Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

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domingo, 19 de janeiro de 2014

Como experimentar o amor e o perdão de Deus [1] - Sl 32

IPC em Pda. de Taipas
Domingo, 19 de janeiro de 2014
Pr. Plínio Fernandes
Queridos irmãos, vamos ler o Salmo 32
Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.  2 Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.  3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.  4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.  5 Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.  6 Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão.  7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.  8 Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.  9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.  10 Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá.  11 Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.
Bem-aventurado (feliz) o homem cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto (vs. 1, 2).
O plano de Deus é que a vida cristã seja cheia de bênção, alegria, satisfação e significado.
Jesus disse:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28).
“Se me pedirdes alguma cousa em meu nome, eu o farei...” (Jo 14:14).
“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância...” (Jo 10:10).
E Paulo escreveu:
“Não andeis ansiosos por cousa alguma...” (Fp 4:6 ).
“Regozijai-vos sempre, alegrai-vos no Senhor...” (1ª Ts 5:16; Fp 3:1).
“O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5:22,23).
Portanto, o desejo de Deus é que a cada dia possamos dizer: “Este é o dia que fez o Senhor! Alegremo-nos e regozijemo-nos nele” (Sl 118:24).
Mas, se queremos ser realistas, temos de admitir que muitas vezes não é assim que acontece conosco.
Tantas vezes nos pegamos tristes, abatidos, deprimidos.
“Para muitos, a vida cristã é um fardo, uma terrível cruz a ser suportada em antecipação ao céu” (Bill Bright).
Qual será a razão?
De acordo com a Bíblia, existem várias razões pelas quais é possível um crente sentir-se entristecido, e até mesmo deprimido: às vezes, pode ser um desejo, uma bênção que ele tem esperado, mas que parece ser demorada em chegar, ou pode ser porque as pessoas à sua volta estão andando em rebelião contra Deus, ou as circunstâncias são adversas, ou problemas de saúde.
Mas, de todas as razões que podem fazer com que o crente se torne uma pessoa triste e abatida, a pior delas, é o pecado.
Esse salmo que lemos foi escrito por um homem que conheceu, em sua experiência, o que é abatimento, o que é depressão espiritual.
Mas aprendeu também qual era a razão, e como solucionar o seu problema.
Por conseguinte, temos muito a aprender com ele.
1 – Primeiro vejamos o problema: os dias de derrota em sua vida espiritual
vs. 3, 4
Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.  4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
“Envelheceram os meu ossos, pelos meus constantes gemidos”
Ele perdeu a juventude; chorava o tempo todo.
“A tua mão pesava sobre mim...”
Estava sendo disciplinado por Deus.
“O meu vigor se tornou em sequidão de estio”...  (seca de verão)
Davi, escolhido de Deus, rei de Israel, ungido do Senhor, profeta de Deus, de cujo interior deveriam estar fruindo “rios de água viva”, estava se seco e sem vida.
2 – Agora vejamos a razão desta sequidão: o pecado
vs. 3, 5
Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia
Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.
Enquanto calei os meus pecados... - v.3
Confessei-te o meu pecado... - v.5
Quando nós pensamos em pecado na vida do rei Davi, quase que imediatamente nos lembramos daquela triste história de adultério, mentiras e assassinato registrada em 2º Samuel 11.
Ali a Bíblia conta que certa ocasião, enquanto os exércitos de Israel estavam na batalha contra seus inimigos, e Davi não saiu à frente, como era costume dos reis.
