Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

domingo, 23 de agosto de 2026

Não dê vantagens a Satanás - 2ª Co 2.1-11

Pr. Plinio Fernandes

Mensagem de Domingo, 23 de agosto de 2026, na 3ª Igreja Presbiteriana Conservadora de Guarulhos

Amados irmãos, vamos ler 2ª aos Coríntios 2.1-11


Isto deliberei por mim mesmo: não voltar a encontrar-me convosco em tristeza. 2 Porque, se eu vos entristeço, quem me alegrará, senão aquele que está entristecido por mim mesmo? 3 E isto escrevi para que, quando for, não tenha tristeza da parte daqueles que deveriam alegrar-me, confiando em todos vós de que a minha alegria é também a vossa. 4 Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida. 5 Ora, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós; 6 basta-lhe a punição pela maioria. 7 De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza. 8 Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. 9 E foi por isso também que vos escrevi, para ter prova de que, em tudo, sois obedientes. 10 A quem perdoais alguma coisa, também eu perdoo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; 11 para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.

    Intr.

    Na Bíblia nós temos duas cartas que o apóstolo Paulo escreveu à igreja de Corinto.

    A primeira ele escreveu enquanto estava na cidade de Éfeso, e ali recebeu uma visita de crentes coríntios, que relataram alguns problemas da igreja, e levaram uma carta em que a igreja pedia orientações para a vida em geral.

    A segunda, essa que estamos estudando.

    Mas na verdade, ele escreveu pelo menos mais uma, e talvez duas, que não foram preservadas.

   Nós não conhecemos todos os detalhes que gostaríamos, mas por essas duas que temos, entendemos que, depois de ter escrito a primeira, Paulo os visitou, conforme havia dito em 1ª Co 16.57, na esperança de que a igreja o ajudasse a prosseguir em suas viagens.

   E foi nessa ocasião que algo muito triste aconteceu. Uma pessoa da igreja publicamente ofendeu o apóstolo Paulo.

   Uma coisa, é claro, que ele não esperava; e ficou sem reação. Mas desejou que a igreja, que o conhecia bem, o defendesse, e corrigisse o ofensor; mas ninguém reagiu.

   Então Paulo, ao partir dali, para continuar suas viagens, mas com um grande peso no coração, disse que voltaria noutra ocasião.

  Algum tempo depois, refletindo sobre o assunto, e ainda tomado pela tristeza, em vez de ir pessoalmente, achou melhor escrever uma carta.

  Essa, que não foi preservada, é mencionada aqui nos vs. 1-4, e que alguns estudiosos chamam de “carta severa”, e outros, “carta lacrimosa”.

  Severa porque nela Paulo usou palavras fortes de repreensão à igreja, e lacrimosa porque ele escreveu aos prantos.

  Então Tito, um dos colaboradores de Paulo, levou a carta aos coríntios, e depois disso se encontraria com Paulo na cidade Trôade, para dar notícias sobre a reação da igreja.

 Mas quando chegou a Trôade e Tito não estava lá, Paulo ficou mais triste ainda, e partiu para a Macedônia, onde havia a igreja de Filipos e outras.

 O que ele não sabia àquela altura é que sua carta severa havia produzido bons frutos: a igreja se arrependeu de sua inércia, repreendeu o ofensor, que se disse arrependido também, e contaram a Tito como tinham saudades do apóstolo.

  Quando finalmente se encontrou com Tito, Paulo ficou transbordante de alegria.

  Por isso torna a escrever, agora pedindo que o seu ofensor fosse restaurado; que fosse perdoado e confortado, senão, Satanás alcançaria vantagem sobre todos.

  Prop.

v. 11 - para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.

  Com base nos acontecimentos aqui, eu quero meditar com vocês sobre três comportamentos, ou atitudes do crente, das quais devemos fugir, pois têm o potencial de dar vantagens a Satanás.

  Divs

  1. Primeira atitude: a de ofensor

  Por um lado Satanás alcança vantagem porque usa o ofensor; por outro, porque fere o ofendido.

  E com ofensa eu quero dizer um ataque a outra pessoa, ao seu caráter; um ultraje; um desrespeito.

 O que teria acontecido especificamente é motivo de várias teorias, pois Paulo evita descrever diretamente o caso.

