Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

domingo, 23 de agosto de 2026

Não dê vantagens a Satanás - 2ª Co 2.1-11

Pr. Plinio Fernandes

Mensagem de Domingo, 23 de agosto de 2026, na 3ª Igreja Presbiteriana Conservadora de Guarulhos

Amados irmãos, vamos ler 2ª aos Coríntios 2.1-11


Isto deliberei por mim mesmo: não voltar a encontrar-me convosco em tristeza. 2 Porque, se eu vos entristeço, quem me alegrará, senão aquele que está entristecido por mim mesmo? 3 E isto escrevi para que, quando for, não tenha tristeza da parte daqueles que deveriam alegrar-me, confiando em todos vós de que a minha alegria é também a vossa. 4 Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida. 5 Ora, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós; 6 basta-lhe a punição pela maioria. 7 De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza. 8 Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. 9 E foi por isso também que vos escrevi, para ter prova de que, em tudo, sois obedientes. 10 A quem perdoais alguma coisa, também eu perdoo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; 11 para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.

    Intr.

    Na Bíblia nós temos duas cartas que o apóstolo Paulo escreveu à igreja de Corinto.

    A primeira ele escreveu enquanto estava na cidade de Éfeso, e ali recebeu uma visita de crentes coríntios, que relataram alguns problemas da igreja, e levaram uma carta em que a igreja pedia orientações para a vida em geral.

    A segunda, essa que estamos estudando.

    Mas na verdade, ele escreveu pelo menos mais uma, e talvez duas, que não foram preservadas.

   Nós não conhecemos todos os detalhes que gostaríamos, mas por essas duas que temos, entendemos que, depois de ter escrito a primeira, Paulo os visitou, conforme havia dito em 1ª Co 16.57, na esperança de que a igreja o ajudasse a prosseguir em suas viagens.

   E foi nessa ocasião que algo muito triste aconteceu. Uma pessoa da igreja publicamente ofendeu o apóstolo Paulo.

   Uma coisa, é claro, que ele não esperava; e ficou sem reação. Mas desejou que a igreja, que o conhecia bem, o defendesse, e corrigisse o ofensor; mas ninguém reagiu.

   Então Paulo, ao partir dali, para continuar suas viagens, mas com um grande peso no coração, disse que voltaria noutra ocasião.

  Algum tempo depois, refletindo sobre o assunto, e ainda tomado pela tristeza, em vez de ir pessoalmente, achou melhor escrever uma carta.

  Essa, que não foi preservada, é mencionada aqui nos vs. 1-4, e que alguns estudiosos chamam de “carta severa”, e outros, “carta lacrimosa”.

  Severa porque nela Paulo usou palavras fortes de repreensão à igreja, e lacrimosa porque ele escreveu aos prantos.

  Então Tito, um dos colaboradores de Paulo, levou a carta aos coríntios, e depois disso se encontraria com Paulo na cidade Trôade, para dar notícias sobre a reação da igreja.

 Mas quando chegou a Trôade e Tito não estava lá, Paulo ficou mais triste ainda, e partiu para a Macedônia, onde havia a igreja de Filipos e outras.

 O que ele não sabia àquela altura é que sua carta severa havia produzido bons frutos: a igreja se arrependeu de sua inércia, repreendeu o ofensor, que se disse arrependido também, e contaram a Tito como tinham saudades do apóstolo.

  Quando finalmente se encontrou com Tito, Paulo ficou transbordante de alegria.

  Por isso torna a escrever, agora pedindo que o seu ofensor fosse restaurado; que fosse perdoado e confortado, senão, Satanás alcançaria vantagem sobre todos.

  Prop.

v. 11 - para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.

  Com base nos acontecimentos aqui, eu quero meditar com vocês sobre três comportamentos, ou atitudes do crente, das quais devemos fugir, pois têm o potencial de dar vantagens a Satanás.

  Divs

  1. Primeira atitude: a de ofensor

  Por um lado Satanás alcança vantagem porque usa o ofensor; por outro, porque fere o ofendido.

  E com ofensa eu quero dizer um ataque a outra pessoa, ao seu caráter; um ultraje; um desrespeito.

