Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

domingo, 10 de dezembro de 2017

Aos trabalhadores da seara - Lc 10:1-20

Lc 10:1-20
Seminário Presbiteriano Conservador
Sexta-feira, 01 de dezembro de 2017
Pr. Plínio Fernandes
Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir.  2 E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.  3 Ide! Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias; e a ninguém saudeis pelo caminho. 5 Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! 6 Se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, ela voltará sobre vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque digno é o trabalhador do seu salário. Não andeis a mudar de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e ali vos receberem, comei do que vos for oferecido. 9 Curai os enfermos que nela houver e anunciai-lhes: A vós outros está próximo o reino de Deus. 10 Quando, porém, entrardes numa cidade e não vos receberem, saí pelas ruas e clamai: 11 Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos pés, sacudimos contra vós outros. Não obstante, sabei que está próximo o reino de Deus. 12 Digo-vos que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma do que para aquela cidade. 13 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza. 14 Contudo, no Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras. 15 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno. 16 Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou. 17 Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! 18 Mas ele lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago. 19 Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano. 20 Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.
No cap. 9, v. 51 aqui deste Evangelho, Lucas nos diz que os dias de Jesus subir ao céu estavam se aproximando.
Então ele manifestou em seu rosto a firme e corajosa resolução de ir para Jerusalém, onde seria entregue à morte para a nossa salvação.
Mas nosso Senhor decidiu também que, a caminho de Jerusalém, passaria por várias cidades, inclusive samaritanas, anunciando mais uma vez a chegada do reino de Deus.
Então, mais uma vez, como já fizera antes, ele enviou seus discípulos, de dois em dois, desta vez um grupo de setenta, de cidade em cidade, para que o precedessem.
Eles deveriam curar os enfermos, libertar os oprimidos de espíritos malignos, e chamar as pessoas ao arrependimento, anunciando que o reino de Deus está próximo.
O tempo era curto, e precioso demais para ser desperdiçado. Havia muita gente a ser alcançada com a mensagem.
Então deveriam orar, pedindo a Deus que enviasse mais trabalhadores para sua seara, mais pregadores do Evangelho.
E não deveriam se embaraçar com nada.
Quando ele diz: – “A ninguém saudeis pelo caminho”, não está ensinado que devem ser descorteses, mas que agora não é hora para se perder tempo.
Que eles fossem pregando de cidade em cidade. Se fossem bem recebidos, que ali ficassem o tempo necessário, se não, que sacudissem o pó de seus pés e fossem adiante.
– “Não leveis bolsa (onde colocavam o dinheiro) nem alforje (onde colocavam alimento e roupas para viagem), nem mais um par de sandálias”, isto é, não se preocupem com o que comer, ou beber, não se preocupem com dinheiro ou outras necessidades, não se embaracem com estas coisas, pois tudo o que vocês precisarem lhes será dado. –“Digno é o trabalhador do seu salário”.
Jesus também deixou claro que não seria uma tarefa sem dificuldades. Haveria quem os recebesse, hospedasse e suprisse. Mas outros os rejeitariam. Por isto também estavam sendo enviados como se fossem ovelhas para o meio de lobos, que enfrentariam perigos.
Não obstante, deveriam avançar intrepidamente, abençoando, curando, libertando os oprimidos, chamando ao arrependimento e anunciando a salvação eterna, bem como o dia do juízo de Deus.
Com estas coisas todas, meus irmãos, o Senhor está dando aos discípulos a consciência de quem eles são, do que devem fazer, e do que devem esperar pela frente.
Então eles partem, e algum tempo depois voltam de sua missão; e como estão felizes, pois tal como o Senhor disse, assim aconteceu. Até os demônios submetiam-se a eles, por causa do nome de Jesus. O que também fez o Senhor exultar de alegria no Espírito Santo, e dar graças a Deus.
Meus irmãos, no v. 2, o Senhor diz a eles que deveriam orar. Deveriam pedir a Deus que enviasse mais trabalhadores para sua seara, isto é, que Deus enviasse mais pregadores assim como agora estava enviando a eles.
Uma instrução que segundo Mateus, Jesus já havia dado também anteriormente, antes de enviar os doze numa missão semelhante.[1]
E na Primeira Carta a Timóteo, cap. 5, vs. 17 e 18, Paulo deixa claro que esta é uma oração que Deus tem respondido.
Ali, ele ensina que os presbíteros docentes, os pastores que se dedicam ao ensino da Palavra, devem ser remunerados pelo seu trabalho, e cita as palavras de Jesus aqui do v.7: – “Digno é o trabalhador do seu salário”.
Quero dizer: os ministros da Palavra estão entre os trabalhadores da seara a quem Jesus se refere aqui.
Assim, eu desejo destacar algumas verdades que o Evangelho aqui nos fala sobre os pregadores do Evangelho.
Verdades que formam em nós a consciência, as convicções de quem somos.
1. Os pregadores têm a santa e humilde convicção de que são homens de Deus
No v. 1 está escrito que estes homens foram “designados” por Jesus, isto é anunciados publicamente como escolhidos para aquela missão.
No v. 3, o Senhor diz: – Eis que eu vos envio...
E no v. 16 ele diz:
– Quem vos der ouvidos ouve-me a mim, e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar, rejeita aquele que me enviou.
Portanto, os pregadores são homens que, antes tudo, pertencem a Deus, e por isto escolhidos, e enviados. Ou como também dizem o profeta Jeremias e o apóstolo Paulo, homens dados por Deus à igreja.[2]
Mais tarde, na mesma carta em que Paulo cita as palavras do Senhor Jesus aqui em Lucas 10, ele também ensina quais são os critérios que a igreja deve usar para reconhecer e designar um homem como ministro do Evangelho:
Primeiramente este homem deve aspirar, ter um intenso e profundo desejo de superintender, de cuidar do rebanho do Senhor.
Mas também deve ser apto para ensinar, isto é, possuir os dons necessários para ministrar a Palavra.
E também dever ser um homem reconhecido por sua vida santa e ordeira, pelo seu bom testemunho, tanto dentro de casa, no ambiente familiar, como fora dele.
