Mensagem em Domingo, 10 de março de 2024
Pr Plinio Fernandes
Desde o domingo passado, nós começamos a ler e meditar sobre este breve, porém inspirado livro da Bíblia, que nos conta uma história acontecida nos tempos em que não havia rei em Israel, e nos quais, conforme Juízes (21:25), “cada um fazia o que achava mais reto”.
Dias de desgoverno, de pouco conhecimento, de crimes hediondos, de abandono da lei do Senhor, de idolatria e impiedade generalizadas.
Mas também de gente temente ao Senhor, como no caso de Elimeleque, sua esposa Noemi, e seus filhos Malom e Quiliom.
Por causa da fome em Israel, eles decidiram se mudar para Moabe. Lá, seus filhos se casaram; Malom casou-se com Rute, e Quiliom, com Orfa.
Mas os três homens morreram, ficando apenas as viúvas.
Depois disso, quando Noemi decidiu voltar para sua terra, Rute, a moabita, a seguiu, cuidando da sua idosa sogra e demonstrando sua devoção ao Senhor, Deus de Israel.
As duas chegaram a Belém.
Logo Noemi foi reconhecida, mas as pessoas ficaram espantadas com a sua aparência triste.
E ela disse:
– Não me chamem mais Noemi (quer dizer “agradável”). Me chamem Mara (amargura).
– Pois dez anos atrás eu parti daqui feliz, com meu marido e meus dois filhos. Mas volto vazia. O Senhor tem pesado a sua mão sobre mim.
Mas a história segue adiante: em Belém Rute conheceu Boaz, com que se casou, e foi bisavó do rei Davi; mais tarde, no Evangelho de Mateus, foi também incluída na genealogia de nosso Rei e Salvador, Jesus Cristo.
Vamos ler o texto.
Tinha Noemi um parente de seu marido, senhor de muitos bens, da família de Elimeleque, o qual se chamava Boaz. 2 Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que mo favorecer. Ela lhe disse: Vai, minha filha! 3 Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque. 4 Eis que Boaz veio de Belém e disse aos segadores: O SENHOR seja convosco! Responderam-lhe eles: O SENHOR te abençoe! 5 Depois, perguntou Boaz ao servo encarregado dos segadores: De quem é esta moça? 6 Respondeu-lhe o servo: Esta é a moça moabita que veio com Noemi da terra de Moabe. 7 Disse-me ela: Deixa-me rebuscar espigas e ajuntá-las entre as gavelas (quer dizer, os feixes de cereais) após os segadores. Assim, ela veio; desde pela manhã até agora está aqui, menos um pouco que esteve na choça. 8 Então, disse Boaz a Rute: Ouve, filha minha, não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas servas. 9 Estarás atenta ao campo que segarem e irás após elas. Não dei ordem aos servos, que te não toquem? Quando tiveres sede, vai às vasilhas e bebe do que os servos tiraram. 10 Então, ela, inclinando-se, rosto em terra, lhe disse: Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira? 11 Respondeu Boaz e lhe disse: Bem me contaram tudo quanto fizeste a tua sogra, depois da morte de teu marido, e como deixaste a teu pai, e a tua mãe, e a terra onde nasceste e vieste para um povo que dantes não conhecias. 12 O SENHOR retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio. 13 Disse ela: Tu me favoreces muito, senhor meu, pois me consolaste e falaste ao coração de tua serva, não sendo eu nem ainda como uma das tuas servas. 14 À hora de comer, Boaz lhe disse: Achega-te para aqui, e come do pão, e molha no vinho o teu bocado. Ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu grãos tostados de cereais; ela comeu e se fartou, e ainda lhe sobejou. 15 Levantando-se ela para rebuscar, Boaz deu ordem aos seus servos, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher e não a censureis. 16 Tirai também dos molhos algumas espigas, e deixai-as, para que as apanhe, e não a repreendais. 17 Esteve ela apanhando naquele campo até à tarde; debulhou o que apanhara, e foi quase um efa de cevada. 18 Tomou-o e veio à cidade; e viu sua sogra o que havia apanhado; também o que lhe sobejara depois de fartar-se tirou e deu a sua sogra. 19 Então, lhe disse a sogra: Onde colheste hoje? Onde trabalhaste? Bendito seja aquele que te acolheu favoravelmente! E Rute contou a sua sogra onde havia trabalhado e disse: O nome do senhor, em cujo campo trabalhei, é Boaz. 20 Então, Noemi disse a sua nora: Bendito seja ele do SENHOR, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noemi: Esse homem é nosso parente chegado e um dentre os nossos resgatadores. 21 Continuou Rute, a moabita: Também ainda me disse: Com os meus servos ficarás, até que acabem toda a sega que tenho. 22 Disse Noemi a sua nora, Rute: Bom será, filha minha, que saias com as servas dele, para que, noutro campo, não te molestem. 23 Assim, passou ela à companhia das servas de Boaz, para colher, até que a sega da cevada e do trigo se acabou; e ficou com a sua sogra.