  Mas espalhadas pela carta, ele alude a diversas insinuações que eram feitas, e situações ocorridas, que teriam potencial para feri-lo.

 Por exemplo, como já vimos anteriormente, alguns desprezavam a sua autoridade, dizendo que as cartas eram enérgicas, mas pessoalmente, seu ministério era fraco, insignificante.

 Também havia afirmações de que Paulo era um pequeno tirano, um ditador que gostava de dominar a vida de fé dos irmãos; que nutria disposições carnais em seu coração.

 Havia insinuações (talvez porque Paulo expressou desejo de ser enviado pelos Coríntios em suas viagens missionárias), de que ele era um ganancioso, mercadejador da fé – por isso nos capítulos 8 e 9, ao falar sobre ofertas para as igrejas pobres, ele enfatiza que não receberia nada pessoalmente deles, mas encarregaria outros irmãos para isso.

 Havia até quem dissesse que Paulo não tinha cartas de recomendação de Jerusalém.

 Mas há uma hipótese bem antiga, dos primeiros séculos,1 que me parece bastante plausível.

 É que em 1ª aos Coríntios 5, Paulo precisou tratar de um assunto delicado.

 Houve um homem na igreja, que estava praticando imoralidade sexual. Era tão atrevido que tinha relações com a esposa do seu próprio pai.

 E a igreja não tomou atitude alguma.

 Quando ficou sabendo, Paulo os repreendeu fortemente, para que excluíssem aquele homem da igreja, que o entregassem a Satanás, a fim de que, sendo castigado em sua carne, se arrependesse e seu espírito fosse salvo.

 Depois, quando Paulo foi novamente a Corinto, esperando que a igreja tivesse obedecido, o que encontrou foi desobediência, a ponto de alguém desrespeitá-lo publicamente; talvez o próprio imoral.

 Seja isso o que aconteceu ou não, o que é claro é que alguém na igreja insultou Paulo, e ficou por isso mesmo.

 O escritor John Bevere, com muita razão, diz que “a ofensa é isca de Satanás”,2 um instrumento através do qual o diabo fere e desperta dores no ofendido, provoca amarguras em seu coração.

 Por outro lado, o ofensor provoca tristezas, divisões e escândalos na igreja.

 A prática da ofensa é fruto de orgulho, sentimento de superioridade, rebeldia contra a Palavra de Deus. O ofensor não se acha em pecado; ao contrário, ele se acha cheio de razão.

 E Satanás alcança vantagem.

  2. Segunda atitude: a falta de correção

  Por que Paulo esperava que a igreja o tivesse defendido, e repreendido ao seu ofensor?

  Não foi ele que escreveu: – “Se tendes alguma queixa contra outrem, perdoai, como Deus em Cristo vos perdoou” 3 ?

  Não foi ele que escreveu: – “Abençoai os que vos maldizem, orai pelos perseguem... vencei o mal com o bem...?” 4

  Então, por que aqui exigiu que o ofensor fosse punido?

  A resposta é: “para o bem de todos”.

  Mais tarde, no cap. 7, Paulo enfatizará que sua maior motivação foi dar oportunidade à igreja para fazer o que é certo. Mas isso não quer dizer que fosse a única razão.

  Primeiro, ele deixa claríssimo, havia sido machucado, e isso por pessoas que deveriam alegrá-lo. Pessoas a quem amava muito.

vs. 4, 5 – Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida. 5 Ora, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós.

  Há duas expressões que revelam muito do sentimento que Paulo nutria.

  Uma delas é que, sentia, o ofensor não tinha entristecido somente a ele, mas, em parte, à igreja também.

  Isto é, Paulo se sentia parte da igreja, como membro de um corpo. E como ele já havia ensinado antes, “se um membro sofre, todos sofrem com ele”.

  A outra expressão é “escrevi com muitas lágrimas, não com o propósito de deixar vocês tristes, mas para que vocês conheçam o amor sem medida que tenho por vocês”.

  No capítulo 6 ele não mede palavras para expressar seu amor.

2ª Co 6.11-13 – Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. 12 Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos. 13 Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós.

  Não me parece a “chorosidade de um coração ensimesmado”, mas de um homem pleno da graça de Deus, que se entregava pela igreja.

  Paulo era humano, emotivo, coração cheio de amor, disposto a perdoar, mas também entendia a dignidade humana; que ofender a outro ser humano é pecado.