Se ele tiver estas qualificações deve ser primeiramente experimentado, e depois designado como presbítero sobre o rebanho de Deus.[3]
Agora, embora a igreja empregue estes critérios todos para eleger seus ministros, não podemos esquecer que nestas coisas todas estão se manifestando os propósitos de Deus, pois em Atos 20 o apóstolo, falando aos presbíteros de Éfeso, também diz que “o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, que ele comprou com seu sangue”.[4]
Por isto também “importa que os homens nos considerem ministros de Cristo, despenseiros dos mistérios de Deus”.[5]
Assim, irmãos, embora não sejamos dados a experiências místicas, a sonhos e visões; através da comunhão com Deus que usufruímos pela meditação na sua Palavra, pela oração, pela comunhão da igreja, pelos dons que se evidenciam, pelo amor que temos à mensagem do Evangelho, no amor pela igreja, entendemos que, se somos ministros da Palavra, é porque o Senhor da seara nos tem designado para isto, e tem realizado todas estas coisas, todos estes movimentos em nossa alma e na vida da igreja.
Cremos que temos sido chamados por ele, que nos escolheu para isto desde o ventre materno,[6] ou ainda mais: antes mesmo da criação do mundo,[7] e a seu tempo manifestou seu propósito para nós.
2. Os pregadores também têm a firme convicção de que são homens sustentados por Deus
O Senhor lhes disse que haveria lugares em que seriam bem recebidos, hospedados; mas também haveria lugares em que seriam rejeitados.
Mas qualquer que fosse a reação das pessoas em relação a eles, que não perdessem a convicção que falavam em nome de Deus.
“Quem vos der ouvidos, ouve-me a mim; quem vos rejeitar, a mim me rejeita; quem porém, me rejeitar, rejeita aquele que me enviou”.
O Senhor lhes disse que, se bem recebidos, ali permanecessem o necessário, anunciando o reino de Deus; mas, se rejeitados, que não perdessem seu precioso tempo, e seguissem adiante.
Pois de qualquer modo, ou trazendo salvação, ou trazendo juízo, a palavra por eles pregada era a Palavra de Deus.
O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios sobre a maravilha de alguém ser um pregador do Evangelho.
Ele diz:
– Haja o que houver, por meio de Cristo nós sempre seremos conduzidos em triunfo, a nossa mensagem sempre surtirá efeito, tanto nos que se salvam como nos que se perdem. Para alguns, seremos como cheiro de morte, mas para outros, aroma de vida.
– Pois nós somos ministros de uma nova aliança, não da letra, que mata; mas do Espírito que dá vida.
E diante desta tarefa tão grandiosa a certa altura ele pergunta:
Quem, porém, é suficiente para estas coisas?
E também responde:
Não que nós sejamos, capazes, por nós mesmos, de fazer alguma coisa; mas a nossa suficiência vem de Deus.[8]
Da mesma maneira nós vemos neste texto diante de nós: a nossa suficiência vem de Deus.
Quero destacar dois sentidos:
2.1. Primeiro, digamos assim, no sentido mais “prosaico”: ele concede tudo o que à manutenção das coisas essenciais para a vida neste mundo.
v. 4 – Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias...
Não se preocupem em levar dinheiro, nem alimento para a viagem, nem mesmo um par extra de sandálias, isto é, não se preocupem nem com as coisas mais essenciais.
v. 7 – Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, porque digno é o trabalhador do seu salário.
Agora, meus irmãos, eu gostaria de comparar com o texto que se encontra no cap. 22, v. 35.
Faz parte de um diálogo do Senhor com os discípulos, momentos antes dele ser preso em Jerusalém, e entregue à morte pelos nossos pecados.
A seguir, Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Nada, disseram eles.
Irmão, não está escrito em lugar algum do Evangelho que os pregadores precisam ser homens “endinheirados”.
Para que você tenha autoridade espiritual não é necessário que os homens vejam que você está “bem de vida”, ou que você tenha um belo carro ou casa. E você não é chamado para amar ou buscar estas coisas.
Claro que não estou dizendo que possuir bens materiais ou dinheiro seja pecado. O que desejo enfatizar é que o reino de Deus não é comida ou bebida.
Você se lembra da história do profeta Eliseu?
Tudo o que ele tinha quando passava pela cidadezinha de Suném, era um pequeno quarto com uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro, que uma família temente a Deus e carinhosa lhe oferecia.
Mas quando passava pelo lugar, as pessoas diziam: – Vejo que este que passa por nós é santo homem de Deus.[9]
Por outro lado, embora o Senhor não diga que você deve se envolver no ministério por dinheiro (porque ele mesmo não promete que você terá muito dinheiro), ele promete que não lhe faltará o necessário.
Simplesmente busque em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas necessárias lhe serão acrescentadas.
2.2. O segundo sentido que desejo destacar, é que ele nos concede toda a capacidade, toda a autoridade, todos os dons necessários para o ministério
v. 16 – Quem vos der ouvidos, ouve-me a mim; quem vos rejeitar, a mim me rejeita
v. 17 – Senhor, até os demônios se nos submetem pelo teu nome...
v. 19 – Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões...
Nós reconhecemos que nem todos os pregadores se defrontam, no dia a dia, com pessoas “endemoniadas”.
Mas irmãos, pregar o Evangelho é dia a dia se esforçar para implantar o reino de Deus no coração dos homens.
Em relação aos que já fazem parte da igreja do Senhor, esforçar-se para que Cristo seja dia a dia formado em seus corações.[10]
Em relação aos incrédulos, falar em nome de Cristo para que se reconciliem com Deus.[11]
É como que penetrar no império das trevas, a fim de tirar os que lá estão cativos, e transportá-los, em nome de Deus, para o reino do Filho do seu amor.[12]
E quanto a isto Jesus faz esta promessa: as portas do inferno não prevalecerão, não resistirão ao avanço de sua igreja.[13]
O Senhor nos dá autoridade; concede-nos capacidade, concede-nos todos os dons necessários a fim de que, por nosso intermédio, as pessoas sejam colocadas diante da eternidade.
Não que sejamos capazes, por nós mesmos, mas a nossa suficiência vem de Deus
3. Os pregadores são homens amados por Deus
v. 20 – Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.
Sem dúvida o fato de “expulsar demônios”, ser um instrumento de Deus para a libertação dos oprimidos do diabo é uma grande alegria.
Mas existe uma alegria maior ainda que se abriga no coração de um verdadeiro discípulo de Jesus, e aqui, no caso de um homem verdadeiramente chamado por Deus para o ministério da Palavra: é a alegria de saber que o seu nome está arrolado no céu, escrito no livro da vida.