Aqui no cap. 2, nós lemos sobre como Rute e Boaz se conheceram.
Para que entendamos melhor a história, quero mencionar duas provisões do Antigo Israel, dois costumes entre os muitos adicionados à lei do Senhor, que diziam respeito ao amor que deveria ser praticado em relação aos empobrecidos.
Certa ocasião, Jesus disse: – os pobres, sempre os tendes convosco1...
Por isso a Bíblia também, tanto no Antigo como no Novo Testamento, nos diz que devemos auxiliar os pobres, quando necessário, dando sustento, e quando possível, dando-lhe meios para se sustentar.
Uma das leis daqueles dias, dizia respeito ao resgate e ao resgatador dos endividados.
Se alguém ficasse extremamente pobre (e claro, as razões para isto podem ser muitas), a ponto de precisar vender sua terra, ou vender-se a si mesmo como um servo; ou ainda se alguém morresse e por isso sua família ficasse empobrecida, o parente mais próximo, que tivesse condição, deveria se responsabilizar por essa família, resgatando a terra, ou o servo.
Este parente então era chamado “resgatador”. Era uma das muitas figuras, na Antiga Aliança, que apontavam para Jesus, o Resgatador das nossas almas.
Outra provisão da lei do Senhor dizia respeito aos tempos das colheitas.
Quando os ceifeiros saíssem aos campos para colher, eles não deveriam colher tudo, rebuscando até o fim. Mas deveriam deixar que depois viessem os necessitados e colhessem o que houvesse ficado nas plantas.
E se caíssem frutos no chão, os ceifeiros também não deveriam pegar de volta, mas deixar para que os necessitados viessem pegar.
Talvez algo parecido com uma pessoa maltrapilha, “catando latinhas” nos dias de hoje, para conseguir o almoço, ou alguma coisa do tipo.
Seja qual for a sua condição, um ser humano nunca deve ser desprezado.
Ora, o cap. 2 começa dizendo que Elimeleque, o falecido esposo de Noemi, tinha um parente próximo chamado Boaz (quer dizer “forte”).
Era senhor de muitos bens. Mas o lindo, é que naquela sociedade quase falida espiritualmente, Boaz era um homem temente a Deus, que observava a lei não apenas na letra; era generoso de espírito, como podemos observar no restante do capítulo.
Rute, a moabita, disse a Noemi:
– Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que me permitir.
Ela se foi, chegou ao campo, e apanhava após os segadores.
O v. 3 diz que, por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz e ali permaneceu, trabalhando o dia inteiro.
Quando soube quem era Rute, a moabita casada com Malom, filho do seu falecido parente Elimeleque, e que estava ali, trabalhando no seu campo, Boaz a tratou muito bem, e providenciou tudo para que ela e sua sogra fossem supridas.
Que ela pudesse comer e beber com segurança, que fosse protegida, que os servos e servas deixassem, de propósito, mais espigas para serem colhidas.
Que também não atassem todas as espigas colhidas, mas deixassem para que Rute as colhesse.
Que até mesmo entre as espigas já armazenadas eles deixassem que ela apanhasse.
De modo que só no primeiro dia Rute levou uns 13 litros de cevada para casa. A cevada era usada principalmente para fazer pão.
Quero fazer três observações sobre o que lemos aqui.
