Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

quarta-feira, 28 de março de 2018

Para que Deus respondesse - 1º Rs 18:30-39

Terceira Igreja Presbiteriana Conservadora de São Paulo
Algum domingo de 1997
Pr. Plínio Fernandes
Queridos irmãos, vamos ler em 1º Reis, capítulo 18, versículos 30 a 39.
30 Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; Elias restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas. 31 Tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual viera a palavra do SENHOR, dizendo: Israel será o teu nome. 32 Com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR; depois, fez um rego em redor do altar tão grande como para semear duas medidas de sementes. 33 Então, armou a lenha, dividiu o novilho em pedaços, pô-lo sobre a lenha 34 e disse: Enchei de água quatro cântaros e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. Disse ainda: Fazei-o segunda vez; e o fizeram. Disse mais: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez. 35 De maneira que a água corria ao redor do altar; ele encheu também de água o rego. 36 No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. 37 Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. 38 Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. 39 O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!
Aconteceu por volta de 850 a. C. A nação de Israel caíra na idolatria, na imoralidade, em toda sorte de pecados.
Poucos foram os israelitas que não dobraram seus joelhos diante do falso deus Baal, e perversa rainha Jezabel, esposa do rei Acabe, ao mesmo tempo em que promovia os cultos idólatras, perseguia até à morte os servos do Senhor.
Dos profetas do Senhor, um dos comparativamente poucos que escaparam foi Elias, que ficou muito tempo fora do alcance de Acabe, até que Deus ordenou o confronto a respeito do qual lemos neste capitulo.
De acordo com a ordem de Deus dada através de Elias, o próprio rei mandou chamar os profetas de Baal e os israelitas; que todos estivessem presentes, em certo dia, no Monte Carmelo – um lugar alto, grande, espaçoso.
Quando todos estavam lá, o profeta do Senhor, dirigindo-se ao povo, perguntou, conforme o v. 21:
Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.
Assim sendo, o Elias continuou dizendo ao povo:
Só eu fiquei dos profetas do SENHOR, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens. Então tragam dois novilhos; que eles um dos novilhos, cortem-no em pedaços, coloquem sobre a lenha, mas não coloquem fogo; eu vou preparar o outro novilho, e colocarei sobre a lenha, e não colocarei fogo.
Então, invoquem o nome de Baal, o seu deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por fogo, esse é que é Deus.
E todo o povo respondeu: – “É uma boa palavra”.
Elias voltou-se para os profetas de Baal:
– Escolham um dos novilhos, e preparem-no; clamem ao vosso deus; mas não ponham fogo no sacrifício.
Pois se Baal fosse Deus ele responderia colocando o fogo necessário para o holocausto.
E os profetas de Baal clamaram ao seu deus, desde a manhãzinha até o meio dia. Mas fracassaram completamente, pois é claro, Baal não é Deus.
Então, conforme o texto que lemos, foi a vez de Elias. O v. 30 nos diz que ele restaurou o altar de Deus, que estava em ruínas.
Este altar era um dos muitos que haviam sido edificados em Israel, antes dos tempos do rei Davi. Antes que houvesse o templo de Jerusalém. Eles voltaram a ser usados depois da divisão do reino.
Agora, em tempos de frieza, idolatria e afastamento dos caminhos do Senhor, aqueles altares haviam sido abandonados, muitos estavam em ruínas e outros haviam sido derribados. Só havia altares dedicados ao falso deus Baal.
Então Elias restaurou o altar do Senhor. Tomou 12 pedras. De acordo com a lei dada por Deus através de Moisés, quando um altar fosse erguido, deveria ser de pedras brutas, num lugar rente ao chão. E estas pedras, conforme o v. 31, eram representativas do povo de Deus.
É que Deus, na realidade, não deveria ser apenas cultuado em altares de pedra, feitos por mãos humanas; na verdade a vida de cada israelita deveria ser para a glória de Deus, para o seu louvor, para o seu serviço, deveria seu um altar do Senhor.
Mas, assim como aquele altar estava em ruínas, a nação israelita também estava espiritualmente arruinada.
O v 33 diz que Elias colocou sobre o altar o novilho para o holocausto. De novo, o gesto do profeta foi cheio de significado. Pois de acordo com a lei de Deus, em Levítico 1, o holocausto (oferta queimada) era um sacrifício que deveria ser feito para expiação, isto é, para o perdão dos pecados.
Quando alguém houvesse cometido algum pecado, deveria confessar isto a Deus e levar ao sacerdote um sacrifício, que poderia ser um novilho, um carneiro, um cabrito, ou mesmo rolinhas ou pombinhas, conforme os recursos da pessoa.
O pecador colocaria sua mão sobre a cabeça do animalzinho inocente, com isto simbolizando que o animalzinho passaria a ser seu representante. Então, o animal seria morto, esquartejado, seu corpo seria queimado e seu sangue derramado sobre o altar.
Todo este sacrifício sangrento tinha um significado espiritual muito grande:
De acordo com o ensino dos profetas, dos apóstolos e também de Jesus, o sacrifício daqueles animais inocentes era um símbolo do sacrifício que Jesus faria de si mesmo, na cruz, ao assumir sobre si o castigo pelos pecados dos homens, não apenas de Israel, mas do mundo inteiro.
Portanto, ao colocar o novilho dobre o altar, Elias também estava, representativamente, falando de Jesus.
Elias fez conforme a lei de Deus; por isto não bastaram as doze pedras que simbolizavam o povo; a lei de Deus nos diz que não podemos apenas nos oferecer a Deus, por nós mesmos, precisamos de um mediador entre nós e Deus, e este mediador só pode ser Jesus Cristo, através de seu sacrifício por nós.