Conforme o livro do Apocalipse, existem aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro, e assim existem aqueles cujos nomes estão escritos, e isto desde a fundação do mundo.[14]
É um modo de se referir à nossa eterna salvação.
Ora, esta salvação eterna é um dom de Deus aos seus escolhidos, àqueles a quem ele em amor elegeu para uma vida de santidade por meio da fé, a quem, antes da criação do universo, o Senhor predestinou para a adoção de filhos, os salvou e chamou com santa vocação, não segundo as obras humanas, mas pela sua determinação e graça.[15]
Aqueles que tendo nele crido, foram selados com o Santo Espírito da promessa, que é a garantia de pertencem a Deus.[16]
Na carta aos filipenses, Paulo menciona um homem chamado Clemente, e outros companheiros de ministério, cujos nomes, diz ele, estão escritos no livro da vida.[17]
E meus irmãos, esta é uma das nossas grandes motivações: eu prego o evangelho da salvação, do arrependimento e fé para com Deus mediante Jesus Cristo, porque o meu próprio coração está pleno de alegria pela minha própria salvação.
Eu sei que há um mandamento, e também por isto eu prego, pois conheço o temor do Senhor, e “ai de mim se não pregar o evangelho”.[18]
Eu sei que os homens são almas necessitadas, também prego com o desejo de ganhar as pessoas para Deus, e apresentar suas vidas diante do Senhor.[19]
Mas também prego porque a boca fala do que o coração está cheio, e o meu coração está pleno da alegria da minha própria salvação, que o faz transbordar de amor pela Palavra.
Como quando Davi orou pedindo a restauração de sua própria alma, dizendo:
[Senhor,] Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. 13 Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti.[20]
Se eu estou salvo, sei que não é por minhas obras; sei que sou amado, escolhido por Deus, desde antes da criação do mundo. [21]
Sei que o Filho de Deus me amou, e a si mesmo se entregou por mim.[22]
Sei que o amor de Deus foi derramado em minha vida, pelo Espírito Santo que me foi outorgado.[23]
Conclusão e aplicações
De acordo com o ensino de nosso Senhor, os pregadores do Evangelho são homens de Deus: escolhidos e enviados por Deus, para falar em nome de Deus.
Os pregadores também são homens sustentados por Deus. Tanto nas coisas mais simples, como o comer e beber e o vestir-se, como nas coisas maiores: a consagração, a autoridade, a capacidade e os dons para o serviço do reino.
Os pregadores são amados de Deus, homens cujos nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro, desde antes da fundação do mundo.
Eu quero fazer algumas aplicações gerais:
1. Primeiramente à igreja
Primeiramente, a igreja deve sempre estar cônscia da importância primordial do ministério da Palavra.
E deve pedir que o Senhor da seara lhes dê mais trabalhadores. 
Além disto, como eu disse, a igreja é instrumento ordinário através do qual o Espírito Santo age a fim de designar um homem como pregador do Evangelho.
Mas o Espírito Santo também estabelece critérios sobre os quais a igreja deve se basear para reconhecer e fazer a vontade de Deus.
Então precisa escolher seus ministros com seriedade, dirigida pelo temor do Senhor, instruída pela Palavra de Deus.
Além disto, a igreja, assim como os pregadores, deve ser se alegrar por tomar parte nos propósitos de Deus para divulgar a Palavra.
E deve se alegrar pelos homens a quem o Senhor tem escolhido, e reconhecê-los, e acolhê-los sempre, e receber com mansidão a mensagem, pois é de Deus.
A igreja deve se entender como instrumento através de quem o Espírito Santo, que a usou para designar os pregadores; mas também como o instrumento do qual o mesmo Espírito Santo se utiliza para sustentar estes mesmos pregadores.
Sustentar com suas orações,[24] e sustentar também financeiramente. Como o apóstolo Paulo pergunta: se os ministros da Palavra, repartem com a igreja bens espirituais, eternos, será muito receber bens materiais como retribuição?[25]
2. Aos trabalhadores da seara, os chamados para o ministério da Palavra:
Se fomos chamados pela graça de Deus que nos alcançou antes da criação do mundo, antes de tudo, humildade.
Por nós mesmos não somos capazes de nada, e nada fizemos para merecer este privilégio.
Estes dias eu li uma frase muito interessante que dizia: –“Deus é incrível. Você não precisa ser incrível. Precisa somente ser obediente”.
Então trabalhemos com humildade, sem vanglória, com amor, dedicação.
Trabalhemos com responsabilidade, com fidelidade à Palavra, pois ela é de Deus, e não nossa, e esta Palavra coloca a vida de cada ser humano diante de Deus e da eternidade.
Trabalhemos com modéstia, simplicidade, sem amor às glórias deste mundo, sem amor aos bens deste mundo, sabendo o que necessitarmos, o nosso pastor suprirá.[26]
Trabalhemos com oração, pois dependemos do Senhor da seara. Ele é quem nos envia, e quem nos sustenta, e quem nos torna úteis. Peçamos ao Senhor da seara que envie mais trabalhadores, pois ainda somos poucos diante da necessidade.
Trabalhemos com destemor e alegria, sabendo que no final de tudo receberemos a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.



[1] Mt 9:37, 38.
[2] Jr 3:15; Ef 4:11
[3]
Tm 3:1-13
[4] At 20:28
[5] 1ª Co 4:1
[6] Jr 1:4, 5; Gl 1:15, 16
[7] Ef 1:11
[8] 2ª Co 2:14-3:11
[9] 2º Rs 4:8 e segs.
[10] Gl 4:19
[11] 2ª Co 5:20
[12] Cl 1:13
[13] Mt 16:18
[14] Ap 13:8; 7:8; 20:15
[15] 2ª Tm 1:9
[16] Ef 1:13, 14
[17] Fp 4:3
[18] 1ª Co 9:16
[19] 1ª Co 9:22
[20] Sl 51:12, 13
[21] Ef 1:4,5
[22] Gl 2:20
[23] Rm 5:5
[24] Ef 5:18, 19
[25] 1ª Co 9:11
[26] Sl 23:1

domingo, 13 de agosto de 2017

Aos meus amados irmãos

Queridos, tenham um dia muito abençoado.