1. Esta história é um vívido exemplo da doutrina bíblica de que “nada é por acaso”, mas Deus é soberano sobre tudo
De um modo verdadeiro, porém misterioso, e misterioso, porém verdadeiro, tudo o que acontece é resultado uma conjunção de fatores, mas acima de tudo, é fruto da soberania de Deus.
Rute, nós já vimos no cap. 1, era uma mulher de caráter digno. E aqui vemos mais uma manifestação do seu caráter.
Ela diz à sua sogra (v. 2):
– Vou sair ao campo, e trabalharei onde alguém me permitir.
Levanta-se bem cedo, e vai. E trabalha o dia inteiro, incansavelmente.
Você consegue imaginar esta viúva, com a sogra idosa para cuidar, talvez com roupas desgastadas, um espesso lenço sobre a cabeça, sol escaldante, possivelmente pele queimada, e suja por causa do trabalho de colheita?
Eu conheço muitas mulheres assim: sem marido, trabalhando, lutando, e muitas vezes cuidando de outras pessoas, que dependem delas.
Mulheres fortes, de fibra, muitas vezes cansadas, porém incansáveis, invencíveis.
E porque não dizer, homens também? Muitos homens e mulheres idosos, ou sem emprego, saem para conseguir o pão vendendo frutas, ou doces, ganhando pouco, trabalhando muito, mas trabalhando.
Gente que Deus não despreza...
Mas, ao mesmo tempo, a Bíblia mostra que, em tudo, estava a mão de Deus.
v. 3 – Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque.
Eu acho engraçado (!) quando os escritores bíblicos usam esta expressão: casualidade.
Pois eles mesmo nos mostram que é só um jeito humano de falar; as coisas que acontecem por acaso (por coincidência), não são exatamente isso.
Eu quero ler com vocês outro texto. 1º Rs 22 (acho interessante que vocês leiam depois o capítulo inteiro, mas vamos ler somente dois versículos).
Aqui a Bíblia está nos contando sobre a morte de Acabe, um perverso rei de Israel (os irmãos se lembram que depois da morte de Salomão, as doze tribos se dividiram: ao norte, foram chamadas Israel, e ao sul, Judá.
Acabe, rei de Israel, e Josafá, rei de Judá, estavam se preparando para uma luta contra os sírios, para reconquistar Ramote-Gileade, uma cidade de Israel.
Então, por insistência de Josafá, mesmo contra a vontade de Acabe, eles consultaram Micaías, um profeta do Senhor, para saber o que fazer.
Acabe disse a Josafá que não gostava de Micaías, porque ele nunca falava de Acabe o que é bom. Porque será que Micaías nunca falava bem de Acabe?
O profeta Micaías, tendo sido consultado, predisse que Acabe não voltaria para casa.
O rei ficou furioso, e mandou que prendessem Micaías. Então, subiram o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, a Ramote-Gileade.
v. 30 – Disse o rei de Israel a Josafá: Eu me disfarçarei e entrarei na peleja; tu, porém, traja as tuas vestes. Disfarçou-se, pois, o rei de Israel e entrou na peleja.
Ele pensou que, “se disfarçando”, se esconderia de Deus.
Tem gente que, como Acabe, pensa que pode dar “um nó em Deus”. Deus fala uma coisa, e ele “dá uma disfarçada”, pensando que pode vencer a Deus.
Ora, o rei da Síria dera ordem aos trinta e dois capitães dos seus carros, dizendo:
– Não lutareis nem contra pequeno nem contra grande, mas somente contra o rei de Israel.
Quando os capitães sírios viram o carro de Josafá, a ele se dirigiram para atacar. Mas Josafá gritou e os capitães dos carros, vendo que não era o rei de Israel, deixaram de persegui-lo.
v. 34 – Então, um homem entesou o arco e, atirando ao acaso, feriu o rei de Israel por entre as juntas da sua armadura; então, disse este ao seu cocheiro: Vira e leva-me para fora do combate, porque estou gravemente ferido.
E Acabe morreu.
Irmãos, nada é por acaso.
Em tudo Deus está no controle.
Por isso, no v. 20
Então, Noemi disse a sua nora: Bendito seja ele do SENHOR, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noemi: Esse homem é nosso parente chegado e um dentre os nossos resgatadores.