 O que teria acontecido especificamente é motivo de várias teorias, pois Paulo evita descrever diretamente o caso.

  Mas espalhadas pela carta, ele alude a diversas insinuações que eram feitas, e situações ocorridas, que teriam potencial para feri-lo.

 Por exemplo, como já vimos anteriormente, alguns desprezavam a sua autoridade, dizendo que as cartas eram enérgicas, mas pessoalmente, seu ministério era fraco, insignificante.

 Também havia afirmações de que Paulo era um pequeno tirano, um ditador que gostava de dominar a vida de fé dos irmãos; que nutria disposições carnais em seu coração.

 Havia insinuações (talvez porque Paulo expressou desejo de ser enviado pelos Coríntios em suas viagens missionárias), de que ele era um ganancioso, mercadejador da fé – por isso nos capítulos 8 e 9, ao falar sobre ofertas para as igrejas pobres, ele enfatiza que não receberia nada pessoalmente deles, mas encarregaria outros irmãos para isso.

 Havia até quem dissesse que Paulo não tinha cartas de recomendação de Jerusalém.

 Mas há uma hipótese bem antiga, dos primeiros séculos,1 que me parece bastante plausível.

 É que em 1ª aos Coríntios 5, Paulo precisou tratar de um assunto delicado.

 Houve um homem na igreja, que estava praticando imoralidade sexual. Era tão atrevido que tinha relações com a esposa do seu próprio pai.

 E a igreja não tomou atitude alguma.

 Quando ficou sabendo, Paulo os repreendeu fortemente, para que excluíssem aquele homem da igreja, que o entregassem a Satanás, a fim de que, sendo castigado em sua carne, se arrependesse e seu espírito fosse salvo.

 Depois, quando Paulo foi novamente a Corinto, esperando que a igreja tivesse obedecido, o que encontrou foi desobediência, a ponto de alguém desrespeitá-lo publicamente; talvez o próprio imoral.

 Seja isso o que aconteceu ou não, o que é claro é que alguém na igreja insultou Paulo, e ficou por isso mesmo.

 O escritor John Bevere, com muita razão, diz que “a ofensa é isca de Satanás”,2 um instrumento através do qual o diabo fere e desperta dores no ofendido, provoca amarguras em seu coração.

 Por outro lado, o ofensor provoca tristezas, divisões e escândalos na igreja.

 A prática da ofensa é fruto de orgulho, sentimento de superioridade, rebeldia contra a Palavra de Deus. O ofensor não se acha em pecado; ao contrário, ele se acha cheio de razão.

 E Satanás alcança vantagem.

  2. Segunda atitude: a falta de correção

  Por que Paulo esperava que a igreja o tivesse defendido, e repreendido ao seu ofensor?

  Não foi ele que escreveu: – “Se tendes alguma queixa contra outrem, perdoai, como Deus em Cristo vos perdoou” 3 ?

  Não foi ele que escreveu: – “Abençoai os que vos maldizem, orai pelos perseguem... vencei o mal com o bem...?” 4

  Então, por que aqui exigiu que o ofensor fosse punido?

  A resposta é: “para o bem de todos”.

  Mais tarde, no cap. 7, Paulo enfatizará que sua maior motivação foi dar oportunidade à igreja para fazer o que é certo. Mas isso não quer dizer que fosse a única razão.

  Primeiro, ele deixa claríssimo, havia sido machucado, e isso por pessoas que deveriam alegrá-lo. Pessoas a quem amava muito.

vs. 4, 5 – Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida. 5 Ora, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós.

  Há duas expressões que revelam muito do sentimento que Paulo nutria.

  Uma delas é que, sentia, o ofensor não tinha entristecido somente a ele, mas, em parte, à igreja também.

  Isto é, Paulo se sentia parte da igreja, como membro de um corpo. E como ele já havia ensinado antes, “se um membro sofre, todos sofrem com ele”.

  A outra expressão é “escrevi com muitas lágrimas, não com o propósito de deixar vocês tristes, mas para que vocês conheçam o amor sem medida que tenho por vocês”.

  No capítulo 6 ele não mede palavras para expressar seu amor.