    Paulo entendia a necessidade de arrependimento do ofensor, e a responsabilidade da igreja.

  Além disso, se a integridade pessoal de Paulo estava sendo destruída, não era um pecado sem importância; ao contrário, de extrema relevância.

    A segunda razão é que o ofensor tinha a necessidade espiritual de ser corrigido.

    Jesus veio para chamar pecadores ao arrependimento.

    Ele colocou o arrependimento como condição para o perdão.

    Tanto em nosso relacionamento com Deus, como em nossos relacionamentos uns com os outros.

    E também disse que, quando um irmão ofende outro, deve haver amorosa confrontação.

    Um assunto tão relevante ponto de, se alguém não se arrepender, deve ser excluído da comunhão.

    Amar significa perdoar, mas também corrigir.

    Porque a correção é um instrumento de libertação.

2ª Tm 2.24-26 - Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, 25 disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, 26 mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.

  Irmãos, orar é necessário em todas as ocasiões; mas às vezes, para que alguém seja liberto dos laços do diabo, a solução não é “oração de libertação”; não é "vigília no monte". E também não é "água benta nem óleo ungido"; é disciplina; com mansidão, com paciência, com instrução, mas disciplina, visando arrependimento. Arrependimento liberta.

 Há pessoas que simplesmente não crescem espiritualmente, porque não são disciplinadas, ou não aprendem com a disciplina. São eternos ofensores, escravos de si mesmos e de Satanás.

  Se não houver arrependimento, quem leva vantagem é o diabo.

  E em terceiro, a igreja precisa corrigir os ofensores, para o seu próprio bem.

 Por mais que tenhamos boa vontade, se for uma boa vontade que desobedece a Deus, quem leva vantagem é o diabo.

  Mas vamos ao terceiro ponto. O diabo também leva vantagem quando há...

  3. Correção em excesso

vs. 6, 7 – ...basta-lhe a punição pela maioria. 7 De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza. 8 Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.

  Muitas vezes, a tristeza é uma necessidade espiritual. Ela faz parte do nosso processo de santificação.

  Choramos quando percebemos a praga do pecado que ainda habita em nós.5

  Choramos quando vemos o pecado na igreja.6

  Quando vemos os males do mundo. Jesus chorou, ao ver os males do mundo.7

  Choramos quando disciplinados por Deus.8

  No cap. 7, encerrando o assunto, Paulo diz que foi bom todos terem se entristecido com tudo o que aconteceu.

2ª Co 7.8-10 – Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me tenha arrependido (vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo), 9 agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. 10 Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.

  Por essas coisas sabemos: em certas ocasiões, uma dose de tristeza é necessária para a nossa saúde espiritual.

  Mas ainda assim, quando é excessiva, faz mal, torna-se destrutiva. Como um remédio, que deve ser tomado nas horas certas, na dose certa, durante certo tempo; mas se houver superdosagem, fará mal à saúde.

  Então, primeiro a correção, na esperança de que haja arrependimento.

  Mas depois do arrependimento, o conforto, o amor, o perdão, de todos os ofendidos.

  Para que Satanás não leve vantagem.

 Vejam que, em momento algum, Paulo diz que as coisas que tinham acontecido foram causadas diretamente por Satanás.

 Ele vê tudo como comportamentos humanos que tinham que ser corrigidos por comportamentos humanos.

  Mas, ao mesmo tempo, entendia que o verdadeiro mundo em que habitamos não é constituído apenas de interesses humanos.

  Que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades.9

  E os principados e potestades, que estão observando a igreja, devem pelo testemunho dela conhecer a sabedoria de Deus.10

  Não somente pela correção, mas também pelo perdão, pelo amor, pela consolação.

  Se não houver perdão, consolação para os arrependidos, quem leva vantagem sobre todos é o diabo.

  Se houver persistência de amarguras, ou excesso de disciplina, quem leva vantagem sobre os ofendidos é Satanás.

  Conclusão

  Vamos resumir o que destacamos.

  Satanás, o inimigo das nossas almas, alcança vantagem sobre nós:

  Quando cometemos ofensas contra os nossos irmãos.

  Quando nos sentimos ofendidos.

  Quando os ofensores não são corrigidos.

  Quando os arrependidos não são perdoados.

