão de alguém a Jesus, pensamos em termos de choro e tristeza pelo pecado, pois estas são as emoções que entendemos ser condizentes com um coração arrependido.
Mas ainda que isto de fato aconteça muitas vezes, nem sempre é assim. Nós temos muitos exemplos diferentes na Bíblia, e um destes exemplos é a história da conversão de Zaqueu, o chefe dos coletores de impostos – uma espécie de secretário de fazenda – da cidade de Jericó.
Zaqueu era um homem rico, “bem sucedido” profissionalmente. Mas este sucesso e riqueza naturalmente não satisfaziam as suas necessidades mais profundas, assim como não satisfazem as necessidades mais profundas de qualquer ser humano.
Pois nós fomos criados para Deus, para uma vida de relacionamento com Deus, e sem ele tudo o que o mundo pode oferecer é como se fosse lixo, refugo, como diria o apóstolo Paulo[1].
Assim, Zaqueu, ouvindo que Jesus estava passando por sua cidade, procurou vê-lo. Como sempre, quando Jesus passava por algum lugar, estava cercado de numerosa multidão. E Zaqueu era de pequena estatura.
Então correu à frente e subiu a um sicômoro, uma espécie de figueira. Assim, quando Jesus passasse por ali, Zaqueu poderia vê-lo.
Mas qual não foi a surpresa quando, ao passar pelo lugar, o Senhor Jesus olhou para o homem e disse: – Zaqueu, desce depressa, pois hoje me convém ficar em tua casa.
Foi uma alegria imensa receber ao Senhor.
Estando em casa (eu tenho a impressão de que foi na hora da ceia), Zaqueu se levantou e disse a Jesus:
– Senhor, resolvo dar metade dos meus bens aos pobres. E, se nalguma coisa tenho sido desonesto com alguém, quero restituir quatro vezes mais.
Então Jesus respondeu: – Hoje houve salvação nesta casa, pois este homem também é um filho de Abraão (quer dizer, é um homem que, assim como Abraão, também tem fé em Deus, e assim como Abraão, também foi justificado por causa de sua fé).[2]
E Jesus conclui dizendo que, ao salvar Zaqueu, estava cumprindo o seu propósito em vir ao mundo:
– O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.
Noutro lugar, nosso Senhor diz que veio para glorificar a Deus, o seu Pai, cumprindo a obra que o Pai lhe encarregou de fazer, isto é, de dar a sua vida na cruz para a salvação de pecadores[3].
E embora Jesus não tivesse ainda morrido na cruz, aquilo que ele faria já estava alcançando a vida de Zaqueu, assim como todos os salvos antes dele.

Amados, que doutrina bíblica maravilhosa, que deve encher nossos corações de alegria: Jesus, o Filho de Deus que se fez carne, e também por isto se define como Filho do Homem, veio ao mundo com um propósito. Vamos meditar sobre o propósito de Jesus.
1. Jesus veio ao mundo salvar pecadores
O texto nos fala várias coisas sobre Zaqueu: nos diz que era chefe dos coletores de impostos; nos diz que era rico; mas a coisa mais importante é a descrição de sua vida espiritual.
No v. 7, a Bíblia nos diz que, quando o Senhor foi à casa de Zaqueu, houve murmuração de muitas pessoas, porque ele se hospedara na casa de um pecador.
Esta palavra, naquele contexto religioso, era quase que um “termo técnico”, para descrever pessoas notoriamente desviadas da lei de Deus, como por exemplo os adúlteros, as prostitutas, e os publicanos, isto é, os cobradores de imposto.
Pois os publicanos eram judeus considerados traidores do povo de Deus, por duas razões principais: a primeira, era que trabalhavam para os invasores romanos, opressores do povo escolhido, e isto por si só já era “um grande pecado”; e a segunda razão é que os publicanos eram conhecidos por extorquírem grandes quantidades de dinheiro do povo, e aceitar subornos (a palavra da moda hoje em dia é “propina”). E com isto eles se enriqueciam. Era um dinheiro sujo.
E nisto, amados, o povo estava coberto de razão: Zaqueu, assim como os adúlteros e prostitutas, era um pecador.
Mas havia algo que o povo de modo geral, não percebia: é que os pecadores não são apenas os que cometem “grandes desvios” da lei de Deus.
Pecadores são todos os que se desviam da lei do Senhor, quer estes desvios sejam grandes ou pequenos aos olhos dos homens.
O Espírito Santo diz que todos pecaram, e por isto foram destituídos da glória de Deus[4]; que não há um justo, isto é, não há uma pessoa sem pecado, todos se extraviaram[5].
Por exemplo, a Bíblia nos fala de Cornélio, aquele centurião romano a quem Deus ordenou que Pedro pregasse o evangelho[6].
Cornélio era um homem piedoso e temente a Deus, que ajudava os pobres, que orava muito. Mas, como todos os seres humanos, era pecador, e por isto precisava se converter a Jesus, e então Pedro lhe foi enviado. Somente quando Cornélio ouviu o evangelho e creu é que sua alma foi salva.
A Bíblia nos fala de Lídia, que morava na cidade de Filipos. Era uma mulher da mesma forma piedosa e temente a Deus, que se reunia com outras todos os sábados, a fim de orar. Mas foi somente quando Paulo lhe anunciou pregou o evangelho é que o coração de Lídia foi transformado pela fé e ela foi salva.
E aliás, meus irmãos, existe o fato de que, muitas vezes, pessoas religiosas são as piores pecadoras; como Paulo que se percebia como o principal de todos [7]. Pois o nosso coração enganoso nos leva a crer que, por causa das obras religiosas, nós nos tornamos merecedores de crédito junto a Deus, como se as nossas boas obras tivessem o condão de cancelar os nossos pecados.
Amados, religiosos ou não, todos os homens são pecadores, e a maior necessidade de todos os homens é a salvação de suas almas.
Agora, Jesus diz no v. 10 que Zaqueu era um homem que estava perdido. É uma descrição do homem pecador várias vezes usadas por Jesus.
Por exemplo, na parábola da moeda perdida, à qual sua dona se põe a procurar, e na parábola da ovelha perdida, por quem o pastor deixa o aprisco e vai procurar[8].
Tanto a mulher como o pastor, que perdem bens preciosos, são claramente figuras de Jesus, que veio ao mundo buscar filhos perdidos de Deus.