Em tudo, a Bíblia ensina; e em tudo, o crente enxerga, está a mão de Deus.
Nas tristezas e nas alegrias. Na prosperidade e na escassez, na honra e na desonra.
Noemi havia saído próspera de Israel. Em Moabe ela perdeu tudo. Voltou pobre. Agora, dependia de sua nora para sobreviver.
Mas seja qual for a circunstância, ela sabia que Deus estava dirigindo, controlando, governando.
Em todo o tempo, Deus é Soberano.
Este v. 20 também nos leva à segunda observação...
2. Em todo o tempo, Deus é benevolente (chesed – graciosidade, bondade, benignidade)
O plano de Deus, quando observamos mais amplamente, era abençoar Noemi, era trazer Rute, a moabita, para Israel, e fim de que se casasse com Boaz, para serem ancestrais da futura família real, da tribo de Judá, da qual viria Jesus por descendência direta, que seria o Resgatador do mundo.
Agora, na maior parte das vezes, na maior parte do tempo, quantas aflições!!!
Alguém uma vez me perguntou:
– Mas porque passamos tantas aflições? Não haveria um jeito mais suave?
Eu não tenho todas as respostas, mas uma coisa é certa, irmãos: Deus, que é soberano, também é bom; e conhece todas as possibilidades. E Deus faz tudo de modo perfeito, amoroso, sábio, inteligente.
E quanto maior a luta que temos, maior a vitória.
Quanto mais tristezas, maiores serão as alegrias.
Algum tempo atrás, uma senhora crente me contou que não sabia, mas um dos seus filhos estava usando drogas.
Outro filho dela, também crente, ficou sabendo. E começou a orar. Orava, orava, orava.
O jovem viciado sofria muito com isso. Irmãos, vocês sabem que vícios são coisas terríveis. E Satanás se deleita em fazer quantos mais viciados ele conseguir.
Mas aqueles dois jovens irmãos de sangue sofriam; um, por causa do seu vício, e o outro, por ver seu irmão naquela condição. E a mãe, trabalhando para cuidar da família.
Mas um dia esse jovem foi convertido, e se viu liberto.
Aí eles tiveram coragem de contar à mãe.
E o jovem liberto disse:
– Mãe, eu não podia fazer isso com a senhora, dar essa tristeza para a senhora. Mas meu irmão não desistiu de mim, e orava, e chorava. E chorava e orava. E Jesus me libertou!
Os sofrimentos do tempo presente não são para se comparar com a glória que há de ser revelada.
Irmão, irmã, não descreia da bondade de Deus, do poder de Deus, da sabedoria de Deus.
3. Deus abençoa os que refugiam nele.
No v. 12, Boaz abençoa Rute:
O SENHOR retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio.
E ele mesmo, Boaz, se torna o instrumento da bênção que invoca.
Essa linda expressão poética, “sob as asas do Senhor”, é usada várias vezes nos salmos, denotando o fato de que, assim como os filhotinhos das aves abrigam-se sob as asas da sua mãe, assim nós nos abrigamos sob os cuidados de Deus.
Por isso também Jesus, falando de um modo muito terno, mas lamentando, disse a Jerusalém:
Mt 23:37 – Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!
Eu me lembro de uma estória que ouvi na Escola Dominical, quando era menino (tem no YouTube também!).
E é só uma analogia, está bem?!
A estória da galinha vermelha, que morava numa fazenda, e orgulhosamente andava com seus filhotes.
Um dia, houve um incêndio terrível, que destruiu grande parte da fazenda.
Quando o incêndio cessou, o fazendeiro encontrou a galinha vermelha morta, queimada. Então, ao pegá-la, debaixo das suas asas saíram seus pintinhos, todos vivos.
É que, para protegê-los, a galinha havia abrigado eles ali.
Jesus também deu a sua vida na cruz, a fim de nos resgatar do fogo do inferno.
Rute deixou sua terra, seus pais, e foi abrigar-se sob as asas do Deus de Israel, que nos amou, e enviou seu Filho para nos salvar.
E Deus a resgatou. E a fez feliz, e através dela sustentou a doce Noemi.
Vamos rever nossos três destaques.
Em Rute, cap. 2, podemos apreciar um pouco mais sobre pessoas de caráter, que inspiram nossas vidas.