  Quando, ao invés de entender que a luta do crente é contra os principados e potestades, os crentes ficam lutando uns contra os outros, com divisões, orgulhos e ofensas.

  Em outras palavras, Satanás atira para todos os lados, e qualquer que seja o estrago, agrada a ele.

  Aplicações

  Não dê vantagem ao diabo

  1. Não ofenda seus irmãos; mas se tiver acontecido, em nome de Jesus, pela graça de Jesus que há em você, procure-o, converse com ele, reconcilie-se com ele.

  Mas, e se a sua intenção não foi ofender? Da mesma forma, procure.

  Um pastor que conheci, me contou de uma família que se sentiu ofendida por ele. Aquelas pessoas sentiam que o pastor as desprezava. Mas ele não entendia da mesma maneira.

  Então, depois de ouvir tudo o que tinham a dizer, ele respondeu:

  – Irmãos, eu realmente não consigo enxergar as coisas assim; nada fiz para desprezá-los. Mas eu quero pedir uma coisa: os irmãos podem me perdoar?

  E houve lágrimas, e perdão, e se tornaram grandes amigos.

  2. Se você não for o ofensor, mas o ofendido, não o condene em seu coração.

  Não crie raízes amargas em seu coração; ela não somente perturbaria você, mas se espalharia para o coração de outros.

  Procure o irmão que o entristeceu, ou despertou sua ira. Converse de irmão para irmão.

  Se não conseguir que o outro se arrependa, então você tem dois caminhos possíveis:

  Primeiro, não leve mais em consideração, supere, dê tempo ao seu irmão, para que ele seja trabalhado pelo Senhor.

  Mas segundo, se não estiver conseguindo, se a ferida for grande, peça ajuda de alguém.

  Alguém que seja compreensivo, discreto, que tenha domínio de si, para ajudá-los a conversar.

  Não foi isso que Paulo pediu ao seu cooperador em Filipos, para que ajudasse Evódia e Síntique a se reconciliarem?

  Pessoas santas, amorosas e compreensivas podem ajudar muito.

  3. Se necessário, submeta-se à correção pastoral, e à correção da igreja.

  Permita ser confrontado.

  Não seja um lobo disfarçado de ovelha. Uma das coisas mais tristes que vejo é quando pessoas, ao invés de reconhecer seus erros, ficam colocando a culpa em outros.

  Submeta-se à disciplina

  Não caia na armadilha de pensar que ninguém tem nada a ver com tua vida. Não seja orgulhoso. Não seja rebelde. Não provoque divisões.

  4. Perdoe os arrependidos

  Não guarde rancor. Não se afaste. Abra o seu coração ao Espírito Santo.

  Eu sei que isso, o abrir o coração, muitas vezes dói – veja as dores de Paulo. Mas não deixe que os pecados de outros façam o seu amor esfriar. Você foi chamado para amar com um amor semelhante a Jesus.


__________________________________

1 Conf. Hubbard, Moyer V., Comentário expositivo em 2ª aos Coríntios (São Paulo: Vida Nova, 2021), pág. 33; Kruse, Colin, II Coríntios, Introdução e Comentário (São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1994), págs. 46-50; Keener, S. Craig, Comentário Hisórico-Cultural da Bíblia – Novo Testamento (São Paulo: Vida Nova, 2017), pág. 598.

2 Bevere, John, A isca de Satanás (Rio de Janeiro: Luz para as nações, 2019).

3 Cl 3.13

4 Rm 12.14, 21

5 Tg 4.9

6 Sl 119.136

7 Lc 19.41

8 Hb 12.11

9 Ef 6.11, 12

10 Ef 3.10


domingo, 16 de agosto de 2026

Deus de promessas - 2 Co 1.15-24

Pr. Plinio Fernandes

Mensagem pregada em Domingo, 16 de agosto de 2026, na 3ª Igreja Presbiteriana Conservadora de Guarulhos

Com esta confiança, resolvi ir, primeiro, encontrar-me convosco, para que tivésseis um segundo benefício; 16 e, por vosso intermédio, passar à Macedônia, e da Macedônia voltar a encontrar-me convosco, e ser encaminhado por vós para a Judéia. 17 Ora, determinando isto, terei, porventura, agido com leviandade? Ou, ao deliberar, acaso delibero segundo a carne, de sorte que haja em mim, simultaneamente, o sim e o não? 18 Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. 19 Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. 20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. 21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, 22 que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração. 23 Eu, porém, por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei ainda a Corinto; 24 não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vossa alegria; porquanto, pela fé, já estais firmados 2:1 Isto deliberei por mim mesmo: não voltar a encontrar-me convosco em tristeza. 2 Porque, se eu vos entristeço, quem me alegrará, senão aquele que está entristecido por mim mesmo? 3 E isto escrevi para que, quando for, não tenha tristeza da parte daqueles que deveriam alegrar-me, confiando em todos vós de que a minha alegria é também a vossa. 4 Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida.