Ele ficou em seu palácio, e foi nesta ocasião que cometeu adultério.
Algum tempo depois a mulher enviou um recado ao rei: Estou grávida.
E desejando encobrir o seu pecado, Davi ordenou que Urias, o marido dela, fosse colocado na linha de frente na batalha. Ali o marido morreu.
Mas Deus se irou contra Davi, e o repreendeu duramente.
A mão do Senhor passou a pesar sobre ele.
É isto o que o pecado faz conosco. Ele nos separa de Deus:
Is 59:1, 2
Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir.  2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.
Mas Deus não nos mostra apenas o problema...
3 – Também nos ensina a solução dada por Deus, que é a confissão dos nossos pecados
No v. 3 ele diz: Enquanto eu calei...
E no v. 5: Confessarei...
A solução para o problema dos nossos pecados é confessá-los a Deus.
A palavra “confessar” significa “falar a mesma coisa, concordar, declarar a verdade, falar a verdade”.
Nossa tendência natural é fugir, se esconder, como Adão fugiu.
Mas a solução apresentada por Deus não é que fujamos de sua presença, ao contrário, é que nos aproximemos e confessemos a ele.
1ª Jo 1:7-9
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.  8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.  9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
O sangue de Jesus é poderoso para nos purificar de todo o pecado.
Para isto o que precisamos fazer é simplesmente “andar na luz”, admitir que temos pecados.
Nem sempre adulteramos, mas sempre pecamos.
Pois como diz o apóstolo João, “pecado é a transgressão da lei”  (1ª Jo 3:4). Cada vez que nós desobedecemos àquilo que diz a Palavra de Deus estamos pecado.
Além disto, como nos ensina Tiago, “aquele que sabe que deve fazer o bem, mas não o faz, nisto está pecando” (Tg 4:17).
Davi confessou suas transgressões, e é isto o que nós também precisamos fazer.
4 – Por último, consideremos os resultados da confissão
Eles estão mencionados nos vs. 5-11
O v. 5 descreve o fato do perdão. Se confessarmos Deus nos perdoa e então nada nos separa dele.
O v. 6a descreve uma vida renovada de oração.
Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te.
Também lemos sobre a vitória espiritual em meio às tribulações - vs. 6b,7
Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão.  7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
Uma vida orientada por Deus  e afirmada nos vs. 8,9
Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.  9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.
E nos vs. 10 e 11, uma vida cheia de alegria, um verdadeiro “céu na terra”.
Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá.  11 Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.
Conclusão e aplicação
Vamos ler Provérbios 28:13
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
Para que possamos viver com alegria e vitória, abundantes na oração e dirigidos por Deus, é necessário que não haja, entre nós e Deus, nenhum pecado deliberado.
Quero dizer: nem sempre nós temos consciência de cada pecado; mas na medida em que buscamos comunhão com Deus, na medida em que ele nos confronta através da pregação, da leitura bíblica, do conselho de irmãos, na medida em que o Espírito Santo fala à nossa consciência, nós devemos admitir nossas transgressões, buscar a purificação por meio de Jesus e o viver na sua luz.
Por exemplo, a Bíblia diz:
“Em tudo dai graças...”
“Orai sem cessar...”
“Buscai primeiro o reino de Deus e  a sua justiça...”
“Ide e pregai...”
“Filhos, obedecei aos vossos pais...”
“Esposas, sede submissas aos vossos maridos...”
“Maridos, amai vossas esposas...”
“Pais, não irriteis vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor...”
“Perdoando-vos uns aos outros..., andai em amor...”
Se você percebe que tem desobedecido à santa Palavra de Deus, confesse, mude de atitude, e renove o seu andar com o Senhor.




