Mensagem anunciada em 13 de setembro de 2026, na 3ª Igreja Presbiteriana Conservadora de Guarulhos
Pr. Plinio Fernandes
Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. 2 De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. 3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, 4 visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 5 É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. 6 Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. 7 Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. 8 A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. 9 Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 10 O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
Intr.
Daqui a três semanas nós, povo brasileiro deveremos comparecer às urnas para a eleição do presidente da república, de senadores e deputados federais que comporão o congresso nacional, de governadores e deputados estaduais.
Por isso, irmãos, eu achei por bem voltar-me para esse texto da Palavra do Senhor, pois, ao contrário do que muitos poderiam pensar, entendemos que como crentes em Jesus, sal da terra e luz do mundo, temos um papel importantíssimo nessa hora também.
Desde o início do cap. 12 aqui desta carta, o apóstolo Paulo está nos ensinando sobre o modo de vida que devemos cultivar, uma vez que conhecemos as misericórdias de Deus por meio do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Então, começando com o nosso relacionamento com Deus, a quem nos oferecemos para servir, depois, sobre o uso dos nossos dons e nossos relacionamentos uns com os outros como igreja, e também com os de fora, aqui no cap. 13 ele ensina sobre a nossa atitude em relação às autoridades governamentais.
Não é necessário abordar as várias formas de governo que existem, pois as orientações de Paulo sempre seriam as mesmas; então iremos direto aos ensinos que ele nos transmite aqui, e suas implicações para nós como crentes, não de modo geral, mas mais especialmente nesses dias cruciais em que estamos vivendo.
O célebre teólogo reformado, Abraão Kuyper sintetizou a nossa visão cristã sobre o senhorio de Cristo naquela conhecida frase:
“Não há um único centímetro quadrado em toda a extensão da vida humana sobre o qual Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: É meu!”
Prop.
E o que ele disse concorda com o ensino que temos nesse texto: que os governos das nações estão sob o senhorio de Cristo.
Embora não tenhamos como abordar tudo o que a Bíblia nos ensina sobre esse tema, eu quero destacar pontos importantes para esta hora.
Divs.
1. Devemos entender que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus
v. 1 – Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.
Esse é um ensino fundamental de nossa atitude diante dos governos.
O senhorio de Cristo não é limitado aos crentes, ou à igreja, isto é não é somente na esfera da salvação eterna.
Jesus Cristo é Senhor sobre todos, sobre tudo o que existe, nos céus e na terra, as coisas visíveis e as invisíveis.
Inclusive Jesus Cristo é o governador supremo de todas as nações. É o rei das nações.
É certo que as afirmações de Paulo aqui, em relação às autoridades descrevem o que pode ser aplicado a todas as nossas instituições sociais: a família, a escola, a igreja.
Mas nesse texto ele está se referindo mais especificamente às autoridades governamentais.
A autoridade é uma decorrência natural da própria sociedade e socialização humanas; desde a criação, quando o Senhor disse que o ser humano deveria governar a terra.
E o Senhor também estabeleceu que, entre os seres humanos, governadores da terra, em suas famílias, os de sexo masculino seriam os líderes, e os de sexo feminino, as auxiliadoras.
Mais tarde, o apóstolo Paulo explica que o homem deve ser o líder, porque Deus criou primeiro o homem, e depois a mulher; a mulher por causa do homem, e não o homem por causa da mulher.
Isso nada tem a ver com machismo, despotismo ou dominação de um sexo sobre o outro, pois ambos são à imagem de Deus, igualmente dignos, idôneos, e complementares: os homens não vivem sem as mulheres, e as mulheres, não sem os homens.
E assim como a mulher procede do homem, assim o homem da mulher.
Mas é que toda a organização social, começando com a família, necessita ordem, direção, propósito.
Onde existe anarquia, isto é, onde cada um faz o que acha melhor, o resultado é desintegração relacional e social.
Então, desde o começo do mundo, na medida em que as sociedades se desenvolveram e organizaram (os dois ao mesmo tempo), sempre houve uma hierarquia de autoridade, visando o bem comum.
Mesmo que não houvesse pecado, existiria governos.
E naturalmente esses governos estariam submissos à autoridade maior, que é o Senhor.
Mas depois que o pecado passou a ser parte da natureza humana, a necessidade de autoridades se tornou maior ainda.
Por isso, assim como, mesmo depois do pecado, Deus não anulou a autoridade na família, também não o fez na sociedade.
Mas passou a descrever com clareza quais os deveres das autoridades, para restabelecer a ordem.