    Intr.

O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios, vem do Senhor (Pv 16.1)

    O texto que lemos é mais um exemplo, na Bíblia, de que, embora possamos ter boas intenções, e fazer planos santos, nem sempre conseguimos realizar o que pretendemos.

    E que muitas vezes, temos que refazer nossos pensamentos, mudar de ideia, não por inconstância, mas por amadurecimento, ou pelo desenrolar das circunstâncias, e por entender mais plenamente o que é melhor.

    Nos versículos que antecedem ao nosso texto de hoje, o apóstolo Paulo falou sobre a confiança que tinha, diante de Deus, de que entre ele e a igreja de Corinto, no seu geral, havia um relacionamento de mútua confiança e edificação no evangelho de Jesus.

    Mas também começou a dar a entender – para nós, pois os coríntios entendiam claramente o que Paulo estava dizendo – que isso, essa confiança mútua, não era da parte de todos.

    Havia naquela igreja alguns que, chegando de fora, e se intitulando apóstolos, na verdade se opunham a Paulo, procurando diminuir a influência dele sobre os coríntios.

    E havia quem estivesse sendo influenciado por eles.

    Como mais tarde Paulo dirá aqui nessa carta, diziam que quando Paulo escrevia, suas palavras eram enérgicas, mas que a presença pessoal dele não impressionava, e que suas palavras eram desprezíveis.

    Aqui no texto de hoje, Paulo alude ao fato de que, tendo primeiramente planejado e falado que iria visitar a igreja de Corinto, depois achou melhor não ir naquele momento.

    Isso deu ocasião a que os adversários dissessem que ele não cumpria o que falava; que não era sincero, ou que era inconstante.

    Então, para dirimir as dúvidas, ele explica o que realmente havia acontecido.

    Ele havia deliberado, de fato, visitar a igreja de Corinto, pois soubera dos problemas que alguns estavam causando.

    Então escreveu-lhes uma carta em que havia alguma repreensão, e a enviou por meio de Tito, dizendo que depois iria pessoalmente.

    Nos vs. 2 a 4 aqui do capítulo 2, Paulo diz que foi uma carta escrita entre lágrimas, com muitas angústias de coração; que o propósito dele não tinha sido entristecê-los, mas que eles percebessem quanto os amava.

    Depois de entregue e lida a carta, Tito voltaria para se encontrar com ele Trôade, traria notícias, e juntos iriam para Corinto.

    Encaminhados pelos coríntios, iriam à Macedônia, e finalmente voltariam a Corinto.

    Mas quando chegou a Trôade, não encontrou Tito.

    E tão preocupado ficou que, mesmo tendo ali uma porta aberta para pregar o evangelho, despediu-se deles e foi para a Macedônia.

    Achou melhor não se encontrar com os coríntios num momento de conflito. Na verdade, ele dirá no capítulo 12, tinha receio de que indo outra vez, fosse humilhado no meio deles, chorando por causa de alguns que não se arrependiam de suas impurezas.

    Só ficou tranquilo quando finalmente Tito chegou trazendo boas notícias de Corinto; que eles haviam ficado muito tristes e arrependidos quando leram a carta, que haviam disciplinado à pessoa que entristecera Paulo.

    Mas vocês sabem que rebeldia é uma coisa contagiosa.

    Na revolta de Corá, Datã e Abirão contra Moisés (Nm 16), mesmo tendo sido castigados por Deus, depois disso a congregação inteira se levantou contra Moisés e contra Arão, dizendo:

    – Vós matastes o povo do Senhor!

    E aqui também; não todos, mas alguns ainda procuravam caluniar Paulo.