[1] Título de um livreto de Bill Bright, que trata da confissão de pecados

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Na minha casa de oração - Is 56:6-8

3ª IPC de São Paulo
Domingo, 21 de novembro de 2004
Pr. Plínio Fernandes
6 Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, 7 também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. 8 Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos.
Isaías está se dirigindo ao povo israelita que se encontrava no cativeiro babilônico; portanto, longe de sua pátria e longe do templo, o lugar que eles mais amavam na terra, pois ali adoravam o Senhor.
Então Deus, através do profeta, encoraja os israelitas, a sua igreja no Antigo Testamento, prometendo-lhes que em breve chegaria o dia da salvação; a salvação não apenas do cativeiro babilônico, mas num sentido muito maior do que este povo pudesse imaginar: a salvação não somente para os judeus, mas também para os demais povos, que na Bíblia são chamados gentios.
O povo de Deus seria trazido para o santo monte do Senhor, onde ficava o templo, entraria novamente na casa de oração, ofereceria novamente ao Senhor os seus sacrifícios, suas orações seriam ouvidas, eles se alegrariam novamente diante de Deus.
Mas isto não era algo somente para os israelitas: o Senhor menciona especificamente estas duas classes de pessoas que eram consideradas indignas de participar das assembléias santas, e diz que elas também entrariam ali: os eunucos (homens que na Antigüidade eram emasculados, geralmente para servirem nos haréns), e os gentios.
A minha casa, diz o Senhor, será chamada casa de oração para todos os povos.
Destaquemos por ora o v. 6.
Estrangeiros, não israelitas, que se chegam ao Senhor, para servirem e amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos do Senhor.
Que guardam o Sábado, isto é, o dia do Senhor (que hoje chamamos Domingo).
Que abraçam a minha aliança – aliança do Senhor mediante a fé em Jesus Cristo
Você percebe a quem Deus está se dirigindo? Ele está se dirigindo à sua igreja, à igreja composta não apenas de israelitas da Antiga Aliança, mas à igreja composta de pessoas de todas as nações; está falando comigo e com você, está falando a todos nós que o amamos e o servimos.
Agora veja as promessas que ele estava naquele momento histórico fazendo a toda a sua igreja – vs. 7,8.
7 também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. 8 Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos
É evidente aqui que, por “casa de oração”, o Senhor não está se referindo unicamente àquele templo em Jerusalém, pois não caberia ali o ajuntamento dos crentes de todos os povos, embora aquele templo, não pedido por Deus, mas oferecido a ele de todo o coração e aceito, fosse um lugar muito especial.
É evidente que ele está falando do ajuntamento da igreja em todos os lugares do mundo, conforme vemos tão claramente demonstrado nas páginas do Novo Testamento.
Da igreja do Senhor participam todos: judeus, eunucos, gentios, pois em Cristo, como ensina o apóstolo Paulo, não há judeu nem gentio, homem ou mulher, negro ou branco, pois Cristo é tudo em todos.
Eu gostaria de meditar com vocês sobre estas promessas que o Senhor nos faz neste texto de Sua Santa Palavra. Três promessas que dizem respeito a nós como igreja do Senhor. Podemos colocar de outro modo: três propósitos de Deus para nós como igreja.
1. Eu os alegrarei na minha casa de oração – v. 7
Um primeiro propósito de Deus para nós como igreja é o de que em sua presença tenhamos alegria.
Não estamos falando de uma alegria leviana, resultado de divertimento, de coisas engraçadas, de entretenimento ou brincadeiras.
Mas estamos falando de uma alegria profunda, espiritual, uma alegria da alma que é resultado do desfrutar da presença de Deus.
Pois como nos ensinaram nossos antepassados, à luz do ensino bíblico, nós fomos criados por Deus para glorificá-lo, à medida que nos alegramos em sua presença.
Assim, veja as palavras do Salmo 43:3, 4.
“Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos. 4 Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.”
Ele tem consciência de que só vai ao santo monte, só entra no tabernáculo graças à luz e a verdade de Deus, isto é, graças à Palavra de Deus que é lâmpada para os nossos pés e luz para nosso caminho, e que é também, como ensina Jesus, a verdade que nos santifica.
Ele tem consciência de que entra na casa de Deus para se alegrar em Deus – Deus é a nossa grande alegria, a fonte de tudo quanto nos alegra.
Como resultado desta alegria, então ele louva ao Senhor. Ao som da harpa. Mais tarde, no Salmo 150, chega-se à conclusão de que louvar ao Senhor só com a harpa é pouco, por isto está escrito:
Louvai ao som da trombeta
Louvai-o com saltério e harpas
Louvai-o com adufes e danças
Louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas
Louvai-o com címbalos sonoros
Louvai-o com címbalos retumbantes
Tudo quanto ele nos concede como igreja é para nossa alegria, mas só podemos ter alegria nestas coisas todas se nossa satisfação estiver em Deus.
Eu quero mencionar rapidamente algumas fontes da alegria de Deus que nos são dadas:
1.1 – O dia consagrado ao Senhor – Ne 8:9, 10.
“Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam todo o povo lhe disseram: Este dia é consagrado ao SENHOR, vosso Deus, pelo que não pranteeis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei. 10 Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.”
Os líderes de Israel estava se referindo especificamente àquele momento histórico, mas é claro que isto é um princípio estabelecido: dia consagrado ao Senhor é dia de alegria, por causa de tudo quanto nos é dado por Deus neste dia.
1.2 - A Palavra de Deus nos é dada para a nossa alegria – Sl 19:7-9 (v.8)
“A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. 8 Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. 9 O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos.”
Ela nos é dada para que conheçamos a vontade de Deus.
Ela nos é dada para que conheçamos também que somos pecadores e necessitados de Deus.