O homem sem Deus está perdido. Pode ter uma boa posição social, pode ter muitos bens materiais, mas está perdido, está a caminho do inferno, a perdição eterna. 
E Deus, que amou tanto este mundo pecador e perdido, enviou seu Filho, Jesus, para buscar e salvar os pecadores.

2. Jesus veio ao mundo salvar pecadores que o desejam

Zaqueu queria ver a Jesus. E queria muito. Mas havia algumas dificuldades.
Jesus estava cercado de muitas pessoas. E Zaqueu era um homem de pequena estatura.
Então ele rapidamente correu adiante, subiu numa árvore e se pôs a esperar. Ele não se importou com sua posição social (aliás, era um homem socialmente desprezado mesmo).
Mas não devemos pensar que isto era por mera curiosidade, pois quando está com Jesus em sua casa, ele se desprende também do seu dinheiro.
Deixou outros afazeres de lado; não levou em consideração o que outras pessoas diriam a seu respeito; superou-se a si mesmo, às sua limitações, subiu numa árvore, um lugar estratégico, no caminho pelo qual Jesus deveria passar, e superou assim a grande multidão.
Sabe, querido, se você não estiver disposto a superar as multidões, elas podem te impedir de estar com Jesus. Existe multidão de “amigos” que podem atrapalhar, multidão de parentes, multidão de maus costumes, de maus conselhos, e muitas outras coisas.
Zaqueu esforçou-se para estar com Jesus.
Aliás, em outro lugar o Senhor Jesus disse que a entrada no reino de Deus é como um caminho estreito que temos que nos esforçar para passar por ele[9].
Às vezes, uma pessoa que não deseja participar da igreja pode fazer uma pergunta como esta:
– Será que eu preciso estar indo à igreja se quero servir a Deus?(Como se isto fosse um problema, em vez de um privilégio).
A resposta é “sim”. Sim, você precisa superar os problemas.
Como Zaqueu subindo à árvore, você precisa colocar-se em lugares estratégicos, nos quais possa ver Jesus vindo ao seu encontro, e ouvir sua voz falando com você.
Mesmo que você já seja uma pessoa salva, que tenha certeza quanto à fé, precisa se esforçar para orar, para estudar a Bíblia, a Palavra de Deus; para vir à igreja; para obedecer a Deus; para dizer não às tentações do pecado; para crescer espiritualmente.
Gente espiritualmente preguiçosa não cresce. Gente espiritualmente preguiçosa não trabalha para Deus. Não conhece a Deus.
Zaqueu podia ser de pequena estatura, mas por dentro era um gigante, pois desejava ver a Jesus, e se esforçou para isto.
3. Jesus veio ao mundo salvar pecadores que se arrependem
A história de Zaqueu é simplesmente linda. É uma doce ilustração daquilo que Jesus também ensina em João capítulo 10.
Ali ele se descreve como o bom pastor, que não somente dá a sua vida pelas ovelhas, mas que também conhece e chama cada uma pelo nome. E as ovelhas ouvem a sua voz. Assim nesta história aqui.
Ao passar pelo sicômoro, o Senhor ergue os olhos em direção a este homem.
– Zaqueu, desse depressa. Hoje eu ficarei em sua casa.
E Zaqueu “pula” pro chão, cheio de alegria, como quem diz: – Jesus vai pra minha casa!!!
– Não faz mal que eu não convidei. Não faz mal que a gente tem que correr com as coisas. É Jesus. E quando Jesus fala, a gente obedece com alegria.
Estando em casa, mais uma atitude.
– Senhor, eu vou dar a metade do que tenho para os pobres. E se nalguma coisa eu defraudei alguém, vou restituir quatro vezes mais.
Se você voltar seus olhos para o cap. 18 aqui de Lucas, do v. 18 em diante, verá a história de um homem que fez completamente ao contrário: a história do jovem rico.
Ele queria ser salvo e perguntou a Jesus o que deveria fazer. E o Senhor, que conhece o coração de cada ser humano, tocou na atitude básica:
– Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, segue-me.
Marcos nos diz que Jesus falou ao jovem com muito amor[10]. Mas o jovem ficou contrariado com Jesus. Ele tinha muitos bens, e não queria se desprender deles. Então foi embora. Continuava muito rico, mas perdeu a sua alma. Que aproveita a um homem ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma?[11]
Mas Zaqueu fez diferente. Dali em diante, sua vida já não seria prá ganhar dinheiro. Seria para fazer a vontade de Deus. Se houvesse alguma desonestidade, agora seria corrigida. Vida nova.
O nome que a Bíblia dá para isto é “arrependimento”, uma mudança de mentalidade que transforma o modo de vida.
Os desejos, os propósitos de vida, os alvos se tornam outros, a saber, os desejos de Deus.
Então, quando Zaqueu mudou de vida, Jesus concluiu: – Hoje houve salvação nesta casa. Pois este homem também é um filho de Abraão.
Conclusão e aplicação
Jesus salva os pecadores. Salva os pecadores que, sedentos de Deus, deixam seus pecados e o buscam.
Que notícia maravilhosa!!! Como você deve responder a esta notícia?
Você deve responder como Zaqueu: conversão.
Seja um crente alegre, pois “a alegria está no coração de quem já conhece a Jesus”.
Reconheça que dinheiro, posição social, coisas deste mundo, não são as coisas mais importantes para a tua vida. Não são coisas que trazem paz, salvação, satisfação no coração; tampouco são as coisas que Deus julga serem as mais importantes. Deus não terá mais prazer em você se você tiver dinheiro e bens.
Dê valor a Jesus. Busque a Jesus. Supere os obstáculos. Supere as tuas próprias deficiências. Não deixe que as multidões te impeçam de estar com Jesus. Não deixe que homens ou coisas da vida de atrapalhem: nem as diversões, nem as amizades, nem as filosofias e conceitos humanos.
Se os amigos são importantes para você, se a mãe ou o pai são importantes para você, não permita que eles te impeçam de seguir ao Senhor; ao contrário, procure ganhá-los para Jesus.
Que Jesus seja o dono da tua casa; não somente do teu coração, num lugarzinho só dele; mas que ele seja o dono de tudo: de seu coração, da sua mente, de seus bens materiais, de seu dinheiro, de sua família, de suas amizades. Que Jesus seja o dono de tudo.
E que a felicidade reine em teu coração, por que o Senhor da sua vida é Jesus.
Então você saberá que você é também um filho do reino de Deus.