Uma das coisas que o Senhor fez ao estabelecer Israel como uma luz para as nações; foi dizer que os reis de Israel não deveriam ser como os demais: deveriam meditar e ser obedientes à lei; não poderiam se enriquecer, multiplicando para si cavalos, nem ter muitas esposas, nem ser déspotas tiranos sobre o povo; não deveriam ser parciais, não poderiam aceitar subornos nem subornar alguém, não deveriam ser orgulhosos, mas governar com justiça, defender os humildes, defender a nação.
Neste sentido, o Antigo Testamento chama os reis e juízes de pastores de Israel, que governavam em nome de Deus.
Eles deveriam ser modelos que tipificavam o próprio Senhor Jesus Cristo, nosso grande rei-pastor.
É com fundamento na revelação de Deus sobre o assunto, que Paulo diz: “toda a autoridade procede de Deus”.
Toda as autoridades foram instituídas por Deus.
Toda autoridade é ordenação de Deus.
Essa linha de pensamento nos conduz então, à segunda afirmação do apóstolo aqui em nosso texto.
2. Devemos entender que as autoridades são ministros de Deus
Nos vs. 4 a 6, Paulo usa a frase “ministros de Deus” três vezes.
...visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 5 É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. 6 Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço.
Três observações aqui.
A primeira é que as autoridades são ministros, isto é, servos de Deus, gente colocada a serviço dele, para fazer o que Deus quer.
Mesmo na antiguidade do Oriente Médio, na qual a democracia não era conhecida, sempre havia dois sustentáculos para que alguém governasse com legitimidade: a ordenação de Deus (ou deuses, entre os povos pagãos) e o assentimento do povo.
Vocês se lembram, por exemplo, que Davi foi ungido pelo Senhor como rei de Israel ainda bem jovem; mas somente se tornou efetivamente rei anos mais tarde, depois que Saul morreu e o povo, primeiro as tribos do sul, e oito anos depois as tribos do norte, reconheceram ele como rei.
O que eu quero destacar é que, embora hoje o nosso sistema de governo seja algo diferente, a teologia é a mesma: embora o regime seja republicano, isto é, o povo esteja envolvido mais diretamente na eleição, quem estabelece as autoridades é o Senhor. De acordo com essa visão bíblica, o povo é instrumento de Deus.
A segunda observação: as autoridades são estabelecidas para promover o bem do povo.
É ministro de Deus para o teu bem.
Para promover a justiça em todos os aspectos da vida da sociedade.
Em nosso país, mesmo sendo simplistas, descrevemos assim.
O poder legislativo compete ao congresso nacional (deputados e senadores) discutem estabelecem ou alteram as leis, tendo como fundamento a constituição.
O poder executivo (a presidência da república com todos os seus ministérios e secretarias) faz executar as leis.
E o poder judiciário vigia para que as leis sejam cumpridas.
Os três poderes se complementam e zelam para que a lei seja cumprida e a ordem seja mantida.
Eles têm como objetivos o bem-estar social, garantir a dignidade humana, o desenvolvimento da nação.
Isso inclui a qualidade da vida intelectual e profissional, a saúde, a segurança pública, a defesa da nação.
Agora, tudo isto deve ser produzido, cultivado, desenvolvido, à luz da perspectiva divina.
Terceira observação: outra função das autoridades como ministros de Deus é refrear a injustiça.
v. 4 - Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.
Vejam, irmãos, que o apóstolo diz que o governo, como ministro de Deus, é vingador contra os que praticam o mal.
Nós, como cristãos, somos proibidos de nos vingar.
Rm 12.19 - não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.
Nós não devemos fazer justiça com as nossas próprias mãos.
Por isso, entre outras coisas, a menos que a lei estabeleça certas condições, nós crentes, não devemos andar portando armas.
Já pensou se nós andássemos cada um andando com uma arma na cintura?
A Bíblia diz que o poder da espada é dado às autoridades.
Quando Paulo diz aqui que as autoridades têm o poder da espada, não está simplesmente falando que ele era a favor da pena de morte, o que aliás é algo a respeito do qual muitas pessoas ficam confusas, mas que não temos como abordar no momento.
O que Paulo ensina é que as autoridades têm o dever e o poder coercitivo para impedir os que praticam o mal. Não somente impedir, mas também punir.
A função primária é promover o bem-estar social de todos os cidadãos; mas aqueles cidadãos que, ao contrário, promovem a desordem, o crime, que cometem o mal, o governo tem o dever e o poder de refrear.
Significa que os criminosos têm que ser punidos. Significa que os honestos têm que viver seguros.
O Senhor Deus ama a justiça e odeia o crime.