    Por isso, além de se defender explicando paciente e amorosamente, Paulo invoca a Santíssima Trindade, explicando:

    No v. 18, que Deus é o seu padrão de conduta.

    No v. 21, que Deus é quem o ungiu; e quem o confirmou, Jesus Cristo.

    No 22, que Deus o selou com o penhor do Espírito.

    E no v. 23, que Deus era sua testemunha em tudo o que fazia.

    O que ele quer enfatizar é que sua Apostolicidade, e consequentemente, o seu evangelho, tinham como base a iniciativa do próprio Deus.

    Prop.

    Há muito que podemos aprender aqui, sobre as motivações e conduta pastoral, sobre a conduta dos crentes em geral, sobre a autoridade do evangelho em nós.

    Eu desejo destacar, para a nossa meditação, a doutrina exposta nos vs. 18-20, nas quais ele nos ensina que Jesus Cristo é o cumprimento da Palavra de Deus; do Deus que é fiel.

18 Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não. 19 Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. 20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio.

    Divs.

    1. Deus de promessas!

    Essa é uma frase muito usada nos dias de hoje, que em alguns lugares se torna quase que um clichê: “Deus de alianças, Deus de promessas”.

    No entanto, e ainda que essas frases não estejam literalmente na Bíblia, e que em muitos lugares tenha se tornado chavões, elas expressam, de fato, a maneira de o Senhor se relacionar com toda a sua criação, e mais especialmente com o povo escolhido.

    Deus fez aliança com Adão, Deus fez aliança com os céus e a terra.

    Depois da queda de Adão, Deus começa a revelar uma aliança da graça que passa por Noé, Abraão e sua descendência, o povo de Israel, Judá, Davi, e finalmente culmina em Jesus e todos os escolhidos de Deus, de toda a tribo, língua e nação.

    Nessa aliança de graça, que é totalmente iniciativa de Deus, ele promete ser o nosso Deus, e que nós somos o seu povo, não somente aqui, mas na eternidade.

    De todas as imagens bíblicas para descrever essa aliança, a mais enfatizada é a de um casamento, onde Jeová é o marido, e Israel é a esposa; ou em termos neotestamentários, Jesus é o esposo, e nós, sua igreja, seu povo, somos a noiva.

    É uma aliança de amor, voluntária, e não por coação ou imposição.

    Ora, qualquer aliança envolve promessas: fidelidade, sustento, proteção, auxílio; coisas que se traduzem no dia a dia de muitas maneiras.

    Os nossos antepassados puritanos classificaram as promessas de Deus para nós de muitas maneiras.

    Eu não tenho como expor tudo o que disseram aqui, mas se você quiser conhecer, eu recomendo um livro excelente, chamado “Teologia Puritana – Doutrina para a vida” (Joel R. Beeke); outro excelente livro, que faz uma abordagem devocional, solidamente alicerçada na Teologia Reformada, e que eu recomendo, é “O Deus de Palavra”, de Roger Ellsworth.

    Há promessas relacionadas à lei, e promessas relacionadas ao evangelho.

    Há promessas condicionais, e promessas incondicionais.

    Há promessas gerais, e promessas pessoais.

    Há promessas para a vida presente, e há promessas para a vida futura.

    Quando Deus não permite que vejamos, nesta vida, o cumprimento em nós, de alguma promessa geral, é que ele tem em vista o cumprimento de promessas maiores.

    Em cada “promessa”, Deus está como que colocando uma ponte entre aquilo de bom, abençoador, que ele tenciona fazer, e o momento em que ele faz o que tenciona.

    Deus deseja fazer, Deus promete que fará, e no tempo determinado, ele o faz.

    Portanto, as promessas fazem a ponte, ao nos dar conhecimento, ainda que não completo, e fé e esperança, a fim de que aguardemos o que Deus irá fazer.

    2. Todas as promessas de Deus aos seus escolhidos, são nossas em Cristo Jesus

vs. 19, 20 – Porque o Filho de Deus, Cristo Jesus, que foi, por nosso intermédio, anunciado entre vós, isto é, por mim, e Silvano, e Timóteo, não foi sim e não; mas sempre nele houve o sim. 20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio

    Com isto a Escritura quer dizer, entre outras coisas, que todas as promessas são dadas graças a Cristo como nosso representante. Quando estamos unidos a Cristo pela fé, as promessas são nossas.