Como vocês sabem, às vezes minhas ocupações tornam meu tempo bastante ocupado, a ponto de eu não poder digitar a íntegra das mensagens que prego. E é o que está acontecendo mais uma vez, nestas duas últimas semanas. Por isto, peço sua compreensão e orações por mim, minha família e meu ministério. Espero poder voltar a publicar no próximo domingo. Um forte abraço a todos, no amor do nosso Senhor Jesus Cristo.

Pr. Plínio

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Depressão: o quarto escuro da alma - 1º Rs 19



Encontro de Jovens Presbiterianos Conservadores
1ª IPC de São Paulo
Sexta-feira, 28 de julho de 2017
Pr. Plínio Fernandes
O tema que me foi dado é: “Depressão – o quarto escura da alma’”.
É um problema que, segundo alguns, ocasionalmente afeta pelo menos uma em cada quatro pessoas no mundo atual.
E por “depressão”, para usar uma definição técnica, queremos dizer “um estado emocional de melancolia e tristeza, que vai desde um desânimo e abatimento leve a sentimentos de extremo desconsolo e desespero”[1].
Passar por momentos de tristeza e abatimento é algo comum a todos os seres humanos, e normal, uma vez que vivemos num mundo decaído e cheio de situações adversas.
Mas quando não conseguimos lidar com estes sentimentos, e ele se prolongam por tempo demasiado, a ponto de afetar os nossos relacionamentos, a ponto de afetar a nossa produtividade como seres humanos, então nós podemos suspeitar que um quadro de depressão está se instalando.
A depressão pode apresentar vários sintomas, como falta de ânimo, falta de energia, falta de interesse pelas atividades cotidianas, alteração dos hábitos relacionados com o sono, como insônia, ou o desejo exagerado de dormir, a incapacidade de tomar decisões, a incapacidade de concentração, incapacidade sexual, desespero, culpa, vontade de morrer, e até pensamentos suicidas.
A palavra depressão, neste sentido em que estamos empregando aqui, não era usada na antiguidade. Mas o problema em si era bem conhecido.
Hipócrates, o “pai da medicina”, já havia diagnosticado a depressão, e dado a ela o nome de “melancolia”[2], e ele notou que algumas pessoas também já têm uma predisposição natural para isto.
Agora, ainda que a Bíblia não use, nem a palavra “melancolia”, nem a palavra “depressão” neste sentido, este sentimento prolongado de tristeza, desânimo e desalento que têm acometido tantas pessoas nos dias de hoje, é um tema abordado em alguns dos salmos [3], no livro de Jó, em várias porções de Jeremias, e muitos outros textos.
Nos textos bíblicos, é reconhecido que o abatimento emocional pode ser causado por problemas relacionados ao nosso corpo[4].
Em termos e circunstâncias contemporâneos: enfermidades, alterações hormonais, medicamentos e coisas parecidas podem afetar o nosso humor. Ou o nosso humor também pode afetar o nosso organismo.
A depressão também pode ser relacionada com nossos desejos. Provérbios 13:12 diz que “a esperança adiada faz adoecer o coração, mas o desejo que se cumpre é árvore de vida”. Quando você espera muito tempo a realização dos seus desejos, e eles demoram a acontecer, ou não acontecem, o seu coração pode ficar doente.
As contrariedades da vida, como a perda de entes queridos, a perda de bens materiais, a traição de uma pessoa amada, a perda de um emprego, normalmente são coisas que causam grande tristeza, mas se não lidarmos com estas coisas corretamente, isto pode provocar depressão.
O crente também pode ficar deprimido, é claro, quando abriga pecados não confessados em seu coração.
No salmo 32, Davi diz que enquanto não confessou a Deus o seu pecado, o seu vigor se tornou em sequidão de estio, e todo o seu ser adoeceu.
Agora um aspecto muito importante: é que, ainda que a origem de uma depressão emocional nem sempre seja um pecado não confessado, ela pode resultar em pecados.
Na Bíblia, a depressão às vezes se apresenta associada com o ressentimento, com a amargura, a falta de perdão, a inveja, a ira.
A ira é muito perigosa: uma pessoa irada pode “chutar o pau da barraca” e fazer um monte de coisas erradas: brigar, vingar-se, ser desonesta, infiel, mentir, pois ela chega à conclusão de que não vale a pena ser honesta. E invariavelmente o pecado da apatia.
Às vezes até amargura contra Deus, como no caso de Noemi.
O crente também pode sentir-se deprimido quando cercado de oposição, quando se sente sozinho em sua luta contra o mal, e até por opressão do Diabo[5].
E depressão pode até mesmo acontecer depois de uma grande bênção. Ou diante de um novo desafio de crescimento e responsabilidades.
Assim, a Bíblia nos mostra que o desânimo, a tristeza, o abatimento emocional não são uma exclusividade daqueles que não conhecem a Deus, e nem são um problema apenas de nossos tempos, mas que assombra o coração dos homens desde que o pecado entrou no mundo.
Mas se nós atentarmos bem para os muitos exemplos que temos, veremos o seguinte: a depressão, em última instância, acontece quando não estamos conseguindo enxergar a vida do ponto de vista de Deus, isto é, quando não estamos lidando com os problemas da vida, de uma perspectiva bíblica.
Porque se você enxerga e lida com os problemas da perspectiva de Deus, você pode até estar sofrendo, mas não fica deprimido.
Agora, que coisa maravilhosa: o Deus que se revela na Bíblia, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Deus que é o Pai de todos os crentes, é o Deus que, sem nos condenar, corrige nossos pensamentos, cura nossos corações, é o Deus que está com os abatidos de espírito, é o Deus que consola os aflitos, que fortalece, que renova e restaura os que nele esperam [6].
Preciso dizer também que na Bíblia não existe uma “receita pronta” para tratar da depressão, que cada caso é um caso, e que quando uma pessoa está deprimida o seu caso deve ser tratado à luz de tudo o que está acontecendo com ela.
Então nós vamos falar de princípios gerais, que devem ser aplicados conforme a necessidade.
Neste sentido, o texto que temos diante de nós é um dos muitos, nos quais o Espírito Santo nos apresenta alguns recursos para lidar com a depressão, ou melhor, como Deus ajuda seus filhos, para que eles enfrentem as crises de desânimo, se elas acontecerem.
É um texto que já me ajudou muito, especialmente quando, em 2007, eu mesmo passei por uma crise muito grande.
Vamos ler 1º Reis capítulo 19.
Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada.  2 Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles.  3 Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço.  4 Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.  5 Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.  6 Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.  7 Voltou segunda vez o anjo do SENHOR, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo.  8 Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.  9 Ali, entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do SENHOR e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?  10 Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida.  11 Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o SENHOR. Eis que passava o SENHOR; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do SENHOR, porém o SENHOR não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o SENHOR não estava no terremoto; 12 depois do terremoto, um fogo, mas o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranquilo e suave.  13 Ouvindo-o Elias, envolveu o rosto no seu manto e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?  14 Ele respondeu: Tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida.  15 Disse-lhe o SENHOR: Vai, volta ao teu caminho para o deserto de Damasco e, em chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria.  16 A Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei sobre Israel e também Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.  17 Quem escapar à espada de Hazael, Jeú o matará; quem escapar à espada de Jeú, Eliseu o matará.  18 Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou.  19 Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele.  20 Então, deixou este os bois, correu após Elias e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. Elias respondeu-lhe: Vai e volta; pois já sabes o que fiz contigo.  21 Voltou Eliseu de seguir a Elias, tomou a junta de bois, e os imolou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se dispôs, e seguiu a Elias, e o servia.
O reino de Israel estava vivendo dias de grande escuridão espiritual, principalmente porque o rei Acabe, além de ser um homem muito iníquo, que governava injustamente, satisfazendo aos seus próprios caprichos e abandonando as leis de Deus, havia também se casado com uma princesa sidônia chamada Jezabel, uma mulher ainda mais perversa do que ele.
Jezabel era adoradora de um falso deus chamado Baal, e para levar o povo de Israel a adorar o seu ídolo, ela havia feito principalmente duas coisas: uma delas foi ordenar a matança dos profetas do Senhor, e a outra foi sustentar pelo menos quatrocentos e cinquenta profetas de Baal.
A nação, então, estava cada vez mais mergulhada na idolatria, e consequentemente nos mais terríveis modos de pecado: violência, imoralidade, desonestidade e tudo o mais.
Então Deus levantou mais um profeta, Elias, cuja história começa aqui no cap. 17 de 1º Reis.
Por meio de Elias, Deus anunciou que iria “fechar as janelas do céu” para que não chovesse, até que o povo se arrependesse de seus pecados e se convertesse [7].
Vale a pena lembrar que esta era também uma advertência da lei de Moisés em Deuteronômio 28, e nas palavras de Deus ao rei Salomão em 2º Crônicas cap. 7 [8].
Assim, de acordo com as palavras de Elias, a terra ficou sem receber as águas da chuva. Uma seca que durou três anos e seis meses [9].
Os alimentos ficaram escassos. A fome e a sede eram grandes. O rei Acabe tinha um ódio imenso de Elias, pois ele achava que a estiagem era culpa dele, mas não sabia onde o profeta estava.
Depois de três anos e meio o Senhor deu ao seu mensageiro uma nova palavra.
Deus iria fazer chover novamente, mas antes disto, os profetas de Baal deveriam ser desmascarados e os israelitas deveriam se converter ao Senhor.
Então, conforme o cap. 18, segundo as instruções de Deus, Elias reuniu os profetas de Baal e uma grande multidão no monte Carmelo.
Ali ele orou para que o Senhor se manifestasse, Deus o atendeu, caiu fogo do céu, e o povo se converteu. Os falsos profetas foram mortos, conforme a lei de Moisés ordenava.
E Deus enviou chuvas.
Assim, nós terminamos o cap. 18 aqui de 1º Reis lendo sobre um Elias vitorioso, vigoroso, triunfante sobre todo o mal.
Mas no cap. 19, a Escritura nos fala que depois destas coisas Elias passou por um período prolongado, mais de quarenta dias, de um profundo desalento espiritual.
Desde já aprendemos: mesmo depois de uma grande bênção, de uma grande vitória, um filho de Deus pode passar pelo vale do abatimento espiritual.
Nesta história de Elias podemos observar várias manifestações de depressão, e também a maneira como Deus providenciou a recuperação do seu filho.
Então consideremos...
1. A crise de desânimo pela qual o profeta Elias estava passando
Vejamos suas emoções, seus sentimentos e seus pensamentos negativos.
No v. 3, lemos que ele estava temendo pela sua própria vida.
Isto porque, conforme os vs. 1 e 2, quando a rainha Jezabel ficou sabendo o que Elias fizera, ela jurou que iria matar o profeta até o dia seguinte.
Então Elias ficou com medo e fugiu daquele lugar.
No v. 4 lemos que depois de caminhar um dia pelo deserto, assentou-se debaixo de uma árvore, e pediu para si a morte.
Talvez por causa da consciência de sua fraqueza. Elias percebeu que não era um super-homem, e sentiu vontade de morrer, e até pediu isto a Deus.
Nos vs. 5 e 6, lemos sobre um Elias desmotivado, que só queria dormir.
Você já se sentiu assim? Tão cansado fisicamente, emocionalmente, que só tem vontade de dormir, dormir, dormir, e não acordar mais?
Então um anjo de Deus o acorda e alimenta, por duas vezes, pois sabe que Elias terá uma longa caminhada pela frente.
E depois disto Elias sai andando, andando, andando. Ele caminha quarenta dias. Até que chega na região do Horebe, ou Sinai, e entra numa caverna, e passa a noite ali.
Você já sentiu vontade de fazer estas coisas? De sair andando, andando, andando, sem ter que voltar? Já sentiu vontade de entrar numa caverna e ficar ali sozinho?
Agora, os irmãos percebem o contraste entre o Elias do capítulo 18 e o Elias do cap. 19?
No cap. 18, temos um Elias ousado, corajoso; no cap. 19, amedrontado.
No cap. 18, um homem decidido; no cap. 19, um homem deprimido.
No cap. 18, dinâmico; no cap. 19, desanimado.
No cap. 18, confiante; no 19, cônscio de suas fraquezas.
No 18, vitorioso; no 19, fugindo.
E irmãos, não é isto o que acontece conosco muitas vezes?
Existem dias em nossa vida que o nosso cântico preferido é “Não olho as circunstâncias”.
Mas existem dias em que o hino que estamos cantando é “Eu sou fraco e sem vigor”.
Nos vs. 10 e 14, Elias lamenta diante de Deus, falando de seu sentimento de solidão.
E não é que ele estivesse realmente sozinho em sua luta contra o mal, pois o Senhor lhe disse que mesmo em meio a toda aquela apostasia, Deus havia reservado para si sete mil pessoas cujos joelhos não havia se dobrado diante de Baal [10].