2ª Co 6.11-13 – Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. 12 Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos. 13 Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós.

  Não me parece a “chorosidade de um coração ensimesmado”, mas de um homem pleno da graça de Deus, que se entregava pela igreja.

  Paulo era humano, emotivo, coração cheio de amor, disposto a perdoar, mas também entendia a dignidade humana; que ofender a outro ser humano é pecado.

    Paulo entendia a necessidade de arrependimento do ofensor, e a responsabilidade da igreja.

  Além disso, se a integridade pessoal de Paulo estava sendo destruída, não era um pecado sem importância; ao contrário, de extrema relevância.

    A segunda razão é que o ofensor tinha a necessidade espiritual de ser corrigido.

    Jesus veio para chamar pecadores ao arrependimento.

    Ele colocou o arrependimento como condição para o perdão.

    Tanto em nosso relacionamento com Deus, como em nossos relacionamentos uns com os outros.

    E também disse que, quando um irmão ofende outro, deve haver amorosa confrontação.

    Um assunto tão relevante ponto de, se alguém não se arrepender, deve ser excluído da comunhão.

    Amar significa perdoar, mas também corrigir.

    Porque a correção é um instrumento de libertação.

2ª Tm 2.24-26 - Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, 25 disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, 26 mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.

  Irmãos, orar é necessário em todas as ocasiões; mas às vezes, para que alguém seja liberto dos laços do diabo, a solução não é “oração de libertação”; não é "vigília no monte". E também não é "água benta nem óleo ungido"; é disciplina; com mansidão, com paciência, com instrução, mas disciplina, visando arrependimento. Arrependimento liberta.

 Há pessoas que simplesmente não crescem espiritualmente, porque não são disciplinadas, ou não aprendem com a disciplina. São eternos ofensores, escravos de si mesmos e de Satanás.

  Se não houver arrependimento, quem leva vantagem é o diabo.

  E em terceiro, a igreja precisa corrigir os ofensores, para o seu próprio bem.

 Por mais que tenhamos boa vontade, se for uma boa vontade que desobedece a Deus, quem leva vantagem é o diabo.

  Mas vamos ao terceiro ponto. O diabo também leva vantagem quando há...

  3. Correção em excesso

vs. 6, 7 – ...basta-lhe a punição pela maioria. 7 De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza. 8 Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.

  Muitas vezes, a tristeza é uma necessidade espiritual. Ela faz parte do nosso processo de santificação.

  Choramos quando percebemos a praga do pecado que ainda habita em nós.5

  Choramos quando vemos o pecado na igreja.6

  Quando vemos os males do mundo. Jesus chorou, ao ver os males do mundo.7

  Choramos quando disciplinados por Deus.8

  No cap. 7, encerrando o assunto, Paulo diz que foi bom todos terem se entristecido com tudo o que aconteceu.

2ª Co 7.8-10 – Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me tenha arrependido (vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo), 9 agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. 10 Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.

  Por essas coisas sabemos: em certas ocasiões, uma dose de tristeza é necessária para a nossa saúde espiritual.

  Mas ainda assim, quando é excessiva, faz mal, torna-se destrutiva. Como um remédio, que deve ser tomado nas horas certas, na dose certa, durante certo tempo; mas se houver superdosagem, fará mal à saúde.

  Então, primeiro a correção, na esperança de que haja arrependimento.

  Mas depois do arrependimento, o conforto, o amor, o perdão, de todos os ofendidos.

  Para que Satanás não leve vantagem.

 Vejam que, em momento algum, Paulo diz que as coisas que tinham acontecido foram causadas diretamente por Satanás.

 Ele vê tudo como comportamentos humanos que tinham que ser corrigidos por comportamentos humanos.

  Mas, ao mesmo tempo, entendia que o verdadeiro mundo em que habitamos não é constituído apenas de interesses humanos.

  Que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades.9

  E os principados e potestades, que estão observando a igreja, devem pelo testemunho dela conhecer a sabedoria de Deus.10

  Não somente pela correção, mas também pelo perdão, pelo amor, pela consolação.

  Se não houver perdão, consolação para os arrependidos, quem leva vantagem sobre todos é o diabo.