    Além disso, quer dizer que todas as promessas se cumprem graças aos méritos de Jesus Cristo, e não aos nossos.

    Ele é quem fez tudo o que nós deveríamos fazer para nos tornarmos merecedores.

    Jesus é a fonte, o meio, e o cumprimento, o herdeiro de todas as promessas, e dele, por ele, e com ele, somos herdeiros de Deus.

    Por exemplo, Deus fez promessas a Abraão e sua descendência.

Gl 3:13-16 – Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), 14 para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. 15 Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa. 16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.

    Aqui Paulo direta e indiretamente menciona duas promessas básicas, que englobam todas as demais que recebemos e temos em Cristo.

    Indiretamente, ele nos lembra da promessa de vida, por meio da lei, ao mencionar a ameaça de maldição para todos os que não cumprem a lei (lei, aqui, a lei do Antigo Testamento).

    A lei dizia que todos os que não a obedecessem eram malditos, condenados. O que era o caso de todos nós, pois todos pecamos.

    Mas então, o que Jesus Cristo fez? Ele nos resgatou da maldição da lei, levando sobre a cruz os nossos pecados, fazendo-se maldição em nosso lugar.

    Vale a pena ler aqui também os vs. 1, 2, para entender a maneira como recebemos essa redenção em Cristo.

Gl 3:1-2 – Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? 2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

    Paulo aqui repreende os gálatas, pois alguns falsos mestres estavam como que enfeitiçando os gálatas, no sentido de que deveriam, se quisessem ser salvos, cumprir obras da lei, como circuncisão e sábados.

    – Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

    A resposta que a pergunta exige, e que todo o crente conhece, é óbvia.

    Não; não recebemos o Espírito pelas obras da lei. Foi pela fé em Jesus, que morreu por nós.

    Voltado ao v. 14, a Escritura aqui diz que a bênção de Abraão chegou a nós, em Cristo Jesus, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito Santo, que Deus prometeu à descendência de Abraão.

    E no v. 16, Paulo frisa que a promessa foi feita a Cristo; uma vez que estamos unidos a Cristo, as bênçãos são nossas.

    Assim, aqui temos o cumprimento de duas grandes promessas básicas, da qual derivam todas as outras: o resgate da maldição da lei, e o dom do Espírito Santo em nossos corações.

    Isto nos conduz ao meu terceiro ponto...

    3. Nós compreendemos o nosso viver, à luz das promessas de Deus em Cristo

    Voltemos a 2ª Co 1, para ver como Paulo aplica isto a si mesmo, aos seus cooperadores, e à igreja.

v. 18. – Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não é sim e não.

    Assim como Deus é, assim nós somos também. Por que tanta ousadia no falar?

vs. 21, 22 – Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, 22 que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.

    – Ungidos por Deus – assim como os reis, sacerdotes e profetas foram consagrados ao Senhor, para servi-lo, nós somos também.

    – O mesmo Deus que nos deu esta unção também nos confirmou em Cristo.

    – Colocou em nós o selo do Espírito, e pela sua presença em nosso coração, nos garante que somos dele e unidos a ele.

    Isso não quer dizer que Paulo entendia todas essas coisas como uma autoridade para dominar sobre os irmãos.

    Ao contrário, a ideia de ser uma pessoa dominadora lhe causava aversão. Mas quer dizer, em segundo lugar, que ele entendia o poder e responsabilidade do seu ministério.

    Digo, em segundo lugar, porque em primeiro, a grandeza, o poder, a responsabilidade, e a liberdade de sua vida, no Senhor.

    Há dois pontos aqui.

    3.1. O primeiro, é que essa unção do Espírito em nós não deve ser entendida como uma descrição de alguns poucos privilegiados entre os crentes, mas de todos os crentes.

    Essas promessas são dádivas a todos os crentes, pois todos os crentes estão unidos a Cristo, pela fé.

    Apenas como exemplo, para não me estender demais.

1ª Jo 2.19-20 – Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. 20 E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.

1ª Jo 2:26-27 – Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar. 27 Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.

    Aqui, a unção que vem de Deus e que está sobre todos os verdadeiros crentes tem o sentido de que ela não nos permite ser enganados por falsos mestres, porque temos recebido e o ensino que vem de Deus.

    As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem...