Além disto, depois que os profetas de Baal foram derrotados, toda a imensa multidão que havia presenciado isto se prostrou e reconheceu que só o Senhor é Deus. Havia sido uma grande vitória!
Mas é que quando estamos deprimidos, podemos nos sentir sozinhos, mesmo em meio a uma multidão.
Elias estava se sentindo assim: amedrontado, desanimado, solitário, querendo morrer.
Como é que isto pode acontecer na vida de um homem tão consagrado, tão temente a Deus?
A resposta não é difícil: no v. 4 ele diz ao Senhor:
– “Eu não sou melhor que os meus pais”.
Quer dizer, Elias era um ser humano como todos os outros.
Elias era um homem semelhante a nós.
Tg 5:17
Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu.
Tiago está nos ensinando e encorajando a orar, e toma como exemplo para nós o profeta Elias.
Então ele diz: Elias era homem semelhante a nós.
É por isto que Elias disse, com toda a razão, que ele não era melhor que os seus pais.
E podemos dizer: não era melhor que nós.
Amados, que coisa grandiosa, consoladora, maravilhosa: Deus não escolhe super-homens.
Ele escolhe as pessoas fracas deste mundo, as que não aparentam grande coisa. Ele se compraz em amar e usar pessoas como você e eu.
Aliás, neste mesmo capítulo, Tiago nos diz que devemos ter também a outro homem como modelo para nossa vida.
Diz, no v. 11, que devemos ser imitadores da perseverança de Jó.
Mas há um detalhe da vida de Jó que eu gostaria de citar:
Jó 3:20-26 – Aqui ele está desabafando, do mais profundo de sua tristeza
Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo, 21 que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos.  22 Eles se regozijariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura.  23 Por que se concede luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados?  24 Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água?  25 Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece. 26 Não tenho descanso, nem sossego, nem repouso, e já me vem grande perturbação.
Assim como Elias, Jó expressa o seu desejo de morrer, tão grande era a sua tristeza.
Mas agora vejamos como Jó é descrito por Elifaz, um homem que o conhecia bem:
Jó 4:3-5
Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.  4 As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.  5 Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
Jó não era reconhecido como um homem reto somente por aquele que sonda os corações.
As pessoas que o conheciam tinham-no como um homem que Deus usava para confortar e abençoar aos outros.
Mas quando chegou o dia da sua tribulação, nem mesmo este homem de Deus deixou de sofrer muito, e sentir-se profundamente deprimido.
Mas voltemos a Elias, e vejamos...
2. O conforto que lhe foi dado por Deus
Antes de tudo, veja isto: quando Elias ficou com medo, quando dormiu debaixo do zimbro, quando andou quarenta dias até o Horebe, quando se escondeu na caverna, em todo o tempo, em todo o lugar, o Senhor Deus estava com ele.
Porque é como ele tem dito: – “Nunca de deixarei; jamais te abandonarei”.
2.1. O Senhor cuidou do bem estar físico de Elias. Cuidou do seu corpo.
Os vs. 5 a 7 nos dizem que Deus enviou um anjo para que alimentasse Elias.
Há alguns anos em li na revista “Seleções” sobre o procedimento adotado por certo hospital quando eles atendiam pacientes que haviam tentado o suicídio.
A primeira coisa que eles faziam era alimentar o paciente com um delicioso e nutritivo filé de carne.
Porque o cansaço e a falta de uma boa alimentação são grandes contribuintes para a depressão.
Elias estava dormindo, quando um anjo o acordou e disse: –“Levante-se e coma”.
Então ele acordou, e havia um pão quentinho, e água. Ele comeu, bebeu, e tornou a dormir.
Depois o anjo o acordou de novo e lhe ordenou que comesse. O anjo sabia que Elias ainda tinha muito que caminhar.
Muitas vezes, irmãos, o descanso do corpo, o alimentar-se bem, faz um “bem enorme para a alma”.
Eu me lembro da primeira vez que percebi isto em mim mesmo. Estava em Manaus, onde trabalhava como missionário.
E durante algumas semanas estava passando por um período de profundo desânimo, impaciência, improdutividade, embora estivesse trabalhando bastante.
Parecia que eu orava e Deus não atendia. Confessava a Deus tudo o que me viesse à mente, mas continuava triste.
Então, certo dia, no final do domingo, eu estava tão abatido que simplesmente fui para a cama dormi, uma noite, um dia inteiro, e mais uma noite inteira em seguida. Eu estava realmente muito esgotado.
Então aconteceu algo que eu não imaginava. Na terça-feira acordei muito bem, renovado emocionalmente, revigorado fisicamente, e percebi: era simples cansaço.
Deus ordenou que trabalhemos seis dias, mas o sétimo é dia de descanso, e quando o desobedecemos nisto, o corpo e a alma sofrem.
Para evitar a depressão, ou para superar a depressão, precisamos cuidar bem do nosso corpo.
2.2. O Senhor falou com Elias, e corrigiu a perspectiva que ele estava tendo da vida.
Em 1ª Ts 5:14, o Espírito Santo diz que devemos consolar os desanimados. E é isto que ele mesmo faz. E que fez com Elias.
Não foi uma voz barulhenta, no meio de um terremoto, nem no meio de um vento tempestuoso, nem por relâmpagos e trovões, não foi uma repreensão, mas num sussurro suave e tranquilo, bem apropriado à condição espiritual do profeta.
E esta, irmãos, é a maior fonte de consolo e encorajamento para todos os filhos de Deus: quando o seu Pai celestial fala com eles.
Aliás, o apóstolo Paulo nos diz que Deus nos deu a Bíblia, a sua Palavra escrita, também para isto:
Rm 15:14
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.
As Escrituras nos consolam, nos fazem pacientes nas tribulações, nos dão esperança. Porque elas são as palavras de Deus dadas a nós.
Então Deus falou a Elias, suavemente:
Primeiro, vs. 9 e 13, ele pergunta:
– “Que fazes aqui, Elias”?, como quem diz:  – “Porque você está aqui? O que está havendo?...”.
E depois de ouvir o lamento do profeta, o Senhor torna a falar-lhe, encorajando-o, e mostrando-lhe que as coisas não eram como ele realmente pensava: ele não estava realmente sozinho, pois Deus tinha os seus escolhidos.