  Se houver persistência de amarguras, ou excesso de disciplina, quem leva vantagem sobre os ofendidos é Satanás.

  Conclusão

  Vamos resumir o que destacamos.

  Satanás, o inimigo das nossas almas, alcança vantagem sobre nós:

  Quando cometemos ofensas contra os nossos irmãos.

  Quando nos sentimos ofendidos.

  Quando os ofensores não são corrigidos.

  Quando os arrependidos não são perdoados.

  Quando, ao invés de entender que a luta do crente é contra os principados e potestades, os crentes ficam lutando uns contra os outros, com divisões, orgulhos e ofensas.

  Em outras palavras, Satanás atira para todos os lados, e qualquer que seja o estrago, agrada a ele.

  Aplicações

  Não dê vantagem ao diabo

  1. Não ofenda seus irmãos; mas se tiver acontecido, em nome de Jesus, pela graça de Jesus que há em você, procure-o, converse com ele, reconcilie-se com ele.

  Mas, e se a sua intenção não foi ofender? Da mesma forma, procure.

  Um pastor que conheci, me contou de uma família que se sentiu ofendida por ele. Aquelas pessoas sentiam que o pastor as desprezava. Mas ele não entendia da mesma maneira.

  Então, depois de ouvir tudo o que tinham a dizer, ele respondeu:

  – Irmãos, eu realmente não consigo enxergar as coisas assim; nada fiz para desprezá-los. Mas eu quero pedir uma coisa: os irmãos podem me perdoar?

  E houve lágrimas, e perdão, e se tornaram grandes amigos.

  2. Se você não for o ofensor, mas o ofendido, não o condene em seu coração.

  Não crie raízes amargas em seu coração; ela não somente perturbaria você, mas se espalharia para o coração de outros.

  Procure o irmão que o entristeceu, ou despertou sua ira. Converse de irmão para irmão.

  Se não conseguir que o outro se arrependa, então você tem dois caminhos possíveis:

  Primeiro, não leve mais em consideração, supere, dê tempo ao seu irmão, para que ele seja trabalhado pelo Senhor.

  Mas segundo, se não estiver conseguindo, se a ferida for grande, peça ajuda de alguém.

  Alguém que seja compreensivo, discreto, que tenha domínio de si, para ajudá-los a conversar.

  Não foi isso que Paulo pediu ao seu cooperador em Filipos, para que ajudasse Evódia e Síntique a se reconciliarem?

  Pessoas santas, amorosas e compreensivas podem ajudar muito.

  3. Se necessário, submeta-se à correção pastoral, e à correção da igreja.

  Permita ser confrontado.

  Não seja um lobo disfarçado de ovelha. Uma das coisas mais tristes que vejo é quando pessoas, ao invés de reconhecer seus erros, ficam colocando a culpa em outros.

  Submeta-se à disciplina

  Não caia na armadilha de pensar que ninguém tem nada a ver com tua vida. Não seja orgulhoso. Não seja rebelde. Não provoque divisões.

  4. Perdoe os arrependidos

  Não guarde rancor. Não se afaste. Abra o seu coração ao Espírito Santo.

  Eu sei que isso, o abrir o coração, muitas vezes dói – veja as dores de Paulo. Mas não deixe que os pecados de outros façam o seu amor esfriar. Você foi chamado para amar com um amor semelhante a Jesus.


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1 Conf. Hubbard, Moyer V., Comentário expositivo em 2ª aos Coríntios (São Paulo: Vida Nova, 2021), pág. 33; Kruse, Colin, II Coríntios, Introdução e Comentário (São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1994), págs. 46-50; Keener, S. Craig, Comentário Hisórico-Cultural da Bíblia – Novo Testamento (São Paulo: Vida Nova, 2017), pág. 598.

2 Bevere, John, A isca de Satanás (Rio de Janeiro: Luz para as nações, 2019).

3 Cl 3.13

4 Rm 12.14, 21

5 Tg 4.9

6 Sl 119.136

7 Lc 19.41

8 Hb 12.11

9 Ef 6.11, 12

10 Ef 3.10


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