Ela nos é dada para que saibamos que Deus nos ama, e em seu amor nos tem dado seu Filho para a nossa salvação.
Ela nos é dada para que para que saibamos os dons espirituais e materiais que ele nos tem concedido por sua graça
Ela nos é dada para restaurar nossa alma, para nos iluminar, para nos dar sabedoria, para nos alegrar.
1.3 - O perdão dos pecados nos é dado para a nossa alegria – Sl 32:3-5; 11.
“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. 5 Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.”
“Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.”
Não existe nada tão forte neste mundo para nos encher o coração de pesar e tristeza do que esta coisa chamada pecado. Tira a nossa paz de consciência. Tira a nossa tranqüilidade. Enche-nos de ansiedade e culpa. Mas, se o poder do pecado é grande, o poder da graça de Deus é maior.
Então arrependidos nos achegamos a ele, confessamos, e ele em seu amor nos perdoa, para a nossa alegria.
1.4 – As orações atendidas – Jo 16:24
“Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.”
Povo de Deus reunido, em harmonia.
Peçam em meu nome, eu atenderei para que vocês sejam cheios de alegria até à borda.
1.5 – A comunhão uns com os outros – Fp 4:1
“Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, permanecei, deste modo, firmes no Senhor.”
A comunhão é fruto da Palavra de Deus habitando em nossos corações
Da purificação de nossas almas.
Do aconselhamento, do encorajamento mútuo.
Do ardente amor em nossos corações, promovido pelo amor de Deus.
Das orações atendidas.
Da alegria que gera alegria
2. Na minha casa de oração, eu aceitarei seus sacrifícios – v.7
Nós já não oferecemos ao Senhor cultos com sacrifícios semelhantes àqueles do Antigo Testamento, pois o que eles simbolizavam, a morte de Jesus pelos nossos pecados, já se cumpriu de uma vez por todas quando Jesus se ofereceu a Deus num sacrifício perfeito e único. De uma vez por todas está consumado.
Mas há pelo menos dois tipos de sacrifício mencionados na Palavra de Deus que podemos oferecer e que Deus aceita.
2.1 – Rm 12:1,2
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Deus aceita nossa vida. Você se aproxima da casa do Senhor consciente de tudo quanto ele tem feito por você.
Ele tem dado sua Palavra.
Ele tem dado seu perdão.
Ele ouve suas orações.
Ele tem dado sua família, seus irmãos.
Você é um escolhido de Deus.
Então você diz para ele:
“Senhor, tu me amas, e eu te amo. Tu entregaste tua vida por mim, e eu entrego minha vida ao Senhor. Eis aqui meu corpo: é teu; minhas mãos, meus pés, meus lábios, meus olhos, minha vida. Minha mente, meus planos, meus desejos, meus sentimentos, meu futuro”.
E o Senhor lhe diz: “Eu aceito, meu filho amado. E vou fazer você conhecer minha vontade, boa, agradável, perfeita. Você não vai de decepcionar comigo. Eu aceitei sua consagração. Eu aceitei sua vida, e nada vai separar você do meu amor”.
E no meio de tudo acontece em sua vida, você sabe que está seguro nas mãos de Deus
2.2 – Hb 13:15
“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.”
Sacrifício de louvor. É todo o louvor que seja resultado de nossa consagração a Deus.
Ele pode assumir a forma de um hino, de um cântico, de oração.
3. Na minha casa de oração, eu os congregarei – vs. 6-8
Aos estrangeiros... Eu os levarei ao meu santo monte...
Diz o Senhor que congrega os dispersos de Israel: ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos.
Veja novamente o v. 1 – A salvação vem de Deus. O evangelho é plano de Deus, é iniciativa dele, é ação dele, do começo ao fim, é executado, desenvolvido, levado adiante, completado por obra dele.
Ele é quem alcança as pessoas. E é ele quem as congrega num só corpo, judeus e gentios.
Nós temos isto demonstrado de forma tão clara no registro de Atos dos Apóstolos.
Em At 2:40-47, lemos que Pedro prega a Palavra de Deus, chamando-os ao arrependimento.
Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. 
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.
Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 
Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo.
Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Quem acrescentou aqueles quase três mil?
Quem os congregou, e lhes encheu o coração de alegria, e lhes ensinava por meio dos apóstolos?
Que acrescentou ainda mais pessoas àqueles três mil?
O Senhor – Jo 10:16
“Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.”
Conclusão
Aos judeus, aos gentios, a todas as pessoas.
Que me buscam, que colocam minha aliança em meu coração, que colocam em seu coração amar o meu nome, guardar o meu dia e desta forma se tornam meus servos, assim diz o Senhor.
Na minha casa de oração, eu os alegrarei.
Na minha casa de oração, eu aceitarei seus sacrifícios: suas vidas, seus louvores.
Na minha casa de oração, eu os congregarei
Aplicação
Você, que é membro desta igreja, desta casa de oração. Quem congregou você aqui? Foi o Senhor:
Isto é motivo para você subir aqui com alegria.
Isto é motivo para você se alegrar em ouvir a Palavra de Deus.
Isto é motivo para você se alegrar em cantar.
Isto é motivo para você se alegrar em orar.
Isto é motivo para você se alegrar em seus irmãos.
Isto é motivo para você se alegrar em se oferecer a Deus, se consagrar a ele.
Isto é motivo para você se sentir bem neste lugar, amar esta igreja, e ansiar por estar neste lugar, e não se afastar nunca.
Isto é motivo para você, como Pedro, exortar outros a se congregarem também, pois Deus assim deseja. E também é motivo para você orar pelos que estão afastados, dispersos, na certeza de que Deus os congregará. E também é motivo para você orar pela salvação de muitos.
Você, que ainda não é membro da igreja, mas que ama o Senhor, que o teme:
Eu quero exortá-lo, em nome do Senhor, a se salvar, a se separar do mundo e seus pecados, a vir fazer parte do povo da aliança.

Como disse Pedro: Salvai-vos desta geração perversa, sede batizados em nome de Jesus para a remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Amém.
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