E além disto, Deus não o deixaria só, mas lhe daria um companheiro de caminhada.
Então o Senhor o orientou, conforme vemos nos vs. 15 e 16:
– “Volta, vá para Damasco, unge Hazael como rei sobre a Síria, unge a Jeú como rei sobre Israel (porque assim seria depois de Acabe), e unge a Elizeu como profeta. Ele dará continuidade à sua obra depois de você...”.
Outra maneira de dizer:
– “Elias, levanta e vai fazer a obra de um profeta; levanta e vai trabalhar”.
Num artigo que li alguns anos atrás, certo pastor escreveu que quando, por exemplo, uma dona de casa vinha a ele e perguntava sobre como vencer a depressão, entre outras coisas ele prescrevia algumas tarefas, e a primeira delas:
– “Quando a senhora chegar em casa, a primeira coisa que irá fazer é passar aquele monte de roupa acumulada no cesto”.
Então geralmente as senhoras perguntavam:
– “Como o senhor sabe disto”?
Ao que ele respondia:
– “E que quando estamos deprimidos uma das coisas que acontecem é que deixamos de cumprir os nossos afazeres, desde os mais simples. E isto aumenta a tristeza ainda mais. Um dos jeitos mais simples de começar a vencer a depressão é começando a cumprir nossas tarefas, mesmo que a princípio não estejamos animados. Isto por si só, já começa a nos ajudar”.
Então, quando Deus lhe disse, – “Vai trabalhar”, Elias levantou e foi.
2.3. Em meio a tudo isto, Deus também ouviu o lamento de Elias
– “Que fazes aqui, Elias”?
–“É que, Senhor, eu tenho sido zeloso para contigo, mas os filhos de Israel quebraram a tua aliança, derrubaram os teus altares, mataram teus profeta, estou sozinho, e ainda querem me matar também...”
Me faz pensar, por exemplo, no salmo 5, onde depois de se queixar perante Deus, que se sentia cercado de inimigos, Davi diz assim:
De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração, e fico esperando...
E depois, numa declaração de fé, proclama:
O Senhor ouviu a voz do meu lamento... o Senhor ouviu a minha súplica, o Senhor acolhe a minha oração[11]
Note a palavra “lamento”. Lamentar diante de Deus, fazer para ele uma “lista das nossas tribulações”, derramar perante ele o nosso coração, como um filho que fala com o pai, ou um amigo.
E esperar confiantemente que “o Senhor fale”, como falou com Elias.
Isto aconteceu em 1992: eu estava cursando o que seria o meu último ano em nosso seminário. Eu já havia feito algumas matérias em outro seminário presbiteriano, que pude eliminar então do currículo do nosso.
Então deveria fazer apenas dois anos no seminário conservador, fazendo, além do currículo normal de terceiro e quarto anos, alguns trabalhos que seriam equivalentes a certas matérias diferentes do seminário anterior.
Pois bem, o que o diretor do seminário e eu havíamos combinado era isto. Então, eu estudava durante a semana, e a Terezinha ficava em São Paulo, com a Rutinha e a Sarinha, que era tinha dois aninhos.
Mas um dia, um colega meu, professor do seminário, foi encarregado de me dar uma notícia: a congregação de professores havia chegado à conclusão de que eu não conseguiria fazer todos os trabalhos que precisava ainda. Que eu me preparasse, pois provavelmente precisaria ficar mais um ano no seminário.
Irmãos, aquilo me deu uma tristeza tão grande! O pior é que os professores do seminário tinham razão. Era muita coisa.
Então eu pensei: a Terezinha está batalhando sozinha, está se sacrificando tanto! Eu não posso fazer isto com ela.
Eu disse ao meu colega:
– “Irmão. Talvez vocês tenham razão. Mas, se não for para eu terminar este ano, não acho que seja a vontade de Deus que eu continue. Não posso fazer isto com minha família”.
E pensei comigo mesmo:
– “Amanhã, depois que pregar, vou dizer para a igreja onde trabalho que não vou continuar o seminário. E depois, na segunda-feira, vou até lá para comunicar ao diretor”.
Nós estávamos voltando de uma reunião no litoral. E enquanto subíamos a serra, eu orei, dizendo ao Senhor de minha decisão e pedi orientação para como falar à igreja, além do que pregar:
–“Senhor, o que tu desejas que eu pregue amanhã?”. E o texto que me veio à mente foi:
– “Se te mostras fraco no dia da angústia,a tua força é pequena” (Pv 24:10).
Como a versão bíblica que eu usava na época era a Corrigida, eu havia decorado assim:
– “Se te mostras frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”.
Com isto, irmãos, eu senti Deus me dizer:
– “Plínio, larga a mão de ser frouxo”.
Então eu me animei; preguei sobre este texto, e estudei, estudei, estudei. Passei noites e finais de semana estudando e trabalhando na igreja.
E no final do ano a congregação de professores me chamou; e pela graça de Deus me disse que eu havia conseguido concluir.
2.4. E por último, lemos aqui que o Senhor deu ao profeta solitário um discípulo, um companheiro de caminhada que continuaria a obra de Elias, depois que este partisse.
Então Elias ungiu a Eliseu, que daí por diante o servia, e aprendia com ele.
Eu sempre advogo a ideia de que cada uma das nossas igrejas deveria ter pelo menos dois pastores, como Moisés, que tinha Josué, como Paulo, que tinha Timóteo, e Tito, e tantos outros.
Elias e Eliseu passaram a andar juntos até o dia em que o Senhor, literalmente, arrebatou Elias para o céu, diante dos olhos de Eliseu.
Não é bom andar sozinho, pois...
Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.  10 Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.  11 Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?  12 Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade[12].
Eu conclui meu curso de bacharel e, 1992, mas foi em 2008 que tive a oportunidade de fazer o curso de validação do meu diploma, mas também foi quando me vi em meio a uma terrível depressão.
Continuava orando, continuava estudando muito a Bíblia e pregando, continuava confessando meus pecados, mas sofrendo muito. Embora sem ânimo, continuava a fazer estas coisas porque sabia que era isto mesmo o que devia fazer, se quisesse superar. Eu dizia:
“Passando pelo vale de lágrimas, faz dele um manancial”.
Mas percebi a gravidade do que estava acontecendo comigo quando, certo dia, passando por um viaduto, pensei em “jogar o carro” na estrada em baixo.