[1] Fp 3:8
[2] Gn 15:6
[3] Jo 17:1-4, conf. Jo 10:14-18
[4] Rm 3:23
[5] Rm 3:9, 12
[6] At 10:1-48
[7] 1ª Tm 1:15
[8] Lc 15:1-10
[9] Lc 13:24
[10] Mc 10:21
[11] Mc 8:36

domingo, 14 de agosto de 2016

Os olhos do Pai

IPC de Pda. de Taipas
Domingo, 14 de agosto de 2016
Pr. Plínio Fernandes
Lc 15:1-3
Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir.  2 E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.  3 Então, lhes propôs Jesus esta parábola:
Lc 15:11-32
Continuou: Certo homem tinha dois filhos; 12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.  13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.  14 Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.  15 Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.  16 Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.  17 Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!  18 Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.  20 E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.  21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.  22 O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23 trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.  25 Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.  26 Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.  27 E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.  28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo.  29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; 30 vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.  31 Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.  32 Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
Conforme lemos nos vs. 1 e 2, esta foi mais uma daquelas ocasiões em que os escribas e os fariseus, que eram os mestres da religião, estavam observando e fazendo críticas ao Senhor Jesus, pela maneira como ele se relacionava com as pessoas notoriamente pecadoras.
Eles não entendiam as motivações de Jesus.
Então, na busca de corrigir a visão distorcida daqueles homens, e ajudá-los a abandonar sua atitude pecaminosa, Jesus criou estas três parábolas aqui deste capítulo: da moeda perdida, da ovelha perdida, e do filho perdido.
Na verdade, estas três estórias, conforme nos diz o v. 3, são uma parábola só, pois todas têm o mesmo objetivo: declarar quão grande é o amor de Deus para com os pecadores, e como Deus se alegra quando os pecadores se convertem a ele.
Hoje nós vamos meditar nesta terceira estória, que tornou-se uma das mais conhecidas e amadas do universo cristão.
Nesta estória, que tradicionalmente chamamos a “Parábola do Filho Pródigo”, Jesus afirma que as coisas deveriam ser assim mesmo como ele estava fazendo, pois Deus ama os pecadores e se alegra quando eles, arrependidos, vêm de volta para ele.
Nesta estória, o filho pródigo, o que sai de casa, que gasta tudo até não ter mais nada e fica na pobreza, representa aqueles homens que, tendo se afastado de Deus, acabam caindo em si, e humildemente voltam-se para ele através de Jesus Cristo.
A figura do filho mais velho, que não saiu de casa, mas que depois não queria entrar, era, num primeiro momento, para usar uma expressão que nos é bem clara, uma “carapuça” para os fariseus; e representa todos aqueles que, mesmo sendo pessoas religiosas, são também pecadores, que constantemente precisam reconhecer seus pecados e voltar-se à vontade de Deus.
E a figura do Pai, naturalmente, representa Deus.
Deus que se revelou em Cristo.[1]
Deus que nos amou tanto, que nos desejou tanto, que por nós deixou as glórias dos mais altos céus e “veio à terra para nos encontrar”.[2]
Deus que se fez homem e habitou entre nós, que deu sua vida na cruz, sofrendo o castigo que nós merecíamos, para que através de sua morte nós pudéssemos ter vida. [3]
Deus que agora continua de braços abertos, alegre em receber os pecadores que se arrependem.[4]
A parábola do filho pródigo, portanto, meus irmãos, é a “história” de todos nós. É a “história” de cada um de nós, homens pecadores, aos quais Deus ama.[5]
Pois cada um de nós, em qualquer momento de nossa vida, nos encontramos, em relação a Deus, num destes lugares, numa destas situações em que o filho pródigo se encontrou.
Esta estória nos lembra de que existem homens longe de Deus – que querem ser livres, e em sua liberdade estão gastando suas vidas, seu dinheiro, seus bens, sua saúde, seu tempo, com coisas que não valem a pena; destruindo relacionamentos, destruindo sua alma, acumulando pobreza e destruição, sem que percebam isto.
Esta estória também nos lembra que existem homens caindo em si – num dado momento de sua miséria, um raio de luz penetra em suas mentes, e eles começam a perceber o seu estado de pobreza espiritual, e entendem que estão longe do Pai celestial; entendem que são indignos de ser tratados como filhos de Deus, e dizem consigo mesmo:
– Eu preciso de Deus, e vou buscar a Deus, mesmo que ele me trate apenas como um servo. Ser um servo e estar sob os cuidados de Deus é muito melhor do que ser livre mas estar longe.
E transformam este pensamento em atitude, em ação, e em seus corações se movem em direção a Deus.
E também existem aqueles que já estão em casa, em companhia do Pai, e é festa.
Agora, gostaria de me deter e meditar com vocês, sobre a atitude do Pai, o comportamento de Deus em relação aos seus filhos, em cada um destes lugares, ou situações de vida em que os seus filhos se encontram.
Para isto eu quero destacar os vs. 20-24
Comecemos com o v. 20: nele podemos perceber o comportamento do Pai em dois momentos na vida deste filho.
Vinha ele ainda longe, quando seu Pai o avistou...
1. Isto quer dizer que o Pai está com os olhos fitos no horizonte, colocados na estrada pela qual, ele tem certeza, o filho há de voltar para casa.
Fico imaginando o passar dos dias dentro desta história.
Este filho mais jovem, que queria ser dono de sua própria vida, tomar suas próprias decisões, está longe de casa.
Ele sente que tem muita vida pela frente e quer “aproveitar”; ele tem dinheiro, e se sente o dono do mundo.
Ele gasta prodigamente, esbanja dinheiro, e isto o torna popular.
Ele está sempre cercado de mulheres, é bem visto pelos homens.
Se fosse um homem do século XXI, certamente estaria num carro muito bonito, fumando, bebendo, frequentando clubes e bares caríssimos, cercado de pessoas que admiram seu estilo de vida. Alguns diriam a respeito dele, e para ele: – “Esse é o cara!”
Nesta hora, ele “não tem cabeça para se lembrar” do Pai; aliás, seu coração é inimigo do Pai. Sua consciência está cauterizada, e em relação ao Pai ele quer estar longe.
Eu fico me perguntando por que o Pai não vai logo atrás, e o chama de volta para casa, e me parece que a resposta é esta: porque, se nesta hora ele fizesse isto, o filho olharia com desdém e diria:
– “Me deixa em paz; quero curtir minha vida!”