    3.2. O segundo ponto, é que essas verdades não são como que doutrinas para a mente; antes, são o alimento da fé, a realidade da vida que vivemos, tanto agora, como na eternidade

2ª Co 4.13-14 – Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.

    Com outra forma de se expressar, mas com a mesma doutrina, o apóstolo Pedro também escreveu.

2ª Pe 1.3 – Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, 4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo...

    A pontuação da NVT, em parágrafos menores, nos ajuda a ouvir mais claramente o que Pedro diz.

Deus, com seu poder divino, nos concede tudo de que necessitamos para uma vida de devoção, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para si por meio de sua glória e excelência. ⁴ E, por causa de sua glória e excelência, ele nos deu grandes e preciosas promessas. São elas que permitem a vocês participar da natureza divina e escapar da corrupção do mundo causada pelos desejos humanos. ⁵ Diante de tudo isso, esforcem-se ao máximo para corresponder a essas promessas. Acrescentem à fé a excelência moral; à excelência moral o conhecimento...

    E Pedro segue dizendo, até o v. 11, o que o poder dessa comunhão com a natureza divina nos capacita a viver: a virtude, o amor fiel, a fraternidade, a bondade, o domínio próprio, a perseverança, coisas que Paulo descreve como o fruto do Espírito em nós.

    Conclusão

    A Bíblia, Palavra de Deus, explica dois diferentes modos de Deus se relacionar conosco.

    Um modo, é através da justiça da lei.

    A lei contém os seus mandamentos – o que ele requer de nós.

    As ameaças – os castigos do Senhor, se não cumprimos os seus mandamentos.

    As promessas do Senhor, de nos fazer o bem e nos livrarmos do mal, se obedecermos.

    Acontece que, através desse modo, todos nós estaríamos perdidos, amaldiçoados e condenados.

    Por isso, Deus nos deu também outro modo, que é o Evangelho.

    O Evangelho diz que Jesus cumpriu a lei em nosso lugar, vivendo em completa obediência ao Pai, e morrendo em nosso lugar. O justo pelos injustos.

    Assim, Jesus é o herdeiro de todas as promessas de Deus aos que lhe obedecem.

    Quando nos unimos a Jesus, pela fé, tudo o que Jesus conquistou passa a ser nosso também.

    Aplicação

    Eu quero fazer algumas aplicações a todos nós.

    Primeiramente, desejo me dirigir a todos, exortando a que sejam unidos a Jesus por meio da fé.

    Todos os que não têm Jesus Cristo como seu Senhor, como seu único e suficiente salvador, estão vivendo sob a maldição da lei, condenados em seus pecados.

    Se esse é o seu caso, arrependa-se dos seus pecados, creia em Jesus, converta-se a ele, pela fé receba a Jesus em sua vida.

    Em Cristo, todos os pecados são perdoados, todas as maldições são quebradas, toda a obra maligna é destruída.

    Em segundo lugar, desejo exortar a todos também a que conheçam as promessas de Deus para todos os que são crentes em Jesus; o povo da sua aliança.

    Leiam a Palavra de Deus; ouçam; meditem.

    Terceiro, orem com base nas promessas do Senhor com fé, tranquilidade, confiança, sigam as orientações do Senhor, e aguardem.

    Um exemplo ternamente belo nós podemos ver na aliança do Senhor com Davi e o seu descendente (2º Samuel 7 e 1º Crônicas 17).

1º Cr 17.25-27 – 25 Pois tu, Deus meu, fizeste ao teu servo a revelação de que lhe edificarias casa. Por isso, o teu servo se animou para fazer-te esta oração. 26 Agora, pois, ó SENHOR, tu mesmo és Deus e prometeste a teu servo este bem. 27 Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa de teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó SENHOR, a abençoaste, e abençoada será para sempre.

    As promessas da aliança sempre foram motivo de oração para a igreja do Senhor. Ore de acordo com elas.

    Fale de acordo com elas

    – Eu cri, por isso falei. Nós cremos, por isso também falamos.

    Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

    – O meu Deus suprirá cada uma das minhas necessidades...

    – O Senhor é a fortaleza da minha vida.

    – O Senhor é o meu pastor...

    Viva pela fé nessas promessas.

Porque tantas quantas são as promessas de Deus, todas tem em Jesus o sim, para que por ele digamos o amém, para a glória de Deus.

▲Topo