– Pastor, essas coisas são bonitas como um ideal, mas, alô, pastor, planeta terra chamando.
– O problema é que muitos governos, se não a maioria, não são o que deveriam ser. Não têm o temor de Deus. São injustos, corruptos, maus. Como lidar com isso?
E respondendo a essa pergunta, irmãos, quero abordar o terceiro ensino de Paulo aqui.
3. Devemos entender nossas responsabilidades diante das autoridades
Além do nosso entendimento do papel dos governantes
O nosso papel é de submissão. E por submissão quero dizer apoio, obediência, sustento, e também influência cristã, para que a autoridade possa cumprir a missão dada por Deus.
Eu quero começar pelo versículo 7
v. 7 – Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.
A palavra honra, valor, também pode ser entendida como honorários, pagamento pelo serviço realizado.
As duas coisas são necessárias: as autoridades devem ser respeitadas como tal, reconhecidas, e são dignas de remuneração à altura das suas responsabilidades.
Por isso pagar impostos e taxas é justo, e dever de todos nós, de acordo com as leis.
“Dai a césar o que é de césar.”
Agora, voltando ao v. 1, Paulo ordena sujeição, submissão, obediência.
Se não houver submissão às autoridades, a alternativa é a anarquia. Aliás, há muitos que são declaradamente anarquistas. E não percebem que a filosofia deles, eles mesmos não querem que os outros pratiquem.
A sujeição ao governo é necessária para a manutenção da lei e da ordem.
Mas é necessário também, irmãos, que essa sujeição, ou submissão, ou obediência, seja bem entendida.
Submissão não é obediência cega. É estar sob a missão da autoridade.
Já tenho enfatizado que a autoridade é estabelecida por Deus com a missão de cuidar do povo.
E nós, povo, temos o dever de ajudar as autoridades no cumprimento da sua missão.
Isso implica, além de honrar, reconhecer, sustentar, obedecer.
Mas uma vez que submissão não é obediência cega, se as autoridades se desviarem da sua missão, o nosso dever é ajudá-las a voltar, ou então, se não houver remédio, a trocar.
Eu quero fazer analogias com duas outras instituições sociais: a família e a igreja.
Primeiro consideremos a família.
Deus estabeleceu que o marido seja o líder (a menos, é claro, que esteja ausente, o que não deixa de trazer sofrimento); a esposa se submete à liderança do marido, e os filhos, à liderança dos pais. O que Deus uniu, o homem não deve separar. O casamento é uma instituição permanente. Deus odeia o divórcio.
Mas, e se o marido, ou pai, apesar a fidelidade da esposa, ultrapassar os limites de sua autoridade e for um devasso, cruel, déspota?
Se o marido for, repetidas vezes, infiel à sua esposa? Ela tem a obrigação de continuar casada?
E se ele desejar se separar? A mulher fiel tem a obrigação de continuar casada?
Ou se ele for violento com ela ou com os filhos? E se for um abusador? Ou um ladrão, sequestrador, ou traficante?
Deus ainda assim ordena que a família permaneça em sujeição?
Agora pensemos na igreja.
A Bíblia diz que os fiéis devem honrar, obedecer e se submeter aos seus pastores. Mas a condição é que os pastores sejam fiéis à Bíblia sagrada, a Palavra de Deus.
Se não for assim, a igreja tem o direito e o dever de corrigi-lo; se não conseguir a correção, buscar outro pastor. Se não houver remédio, o crente tem o direito e o dever de procurar outra igreja.
Da mesma forma, o crente diante das autoridades governamentais.
O crente tem o dever de apoiar, obedecer, cumprir seu papel como cidadão, influenciar para o bem, e se for sua vocação, sendo também alguém no governo.
Primeiro, o crente deve, na medida do possível, influenciar positivamente para que o governo promova o bem-estar e a justiça.
Como Daniel influenciou tão beneficamente as cortes da Babilônia, e depois Medo-persa.
Mas se o governo impõe leis que contrariem a Palavra de Deus, o dever do crente é resistir a essas leis.
Se por um lado Daniel dava bons conselhos, por outro, desobedecia quando as leis contrariavam a lei do Senhor.
Por isso é que foi parar na cova dos leões. Por isso seus amigos foram jogados na fornalha.
Não estou falando de resistência generalizada, mas especificamente naquelas coisas que contrariam a Palavra de Deus.
No que contraria, o crente deve resistir, na proporção que for necessária.
“Antes importa obedecer a Deus do que aos homens.”