E o Pai é sábio, entende que um coração rebelde não quer ouvir, e também sabe o que vai acontecer com o tempo.
Só é uma pena que este filho tolo não saiba.
Ele não sabe que o amor demonstrado pelas pessoas é interesseiro.
Ele não sabe, ou não quer pensar que as riquezas não duram para sempre.
Ele não sabe que a saúde acaba, os prazeres da vida se tornam desilusão.
Ele não sabe, ou não quer pensar, que está a caminho da miséria.
Ele não sabe que pode morrer, e morrendo, perder tudo de vez.
Enquanto isto. O Pai, que é fazendeiro, está tocando a vida; ele dá ordens aos empregados, conta com a ajuda do filho mais velho, administrando a casa.
Mas seus olhos estão fitos na estrada; o tempo todo ele está “com um olho na fazenda e o outro na estrada”. Se você estiver ali você pode ver que em meio a tudo o que ele está fazendo, o tempo todo ele está se voltando para o caminho de entrada da fazenda.
Ele tem o desejo e a esperança de que, num momento qualquer, irá ver a imagem, nem que for a silhueta, do filho voltando para casa.
O tempo passa. O filho que se foi continua perdido.
Mas o dinheiro vai se acabando. Os admiradores vão desaparecendo, os bens, os prazeres.
Chega a pobreza, a derrota e a miséria.
Ele não consegue outro emprego, a não ser o de guardar porcos, animal especialmente imundo para os judeus.
E cuidando dos porcos, ele passa fome, a ponto de desejar as mesmas vagens que os porcos comem: humilhação, fome, imundície. E ninguém lhe dava nada.
E em casa, o Pai: olhos no caminho. Coração cheio de saudade. Pensamentos de esperança:
–“Meu filho há de voltar. Ele é meu filho, aqui é a casa dele. Quem dera fosse hoje. Tomara que seja hoje.”
Queridos, esta é situação espiritual de muitos homens: longe de Deus.
Coração vazio de Deus, cabeça vazia de Deus.
Desejos e prazeres colocados nas coisas deste mundo.
Homens e mulheres gastando suas vidas, seus bens, seu tempo, seu dinheiro, seus esforços, com coisas que não valem a pena.
Prazeres transitórios, que se acabam logo, que não trazem alegria e paz duradouros, que com o tempo só trazem miséria e destruição.
Prazeres que empobrecem a alma, que transformam os homens em pessoas egoístas, infiéis, vazias, insensatas, amantes de si mesmas.
O homem sem Deus vive em pecado, em um verdadeiro chiqueiro moral e espiritual, numa imundície.
E tem fome e sede, mas não pensa em Deus. Ele não tem noção, e deseja satisfazer sua fome com a comida dos porcos, e se afunda ainda mais no pecado: drogas, prostituição, bebidas, adultérios, homossexualismo, jogos, músicas destruidoras da alma, e outros “prazeres” pervertidos.
E Deus, em tudo isto?
Ez 33:11
Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?
Ele não tem prazer na morte do pecador, antes, o seu prazer é que o pecador se arrependa, e viva.
Então ordena ao profeta que pregue, que anuncie a salvação, o perdão que o Senhor está disposto a dar para todos os que se convertem a ele.
O profeta Isaías também ensina a mesma verdade.
Is 55:1-3
Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.  2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.  3 Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.
Veja, você, que está afastado de Deus: você está gastando sua vida com coisas que não podem trazer satisfação permanente. Você está vivendo em pecado, e o salário do pecado é a morte.
Veja o convite de Deus: – “incline seus ouvidos, e me ouça; arrependa-se, volte-se para mim, e você terá vida de verdade”.
Como disse Jesus: – “De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Noutra ocasião, referindo-se aos que vivem deste modo, Jesus os chama loucos. – “Louco,” diz a parábola do Senhor, “esta noite pedirão a tua alma, e tudo o que você tem neste mundo você perderá.”
Então caia em si, abra os olhos, veja a miséria na qual você se encontra, arrependa-se.
2. Mas agora, quero considerar o homem num segundo momento, numa segunda situação.
Pois no v. 17, nosso Senhor no diz que um dia, estando ali, no meio dos porcos, no meio da imundície, este homem cai em si, e diz para si mesmo:
– “Quantos trabalhadores de meu Pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu Pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores.”
E levantando-se, foi para o seu Pai.
À luz do que temos dito até agora, não é preciso muito para descrever o que se passa então com este filho.
Ele percebe o resultado, o fruto que colheu com sua independência.
Percebe o poço de infelicidade, ruína e miséria que os prazeres lhe trouxeram.
Percebe que nada lhe trouxe satisfação.
Penso em certo artista de quem eu gostava muito, mas que morreu em consequência das enfermidades sexualmente transmissíveis.
Ele disse pouco tempo antes de morrer:
– “Eu queria ser feliz, e na busca pela felicidade experimentei de tudo: sexo, drogas, dinheiro... mas não a consegui em nada disso.”
Mas diferente do que fez este artista, o rapaz da história de Jesus não ficou apenas se lamentando.
Ele pensa no que vai fazer:
– Levantar-me-ei, irei ter com o meu Pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti, eu me tornei indigno de ser reconhecido como teu filho. Trata-me como um dos teus empregados
Ele se levanta e vai
Veja como ele se torna humilde.
Veja como ele se torna manso de coração.
Veja como ele reconhece sua indignidade, como ele não exige nada.
Veja como ele precisa e busca misericórdia.
E veja como ele sabiamente se levanta e volta para casa, deixando para trás os porcos e suas comidas, deixando o chiqueiro.
Ele está recomeçando a vida.
Põe o pé na estrada e volta, passo a passo, quebrantado, humilde e determinado.
E o Pai? O Pai está o tempo todo de olho na estrada. Os outros estão distraídos, cuidando de seus deveres, mas o Pai, sem deixar de cuidar da casa toda, está vigiando, esperando de volta o filho cansado, sujo e faminto.
Esperando o filho arrependido, humilde e quebrantado.
Então chega o grande dia.
v. 20 – “Vinha ele ainda longe, quando seu Pai o avistou, e compadecido dele, correndo ao seu encontro, o abraçou e o beijou...”
Há uma coisa muito bonita aqui, na atitude do Pai: ele não esperou o filho chegar. Ele não esperou o discurso do filho. Ele apenas percebeu que o filho estava arrependido, e correu para ele.