Então eu disse a mim mesmo:
– Isto não é normal. Estou doente e preciso de ajuda.
Eu precisava entregar meu TCC, mas me sentia completamente desanimado quanto a isto, e também desanimado quanto ao estágio que precisava fazer. Deveria fazer meu estágio visitando enfermos em hospitais.
Agora imagine um homem deprimido visitando pacientes terminais.
Então eu via três opções: “trancar” a matricula, desistir do curso, ou prosseguir. Eu conclui que se escolhesse uma das duas primeiras, em alguns meses estaria arrependido.
Assim, além de não deixar de orar e meditar na Palavra, eu fiz mais três coisas:
A primeira foi contar meu problema à igreja em que trabalhava: eles eram irmãos muito compreensivos, gente de Deus, gente usada por Deus, que em vez de condenar ajudava.
A segunda foi procurar um médico psiquiatra, expor a minha situação e começar o tratamento. Era um psiquiatra cristão que eu conheci na faculdade.
E a terceira foi procurar um amigo que também estava no trabalho de visita aos enfermos. Ele me disse:
– “Então nós vamos fazer juntos as visitas hospitalares”.
E irmãos, que maravilha Deus fez naquela situação. Pois cada uma daquelas vezes que eu ia ao hospital, e ficava a ouvir as pessoas ali, e pela graça do Senhor, orava com elas, e ministrava a Palavra do amor de Deus, eu me sentia renovado, fortalecido, revigorado.
Uma das coisas que mais fazem bem para nossas almas é quando, mesmo passando por dificuldades, temos a oportunidade de abençoar a e ajudar outras pessoas.
E amados, é mentira do diabo esta história de que uma pessoa que está deprimida se torna uma inútil. É claro que existem limitações, mas muitas vezes é quando alguém se torna mais útil, um vaso quebrantado nas mãos do Senhor.
Os irmãos sabem que eu tenho um blog na internet, onde coloco algumas das mensagens que prego. Volta e meia alguém me escreve agradecendo, por ter sido edificado com as mensagens.
Uma coisa interessante: é que algumas das mensagens pelas quais as pessoas mais agradecem são as que preguei naqueles tempos difíceis.
Levou algum tempo até que eu me recuperasse, mas pela graça de Deus eu pude continuar, e sou muito grato por aquele irmão que o Senhor colocou para me ajudar.
Conclusão
1. Em Elias nós vemos que, mesmo uma pessoa que anda com Deus, por mais consagrada e dedicada que possa ser, continua a ser humana.
Os “Jezabéis e os Acabes” da vida, as perseguições, as percepções de nossas próprias fraquezas e limitações físicas, espirituais e emocionais, os nossos pecados, podem nos desalentar.
Ninguém está isento de desânimo, de cansaço e depressão.
Pode acontecer o medo, a solidão; podem os pensamentos ficar turvados pela tristeza, pode-se perder a noção exata das coisas, pode-se até desejar a morte.
Porque somos seres humanos; temos nossos limites, temos nossos temores.
2. Mas vemos também os recursos que o Senhor deu a Elias:
Os cuidados com o seu corpo.
A sua Palavra.
A oração.
O amigo chegado.
São recursos que Deus também concede a todos nós.
Aplicação
Diante disto, eu quero fazer duas propostas a você:
3.1 – Coloque-se nas mãos de Deus, para ser um instrumento de graça na vida de pessoas deprimidas.
Uma pessoa que ouve, que não condena, que encoraje, que corrija ternamente, que ministre perdão e compreensão, em nome do Senhor.
Nunca seja um Acabe, ou uma Jezabel, na vida de ninguém. Seja um instrumento da Palavra de Deus.
3.2 – Se a depressão bater à porta do seu coração, não se deixe dominar; reaja.
Confie que Deus está com você, ore, medite na Palavra.
Descanse, alimente-se direito. Se for necessário, procure ajuda médica. Ela também é instrumento de Deus para o nosso bem estar.
Não assuma trabalhos demais, que fiquem além de suas forças; e ao mesmo tempo, cuide das pequenas coisas do seu dia a dia.
Obedeça a Deus nas pequenas coisas. As pequenas coisas apenas parecem pequenas; mas são elas que fazem a nossa vida transcorrer no caminho certo.
Conte com seus irmãos na igreja: são amigos que o Senhor nos deu para que levemos as cargas uns dos outros. Não deixe de participar da igreja. É o povo de Deus, é a nossa família, que o Pai celestial também providenciou para nos auxiliar.
Tenha um amigo mais chegado entre os crentes. Até Jesus tinha os doze mais chegados. E entre os doze, os três mais chegados ainda, prá quem ele dizia:
– “Minha alma está profundamente triste, até à morte. Fiquem aqui, vigiem comigo” [13].
Só uma palavra de cautela aqui: tenha um amigo do mesmo sexo que você.
Deus deu Eliseu para Elias.
Deus deu Rute para Noemi.
Quando uma pessoa está deprimida, está carente emocionalmente. E se ela encontra alguém que a ouve, que a compreende, há que se tomar muito cuidado para se evitar um envolvimento emocional que provoque tentações.
Resumindo, irmãos: nós lidamos com a depressão simplesmente submetendo nossa vida à Palavra de Deus, vivendo uma vida equilibrada, de acordo com a Palavra de Deus, lançando mão da providência que Deus concede aos que confiam em Jesus.
Eu gostaria de encerrar lendo o Salmo 30:5
Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.
O nosso Deus Consolador enxuga as nossas lágrimas. Mesmo que sejam por causa de sua ira, de nossos pecados.
Seja qual for a razão, o choro não dura prá sempre. Depois do choro, vem a alegria, alegria do Senhor que é nossa força. E o vale de lágrimas se transforma em fonte de bênção.


[1] Como superar a depressão. São Paulo: Cristo para as nações. S.D, pág. 7
[2] Id. pág. 5
[3] Ex.: Sls 86, 89, 42, 43, etc.
[4] Ne 2:1, 2.
[5] A história de Jó nos apresenta um homem abatido, por causa das artimanhas de Satanás contra sua alma.
[6] Is 57:15-19; 2ª Co 7:6
[7] 1º Rs 17:1; vale a pena lembrar Dt 28:
[8] Dt 28: 23, 24; 2º Cr 7:12-14
[9] Tg 5:17
[10] v. 18
[11] vs. 3, 8 e 9
[12] Ec 4:9-12
[13] Mt 26:38
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