Mas eu preciso acrescentar: em nosso país, assim como em todos os países que se prezam, a autoridade máxima não está no presidente, nem no parlamento, nem no judiciário. Está na Constituição. O que eu quero dizer é que se as autoridades instituídas violam a constituição, estão cometendo crime. E devem ser tratadas de acordo com a constituição.
Então é direito e dever do povo denunciar, protestar, e reivindicar que as autoridades sejam punidas.
Há uma história no Antigo Testamento que ilustra bem o que desejo dizer.
Ela está registrada em 2º Crônicas 26, e trata de Uzias, rei de Judá.
Os vs. 3 a 5 o descrevem como um jovem rei que começou muito bem, pois fez o que era reto perante o Senhor, e levou o reino à prosperidade.
No v. 15, que Uzias foi maravilhosamente ajudado, e se tornou forte.
Mas veja a partir do v. 16. Vamos ler até o v. 19.
2ª Cr 26.16-19 - 6 Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso. 17 Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, com oitenta sacerdotes do SENHOR, homens da maior firmeza; 18 e resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o SENHOR, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para este mister; sai do santuário, porque transgrediste; nem será isso para honra tua da parte do SENHOR Deus. 19 Então, Uzias se indignou; tinha o incensário na mão para queimar incenso; indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu na testa perante os sacerdotes, na Casa do SENHOR, junto ao altar do incenso.
Conclusão
Eu quero concluir, irmãos, mencionando duas grandes motivações para nosso interesse nessas eleições.
O primeiro, no v. 5.
É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.
A nossa consciência, atendendo o mandamento de Deus, exige que reconheçamos, honremos, mantenhamos e sejamos submissos às autoridades. O que implica votar conscientemente, buscando que nossos governantes sejam o mais plenamente possível instrumentos de Deus na vida da nação.
O segundo, no v. 8.
A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
Nós temos uma dívida de amor para com todas as pessoas. Uma dívida de amor para com a igreja, e devemos buscar o seu bem-estar, que só pode acontecer se o país estiver em paz, com ordem e progresso.
Uma dívida de amor com a nossa mãe Pátria, pela qual oramos.
Uma dívida de amor para com o governo.
Acima de tudo, uma dívida de amor para com Jesus Cristo, nosso Rei, que deseja ser reconhecido por todos.
Aplicações
Eu quero concentrar nossa aplicação neste momento que estamos vivendo.
Daqui a três semanas, dia 4 de outubro, deveremos comparecer às urnas.
Ao votar, irmão, leve algumas coisas em consideração, fazendo as seguintes perguntas para si mesmo:
Esse partido, esse candidato, que leis ele tem proposto, que projetos ele tem proposto, de que maneira ele tem se portado? A maioria deles é bem conhecida por sua vida pública, de modo que podemos sim, avaliar.
Ele é a favor da lei e da ordem? Alguns partidos e políticos são contrários à existência da força policial. Paulo era a favor ou contra?
Esse partido ou candidato, o que ele pensa sobre o aborto? Sobre a ideologia de gênero?
Esse partido, ou candidato, o que faz em favor dos trabalhadores, e dos que precisam de emprego?
O que faz, em favor do sistema de saúde? Da segurança nacional? Da educação?
Suas medidas estão conforme a Palavra de Deus?
E no que diz respeito a questões morais, por que deveríamos levar isso em conta na hora de votar? Se o governo deve servir democraticamente, não deve permitir que cada um faça o que achar melhor? Não seria impor nossos próprios valores sobre os outros?
Irmãos, estamos falando da vontade de Deus, e não simplesmente a nossa; se Deus não for considerado, e ele é sempre bom e justo, a vontade de Satanás se imporá – e não tem como o ser humano se comportar como se Deus não existisse.
É que tudo aquilo que desagrada a Deus o faz se afastar.
Irmãos, eu sei que, quando Nabucodonosor conquistou Judá, isso procedeu de Deus.
Mas porque Deus entregou Jerusalém nas mãos de Nabucodonosor? Por causa dos pecados do povo. Se o povo não fizesse o que é mal aos olhos do Senhor, Nabucodonosor não os conquistaria.
Nós elegeremos os legisladores do próximo mandato.
Elegeremos o presidente da república. O presidente, por sua vez, indicará, o Congresso examinará e aprovará ou não, para que o presidente nomeie 4 novos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Eu não quero “Nabucodonosores” em nosso governo. Mas pra isso, preciso fazer minha parte.
Se, apesar de eu fazer minha parte, Nabucodonosor for colocado no governo, então, deverei assim mesmo amar e ser bom cidadão. Mas sei que a nação sofrerá.
Oremos e votemos com muita seriedade.
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