O filho ainda estava longe.
Ainda não dissera suas palavras de arrependimento.
Ainda não tomara um banho para ficar limpo.
Ainda não colocara uma roupa nova.
Aliás, quando foi embora ele renunciou, rejeitou, abriu mão de todos os seus direitos em sua casa, e se agora o Pai não lhe desse nada seria perfeitamente justo.
Mas não é isto o que faz o Pai; o rapaz mal começa a falar e ele está sendo abraçado, beijado, acariciado, e o Pai está dando ordens:
– “Tragam a melhor roupa, coloquem um anel no dedo, para que saibam que ele é meu filho, sandálias em seus pés, tragam e matem o melhor novilho. Vamos comer, vamos nos alegrar, porque este meu filho que estava morto reviveu, estava perdido e foi achado”.
E a alegria começou. Ali mesmo, no caminho.
Ah, meu querido, você que está com a alma assim, cansado, aflito, angustiado com sua vida, angustiado com seus pecados, Infeliz com seus caminhos, sentindo-se indigno de Deus.
Você crê que não pode ser chamado filho de Deus, sabe que não tem este direito.
Você percebe a Palavra de Deus para você?
Ele está olhando, esperando pacientemente.
Se você vier a ele, ele está de braços abertos.
O Evangelho convida:
– “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas.”
Venha sujo, maltrapilho, e o Pai vai limpar você.
Sabe por que Jesus Cristo morreu na cruz? A Palavra de Deus ensina que foi para que com o sangue de Jesus derramado na cruz a sua alma fosse lavada, purificada, e você entre no reino dos céus com vestes brancas, alvas como a neve.
Sabe por que Jesus subiu ao céu?  A Palavra de Deus ensina que foi para dar a você, que crer em Jesus, o Espírito Santo, para que você seja selado como filho de Deus.
Sabe o que é o Evangelho? A Bíblia ensina que é o calçado para os seus pés, o qual, você calçando está firmado na paz de Deus.
Sabe por que Jesus veio ao mundo? A Bíblia ensina que ele é o cordeiro de Deus, o Pai, que em amor se entregou e foi morto em nosso lugar, para que possa haver festa na casa de Deus.
Venha: tudo já está preparado. Deus vem ao seu encontro.
3. Mas agora eu quero também considerar o terceiro momento
O filho que estava morto reviveu, o filho que estava perdido foi achado.
Então o Pai manda fazer uma festa:
Tem um “senhor churrasco”.
Tem muita música.
Tem muita dança.
Me faz lembrar um texto muito bonito do profeta Jeremias.
Jr 31:11-14, que conta da alegria no meio do povo de Deus quando sua salvação se manifesta:
Porque o Senhor redimiu a Jacó e o livrou da mão do que era mais forte do que ele. 12 Hão de vir e exultar na altura de Sião, radiantes de alegria por causa dos bens do Senhor, do cereal, do vinho, do azeite, dos cordeiros e dos bezerros; a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. 13 Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza. 14 Saciarei de gordura a alma dos sacerdotes, e o meu povo se fartará com a minha bondade, diz o Senhor.
Eu imagino aquela festa deste jeito: os músicos estão tocando suas flautas, seus tambores, suas liras, e tem uma ou mais jovens dançando, as pessoas cantam e batem palmas, e estão todos alegres.
Eu imagino esta festa deste jeito porque assim é que são as festas solenes dos israelitas.
Sabe o que o filho está fazendo? Está se alegrando.
Sabe o que o Pai está fazendo? Comemorando.
Sabe o que o filho fez para merecer isto? Nada! Aliás, ele fez para não merecer!
Sabe o que o Pai quer? Alegria, comunhão, felicidade.
Mas que pena! O filho mais velho está chegando. Ele ouve as músicas, a dança, ele quer saber o que está acontecendo, e fica indignado, ele fica revoltado.
– Eu trabalho tanto, e ele não me dá nada!
– Esse meu irmão não trabalhou, ao contrário, gastou; é um bastardo, e tem uma festa dessa prá ele.
– Não tem cabimento uma coisa destas.
Só falta o filho mais velho querer ir embora, não é?
E sabe por que este “inferno astral”? Porque este filho era fariseu, isto é, ele se achava melhor que o outro, ele achava que ele era o certinho, o bonzinho, o que fazia bem as coisas, e o outro não.
Amados, não é este um problema que muitas vezes vivemos em nossa própria vida?
Não temos esta terrível inclinação para sermos fariseus?
Uma terrível inclinação para pensar que Deus deve nos aceitar com base em nosso desempenho, em nosso comportamento certinho, com base no fato de que “somos melhores que os outros”, pois trabalhamos mais, fazemos melhor, e os outros não?
E sabem, quando não vivemos pela graça é uma desgraça: murmuração, infelicidade, revolta.
Mas então o Pai, com o mesmo amor, com a mesma ternura, vai até ele e diz:
– “Meu filho, tudo o que é meu é teu; precisamos nos alegrar, pois meu filho, teu irmão, estava perdido, e foi achado, estava morto e reviveu”
Podemos perceber o que Deus está ensinado: salvação é para nos regozijarmos.
É para festejarmos. É para desfrutarmos. É para sermos felizes com nosso Pai e uns com os outros.
É para desejarmos aos que estão perdidos.
Vida com Deus é comunhão, é festa, é alegria, solene alegria.
Vida com Deus é louvação.
Vida com Deus é felicidade.
– “Tudo o que é meu é teu”, diz o Senhor. “O meu reino está sendo preparado para vocês; na casa do Pai há muitas moradas”.
Conclusão e aplicação
Qual destes três momentos representa sua vida agora?
1. Você é daqueles que estão completamente distantes de Deus?
Esse caminho não vai te dar vida, só miséria e destruição.
Não seja insensato. Não perca seu tempo, não endureça seu coração, pois amanhã pode ser tarde demais, e você não poderá voltar-se para Deus
Levante-se, largue os porcos, largue os prazeres imundos do pecado, arrependa-se, e venha a Deus por meio de Jesus
2. Você é daqueles que estão sentindo sua miséria, mas ainda estão longe?
Abra os olhos da fé. Abra os olhos do coração, e veja Jesus de braços abertos, dizendo: – “Vinde a mim os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”
Se você se levantar, deixando o passado onde ele deve ficar, isto é, no passado, se você caminhar em direção a Deus, mesmo que esteja longe, ele vem ao encontro de você.