E também podemos apreciar um pouco mais do nosso Deus, o Deus revelado em Jesus.
Deus é soberano sobre todas as coisas que acontecem: ele governa sobre tudo.
Deus é benevolente, gracioso, benigno, bondoso.
Deus abençoa os que se refugiam em Jesus.
Aplicações
1. Uma palavra de gratidão ao Senhor, pelas “Rutes e Noemis” que o Senhor nos tem dado.
Gratidão a Deus pelas mulheres que temos em nossas vidas.
Mulheres de fibra, amorosas, dedicadas, fiéis, auxiliadoras, sem as quais nossas vidas seriam tão empobrecidas.
Empobrecidas? Nem teríamos vidas.
Como eu sou grato a Deus por minha mãe, por minha esposa, por minhas filhas, por minhas irmãs no Senhor!!!
Como descrever o quanto cada um de nós deve, uma dívida de amor, impagável, para cada mulher que Deus colocou em nossas vidas.
Minha primeira professora, que me ensinou a ler, e me ensinou matemática (e as que vieram depois).
A lista é incontável.
Recebam, irmãs, em nome de todos os homens aqui, a nossa gratidão; o nosso afeto; que Deus seja louvado, pelas vidas de vocês.
2. Algumas exortações
1. Não desprezemos qualquer ser humano, qualquer que seja
Não importa sua condição social, se rico ou pobre, pois como diz Provérbios, o rico e o pobre, foi Deus quem os fez.
O rico tem o seu lugar na história de Deus.
E o pobre também. O branco, e o negro, o amarelo, o pele vermelha, o pardo, o chinês, o europeu...
Não despreze a si mesmo. Seja você alguém próspero como Boaz, pobre como Rute, falido como Noemi, saiba que você está sob os olhos de Deus, que não faz acepção de pessoas.
Não se sinta inferiorizado, seja por sua condição social, seja pela sua cor de pele, pelo seu sexo, ou qualquer outro aspecto.
2. Cuidemos e auxiliemos os necessitados.
Talvez, como a Boaz, Deus tenha provido você de grandes recursos financeiros. Seja generoso, pródigo em boas obras.
Use seus recursos não apenas para multiplicá-los, mas para multiplicar o número de pessoas abençoadas através de você. Pergunte a Deus:
– Senhor, de que modo posso investir, e assim, ajudar outras pessoas?
Seja generoso com seus empregados, e não mesquinho. Seja honesto, e não ladrão. Seja como Jesus, e não como Satanás.
Seja generoso com os pobres, os que trabalham, e os que não podem trabalhar.
Mas se você é pobre, como Rute, talvez possa simplesmente servir outras pessoas, cuidando delas.
3. Sejamos trabalhadores.
Como Rute, que não tinha preguiça de levantar-se para trabalhar cedinho e o dia inteiro.
Por mais humilde que seja, todo o trabalho, e todo o trabalhador é importante. Aliás, o que seria de nossa sociedade se não fossem os trabalhadores mais humildes?
4. Sejamos confiantes em Deus, consagrados a ele.
Ele é soberano. Ele é bom. Ele é abrigo no temporal.
Ele sabe o que faz. Talvez, como Noemi, você esteja sentido que a mão de Deus está pesando sobre você.
Continue firme, mesmo nas tribulações.
Pergunte a Deus:
– Existe, ó Senhor meu Deus, alguma coisa em minha vida que eu precise pôr em ordem? Algum pecado a confessar e abandonar? Algum caminho errado que devo abandonar? Será que as coisas que estou passando, não são expressões do teu falar?
Como bem disse alguém:
– O sofrimento é o megafone de Deus.
Ele é fiel, e se houver coisas das quais você precise se arrepender, ele te mostrará. Não endureça o seu coração. Converta-se.
Agora, se você está passando por duras provas, sem que tenha pecado, simplesmente confie, espere.
Pode ser que suas lutas sejam por causa de pecados a serem confessados. Ou talvez sejam o caminho que Deus está usando para responder às suas orações. Ou talvez as duas coisas, e outras mais.
Seja o que for, a vontade de Jesus é que você se abrigue sob as asas dele.
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1 Mt 26.11 e //