3. Ou você é daqueles que já estão em casa, ou porque voltaram, ou porque nunca saíram?
Então alegre-se, viva com o Deus da tua salvação, com o Deus que é a tua força, a tua luz, a tua alegria.
Tudo o que é meu é teu, diz o Senhor. Receba orando. Receba adorando. Receba na comunhão com ele.
Você percebe que, seja qual for o momento que você vive, a disposição de Deus é a mesma? O mesmo amor, o mesmo bem querer, os mesmos olhos voltados para você.
Você é dele, por ele, e para ele. Louvado seja o Senhor, por seu amor para conosco.


[1] 2ª Co 5:19
[2] Jo 1:1-18
[3] Jo 3:16
[4] Mt 11:28, 29
[5] Rm 3:23

domingo, 10 de julho de 2016

Como Jesus olha o pecado - Ap 2:18-29

IPC de Pda. de Taipas
Domingo, 10 de julho de 2016
Pr. Plínio Fernandes
18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido: 19 Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras.  20 Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.  21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição.  22 Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita.  23 Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras.  24 Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; 25 tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha.  26 Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27 e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; 28 assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã.  29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
     Este texto contém a mais longa das cartas dirigidas por Jesus através de João às sete igrejas da Ásia; a carta dirigida à igreja de Tiatira.
     Esta cidade, embora pequena, era um próspero centro comercial da antiguidade, que mercadejava principalmente púrpura, um tecido caríssimo, além de couro e cerâmica.
     Tudo girava em torno do comércio. Os habitantes da cidade se uniam em associações comerciais, e a vida social dependia totalmente disto.
     Acontece que estas associações, como muitas outras coisas naqueles dias, eram marcadas por duas atividades totalmente opostas ao que significa ser cristão: a idolatria e a imoralidade sexual.
     Constantemente eram realizadas reuniões de negócios. Cada associação tinha o seu “deus”, patrono espiritual, ao qual eram feitos sacrifícios. Havia uma refeição comum, uma festividade, e nestes eventos a imoralidade corria solta.
     Bem, acontece que, assim como acontecia em todo o mundo, a Palavra de Deus também estava sendo propagada em Tiatira, a ali surgiu uma igreja cristã.
     Mas logo os crentes daquela cidade começaram a ter seus primeiros conflitos: como fazer parte da vida comercial da cidade sem se misturar com a imoralidade e a idolatria?
     Muitas vezes, ser cristão e manter o padrão de vida cristão significava ficar de fora, e consequentemente, sofrer dificuldades econômicas, até mesmo perder seu comércio, sua posição, seu meio de vida.
     O equivalente, para a maioria de nós, seria perder o emprego.
     Nos dias de hoje, seria mais ou menos assim: – “Como manter meu emprego e não pactuar com o pecado?”
     Dentro deste contexto é que surge essa mulher, Jezabel. Não sabemos se este nome, Jezabel, era o nome real de uma certa mulher na igreja, ou se evocava a lembrança daquela perversa rainha no Antigo Testamento, que da mesma forma seduziu e conduziu Israel à idolatria.[1]
     Esta mulher aqui se diz profetiza, portadora da Palavra de Deus; ela tornou-se conhecida não somente da igreja em Tiatira mas nas outras igrejas da região.
     No v. 24, a doutrina de Jezabel está sendo mencionada, como “coisas profundas de Satanás”.
Paulo, na 1ª carta aos Coríntios, nos ensina que os crentes, por terem o Espírito Santo, são ensinados nas coisas profundas de Deus.[2]
     Mas parece que para Jezabel e seus seguidores, ter um conhecimento das coisas de Satanás era sinal de profundidade.
     Agora, se queremos saber que ensinos eram estes precisamos voltar aos vs. 20, 21.
20 Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.  21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição.  
     Ela não somente ensinava, como também seduzia os servos de Deus a praticarem a prostituição e a idolatria.
     O que Jezabel estava ensinando, provavelmente, é que, dentro daquele contexto social, os crentes não tinham outra coisa a fazer, a não ser o participar da vida social e comercial da cidade, do contrário simplesmente não teriam como viver.
    Uma doutrina infiel, impura, licenciosa, oriunda de uma atitude leviana para com as coisas de Deus. Uma atitude que tristemente tem se repetido ao longo de toda a história da igreja. Vejam nos dias de hoje quantas coisas semelhantes, quantas perversões do evangelho estão diante dos nossos olhos, anunciadas por homens e mulheres que se dizem cheios do Espírito Santo, trazendo revelações de Deus.
     Mas que de modo algum surpreendem a Deus, pois sua Palavra já nos disse de antemão que seria assim.[3]
     Em nossa mensagem anterior[4], falamos sobre o ensino dos nicolaítas, ao qual Jesus odiava. O ensino de Jezabel era o mesmo. Ensino pernicioso que estava se espalhando, e afetando a vida de muita gente.
     Ensino errado, que estava sendo tolerado pelo anjo, isto é, pelo pastor da igreja, e pelos membros da igreja em Tiatira.
     Mas que não estava sendo tolerado por Jesus. Ele havia dado a ela tempo para que se arrependesse dos seus pecados, este tempo estava terminando, e o juízo de Jesus sobre ela e seus seguidores já não tardaria.
     Então Jesus escreve a estes irmãos, e lhes diz que, embora fossem gente de fé, amorosa, trabalhadora, não estavam tendo diante do erro a mesma visão que ele tinha. Visão com relação ao pecado, que eles também precisavam ter.
     Olhos de Jesus, que nós também precisamos ter!
     Na mensagem sobre os nicolaítas, enfatizei o aspecto doutrinário. Por isto, na mensagem de hoje, desejo enfatizar o aspecto decorrente da doutrina errada: o pecado. Como são os olhos de Jesus com relação ao pecado?

     1. São olhos de ira contra o pecado

     vs. 18-20
18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido: 19 Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras.  20 Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.  
     Os olhos de Jesus são como chamas de fogo, e seus pés como o metal reluzente.
     São maneiras apocalípticas de se descrever o guerreiro que está para pisar, para reduzir a nada os seus inimigos.
     Ora, de acordo com Tiago capítulo 4, aquele que quiser ser amigo do mundo, naquele contexto, aquele que quiser ser amigo do pecado, constitui-se inimigo de Deus.[5]
     E esse era precisamente o problema de Jezabel: embora se chamasse a si mesma profetiza do Senhor, e era vista por muitos como mensageira de Deus, na realidade não era isto o que Jesus pensava dela, antes, ele a via como sua inimiga.
     Jesus começa dizendo uma palavra contra o pecado, não de Jezabel, e sim do pastor, ou anjo, e da igreja, que toleravam aquela mulher e seus falsos ensinos.
     – “Conheço as tuas obras...”
    – “Sei que vocês são pessoas de fé, gente amorosa, dedicada à minha obra, que têm suportado grandes provações por causa do meu nome, e não têm desanimado...”
     – “Mas tenho uma coisa contra vocês...”
     Isto é, em sua busca de fazer a minha vontade, vocês estão fazendo algo que não me agrada: estão tolerando quem ama o pecado, quem ensina o pecado, quem induza outros ao pecado.
     Há um contraste muito interessante e instrutivo, entre a igreja de Éfeso e a igreja de Tiatira.
     Em Ap 2:2, Jesus elogia a igreja de Éfeso por causa de sua intolerância para com o erro.
     Em 2:4, Jesus corrige aquela igreja por sua falta de amor.
     O problema da igreja de Tiatira era o contrário.
     Em 2:19, está escrito que era uma igreja amorosa.
     Mas era também uma igreja tolerante demais.
     Parece que nossa tendência é para o desequilíbrio.
     Agora, embora Jesus não diga que irá castigar a igreja por causa disto, pois esta própria tolerância já é uma carga, um peso, um castigo para a igreja, Jesus diz que não está satisfeito, e eu não consigo imaginar coisa pior para quem ama o Senhor, do que saber que, com seu comportamento, tem entristecido o Espírito de Cristo.
     Depois Jesus se volta para os pecados de Jezabel.
    Ela ensinava falsas doutrinas. Seduzia os servos de Deus, induzindo-os ao pecado. Seduzir significa atrair, encantar, desencaminhar, enganar, deslumbrar.
     Ela conduzia os servos de Deus à imoralidade sexual e à idolatria. Ela desencaminhava os servos da Palavra de Deus. Ela não somente vivia em pecado, como ensinava outros a fazerem o mesmo.
     Atualmente, de muitas formas, mesmo quando não há a idolatria diante de uma imagem, novos deuses são erigidos, diante dos quais o crente se você tentando a se prostrar. É o “deus da fama”, é o “deus dinheiro”, é o “deus patrão”, é o “deus emprego”, é o “deus amigos e colegas”, é o “deus popularidade”.
    E estes deuses não estão apenas lá, fora do ambiente social religioso cristão. As igrejas contemporâneas estão terrivelmente influenciadas por gente que se diz mensageira de Deus, mas que somente ama o mundo e tudo o que o mundo pode oferecer. Pessoas cujo deus é o ventre; cuja glória está na sua infâmia, visto que só se preocupam com coisas terrenas, e cujo destino é a perdição. [6]
     Gente ama a popularidade, que se utiliza dos meios de comunicação, não para buscar a glória de Jesus, mas a sua própria glória.
     Gente que faz da religião um meio de comércio, de ganhar muito dinheiro.
     Gente que está mais preocupada com a forma física, as roupas bonitas, a boa aparência.
    Gente que por sua aparente devoção a Deus e felicidade, simplesmente encanta muitas pessoas, torna-se ídolo espiritual para muitas pessoas, gente adorada por muitas pessoas.
   Que, tendo a forma de piedade, apresentam doutrinas falsas, mas terrivelmente sedutoras, destrutivas da fé em Jesus.
     Doutrinas que levam à licenciosidade, à vaidade, ao estrelismo, ao amor ao dinheiro e às coisas do mundo.
     Meu irmão, não se deixe seduzir pelos encantamentos do falso evangelho.
     De que vale você ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?
     Mas isto nos leva ao segundo ponto...
     2. Os olhos de Jesus são olhos de amor para com o pecador
v. 21a – Dei-lhe tempo para que se arrependesse
     – Dei-lhe tempo...
     Isto significa que de alguma forma o Senhor Jesus deixou claro para Jezabel que ela estava errada.
     Talvez tenha sido dirigida uma palavra, ou muitas palavras a ela.
   Talvez ela tenha passado por alguma circunstância de aflição, através da qual Jesus tenha lhe mostrado que ela precisava emendar seus caminhos, endireitar sua vida.
    E significa também que Jesus não estava irado de repente, mas que Jezabel já tinha tido todo o tempo necessário, o tempo suficiente para se arrepender, para mudar de conduta.
    Porque Jesus, o Filho de Deus, aquele que tem olhos como chamas ardentes, e pés como metal polido, não espezinhou logo Jezabel? Porque não a destruiu?
    Porque Jesus, o Filho do Deus vivo que não tolera o pecado, é também Jesus, o Filho de Deus, Deus que é amor.
     Jesus ama o pecador, e tem prazer, não em destruir o pecador, mas em que o pecador se converta de seus maus caminhos. Que se deleita em perdoar, em curar, em dar salvação.
      O profeta Ezequiel, mais de uma ocasião, descreve o desejo de Deus para com os pecadores.
       Ez 33:11
Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?
    Vejam, amados. Embora a Bíblia seja Palavra de Deus a todos os povos, a quem ele está primeiramente se dirigindo, no seu contexto histórico: ao povo de Israel, o povo de Deus na antiga aliança. A igreja do Antigo Testamento. E chama este povo ao arrependimento.
       Com isto eu estou me referindo ao fato de que o chamado ao arrependimento tem que começar na igreja de Jesus, que tem negligenciado os ensinamentos de nosso Deus e Salvador.
       O apóstolo Pedro repete este ensino, explicando porque a volta de Cristo para o juízo final parece tão demorada aos nossos olhos.
      Veja 2ª Pe 3:9
Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.
     Quando eu era menino, ouvia certas repreensões que muitas vezes eram dadas aos cristãos, no sentido de que deveriam ser crentes não somente aos domingos. Pois havia uma discrepância na vida dos crentes. Eram crentes aos domingos, na igreja. Então no domingo viviam como cristãos, e nos outros dias da semana viviam como se fossem do mundo.
     Mas amados, um grande problema de hoje é que, mesmo aos domingos, muitos que se dizem crentes vivem como se fossem do mundo.
      Muitas pessoas confundem “graça de Deus” com licença para viver em pecado.
     Confundem paciência, longanimidade, amor, com fraqueza – foi assim que trataram o apóstolo Paulo em Corinto, quando ele chorou por causa dos pecados daquela igreja. Trataram-no como se ele fosse fraco, sem personalidade, e assim continuaram na dureza do seu coração.
     E era assim que Jezabel estava se portando: como se o juízo de Deus não fosse real. Talvez ela dissesse: – “Sou salva pela graça, mediante a fé; Deus não irá me punir...”
      Mas veja Ap 3:19
Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.
     E isto nos conduz ao terceiro ponto...
    3. Os olhos de Jesus são olhos de disciplina e castigo para com o pecador que não se arrepende
     vs. 21-23
21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição.  22 Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita.  23 Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras.  
     O Senhor Jesus havia dado a esta mulher tempo para que ela se arrependesse, mas ela não quis arrepender-se da sua prostituição.
     Enfermidades
    Primeiro, ele diz que, por causa disto, a prostraria numa cama, isto é, que lhe enviaria enfermidade.
    Os irmãos sabem que nem sempre quando uma pessoa está enferma é por causa de pecado,[7] mas, quando Deus fala com alguém para que se arrependa, e este alguém continua com o coração obstinado, então é possível que o Senhor envie enfermidade.
    Enfermidade que pode permanecer muito tempo; enfermidades terríveis, até mesmo degenerativas. E também nisto a misericórdia de Deus tem como propósito levar o pecador ao arrependimento.
    Vocês devem lembrar-se do paralítico que Jesus curou junto ao tanque de Siló, em Jerusalém. Ele havia ficado paralítico 38 anos, por causa de seu pecado.
     E quando Jesus veio e curou aquele homem, advertiu solenemente:
     – “Não peques mais, para que não te suceda coisa pior”. [8]
     Tribulações
    Segundo, ele diz que, aqueles que pecavam com ela cairiam em grande tribulação – da mesma forma que ela pecava, não pecava sozinha.
     Havia servos de Cristo, mas que estavam sendo seduzidos por seu encanto – ele diz; eles sofrerão tormentos.
     Não teriam paz, teriam dificuldades para enfrentar a vida.
    Uma tribulação, irmãos, não da parte do mundo, mas da parte de Cristo. Pois como diz o profeta Isaías, os que choram por seus pecados são perdoados pelo Senhor, são curados por seu Espírito. Mas os perversos, diz o Senhor, o coração deles é como um mar agitado, cheio de lama; para os perversos não há paz. Somente conflitos e angústias.[9]
     Morte
     Terceiro, ele diz que mataria os filhos dela.
    Esses “filhos” podem ser, como entendem alguns, filhos naturais, ou podem ser filhos afetivos, seguidores, como Paulo por exemplo, ao referir-se a Timóteo, chama-o “filho na fé”.[10]
     De qualquer forma, quer sejam naturais, quer sejam afetivos, os filhos são os entes mais queridos que um ser humano pode ter.
     Jesus diz que seu juízo seria implacável, não pouparia nem seus entes mais queridos.
     E tudo isto seria testemunho, não somente para aquela igreja, mas para todas as igrejas, para que todos soubessem que Jesus é aquele que sonda as mentes e os corações, isto é, que ele sabe não apenas aquilo que as pessoas fazem exteriormente, mas os propósitos de cada um, as motivações, e que recompensa a cada um segundo as suas obras.
      Conclusão
      Como Jesus olha o pecado? O que podemos concluir destas palavras de Jesus?
      Que os olhos de Jesus odeiam ver o pecado.[11] Jesus odeia o pecado.
      Que os olhos de Jesus são olhos que amam o pecador.
      Jezabel, por pior que fosse, ainda assim era alvo da misericórdia e da paciência de Deus.
     Os olhos de Jesus são olhos de disciplina e castigo para com o pecador que não se arrepende.
      Aplicação
      Como podemos então trazer estes ensinamentos para nossa vida?
      Devemos nos examinar:
      1 – Está você se deixando seduzir por alguma Jezabel contemporânea?
     Está se deixando induzir pelos encantos de falsos ensinos, ou pelos encantos sedutores do sexo oposto, que se apresenta disfarçado de modo que te leva a pecar, até mesmo em pensamento?
     Ou ainda, será que você não está se deixando induzir pelas pressões sociais, de modo que em seu emprego, ou na escola, ou nalguma outra esfera de atividade social, até mesmo na igreja, não esteja sucumbindo diante dos ídolos do coração?
      2 – Será que você não estaria sendo uma Jezabel (numa versão feminina ou masculina), na vida de outras pessoas, de modo que com ensinos falsos, uma vida mentirosa, um comportamento sedutor, não estaria levando outros a tropeçarem?
     3 – Será que você não está sendo tolerante demais com os seus pecados? Entristecendo o Espírito de Cristo, ou pior, provocando a sua ira pela sua falta de arrependimento?
   4 – Será que o Senhor Jesus já não tem, há muito, falado com você, dando tempo para arrependimento, esperando que você mude, mas você está endurecido, empedernido, achando que não é com você?
      Será que Jesus não está te dando um ultimato nesta noite?
      5 – Devemos temer a ira de Deus
     Se Jesus, de alguma forma, falou a você hoje, no sentido de que você deve mudar, e você está endurecido, tema.
      Deus pode prostrar você numa cama.
      Se você se tem deixado seduzir pelo pecado, tema.
      Você não deseja perder seus entes queridos.
     Mas devemos ver nisto também uma palavra da graça de Jesus: se o Senhor mostrou seus pecados, humilhe-se na presença do Senhor, confesse a Deus e abandone qualquer pecado que Deus tiver revelado.
      Pv 28:13
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.


[1] 2º Rs 19:22
[2] 1ª Co 2:9, 10
[3] Por exemplo, veja atentamente 2ª Pe 2:1-3
[4] Ap 2:12-17 – Para Jesus, qual a importância da doutrina?. Pode ser acessado aqui
[5] Tg 4:4
[6] Fp 3:19
[7] Por exemplo, Jó ficou gravemente enfermo (Jó 2:7); o profeta Eliseu morreu de uma enfermidade (2º Rs 13:14); Timóteo sofria de frequentes males no estômago (1ª Tm 5:23). Nenhuma destas enfermidades foi consequência de algum pecado direto destas pessoas
[8] Jo 5:1-14
[9] Is 57:18-21
[10] 1ª Tm 1:2
[11] Veja Hc 1:13
▲Topo