Depois disto, Elias orou, e Deus atendeu (vs. 36-38).
Pois caiu fogo do céu, consumiu o holocausto, e toda a multidão começou a gritar, reconhecendo que só o Senhor é Deus.
Foi uma coisa extraordinária, miraculosa, Deus respondendo à oração daquele homem. Mandando fogo do céu, consumindo o holocausto, aceitando o sacrifício.
Irmãos, eu gostaria de destacar algumas lições para nossa edificação.
1. Esta história nos ensina que Deus responde às orações
Elias orou, e Deus atendeu. Elias pediu a Deus que ele enviasse fogo do céu, para que as pessoas, vendo aquilo, cressem, e se convertessem, e o Senhor atendeu ao seu pedido.
Que coisa extraordinária! Mas você quer saber de algo ainda mais extraordinário?
Tiago nos diz que Elias era um homem semelhante a nós, sujeito às mesmas fraquezas, mas orou e foi atendido por Deus.
Vamos ler Tg 5:13-18
Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores.14 Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. 15 E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16 Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. 17 Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu.  18 E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.
  Neste contexto, Tiago está nos ensinando que assim com Deus respondia às orações de Elias, pode responder também às nossas.
Note bem: ele não está dizendo que devemos orar para que chova ou que não chova, ou para que caia fogo do céu. Quando Elias orou especificamente desta maneira ele tinha bases bíblicas, mais especificamente o Livro de Deuteronômio, onde o Senhor ameaçava fechar as janelas do céu para que não chovesse, se os israelitas se voltassem para outros deuses. E também prometia abrir as janelas do céu, se os israelitas se arrependessem. As orações de Elias sempre foram baseadas na Palavra de Deus.
Agora, Tiago está nos ensinando a orar uns pelos outros, confessando pecados, intercedendo, a orar também pelos enfermos, na certeza de que Deus ouvirá nossas orações, pois mesmo que sejamos fracos, assim como Elias, o nosso Deus é o mesmo.
Talvez você esteja necessitando que Deus derrame o poder de sua graça sobre a sua vida.
Talvez você precise da graça de Deus, do poder de Deus, da resposta de Deus, na sua vida familiar (na vida de seu marido, ou de seus filhos, ou de sua esposa).
Talvez no seu trabalho, nos relacionamentos com o patrão, ou líder, ou no seu relacionamento com quem você lidera, ou com seus amigos, ou talvez você precise do próprio trabalho.  
Talvez a graça e direção de Deus na sua vida econômica.
Talvez na vida íntima, no seu coração, nos pensamentos, nas atitudes, um derramar do poder do Espírito Santo, um poder para testemunhar, para fazer a vontade de Deus, para ter um coração limpo. Talvez nalguma área, ou questão, que eu nem consiga imaginar – que só você sabe; e que Deus sabe.
E Deus promete responder às orações.
Deixe-me lembrar-lhe uma promessa da Palavra de Deus – Fp 4:6 e 7
Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.
Mas acontece que, seu eu disser que apenas bastou que Elias orasse, e a resposta veio, e me limitar a isto, estarei dizendo menos do que a Bíblia diz. Pois a Bíblia também diz que ...
2. Antes de Elias orar, ele apresentou-se diante de Deus com um holocausto
Isto é, como já explicamos, ele precisou apresentar-se diante de Deus com um sacrifício pelos pecados de Israel.
O fogo, vindo de Deus, falava, entre outras coisas, de perdão, reconciliação, paz com Deus. Eu vejo isto na expressão do v. 37, última parte, quando Elias diz:
Senhor, responde para que este povo saiba que o Senhor é Deus, e que está fazendo com que os seus corações se convertam a ti...
E este holocausto, como já dissemos, representava Jesus, como daqui a pouco veremos no Novo Testamento.
Este sacrifício era necessário, pois Deus· não responde às nossas orações, sem antes tratar com nossos pecados.
Lembre-se do que Deus diz através de Isaías
Is 59:1,2 – Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir.  2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.
E também através dos Salmos:
Sl 66:18 – Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido.
Às vezes, filhos de Deus ficam se perguntando: por que eu oro tanto, através de tantos anos, e Deus nunca responde? Será que Deus me abandonou? Muitas vezes, amados, é porque ainda não chegou o tempo de Deus, que sabe o tempo e o modo para cada orientação, de cada solução.
Mas muitas vezes a resposta está aqui. O problema de um pecado conhecido, e não confessado, não colocado diante de Deus por meio de Jesus.
A necessidade de um sacrifício para a expiação dos nossos pecados é claramente ensinada na Bíblia.
Por exemplo
Hb 9:22 – Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.
Hb 9: 14 – muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!
Agora, se confessarmos as nossas culpas a Deus, e confiarmos que no sacrifício de Jesus a nossa culpa foi expiada, então temos a doce certeza do perdão, pois se...
...andarmos na luz, (isto é, na luz da verdade) como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Então, é necessário reconhecimento, confissão
Hb 10:19-22 – Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. 23 Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.
 Mas se não devo me limitar a dizer que Elias orou, também não devo me limitar a dizer que ele chegou-se a Deus através de um holocausto que simbolizava Jesus. Também precisamos considerar que ...
3. Ao mesmo tempo, Elias precisou restaurar o altar de Deus, que estava em ruínas
Como já vimos, aquelas pedras eram representativas do povo de Deus. Cada pedra do altar de Deus simbolizava uma tribo de Israel.
Representava aquelas pessoas cujas vidas deveriam ser, elas mesmas, templo de Deus, culto de Deus, mas que estavam em ruínas espirituais.
Em 1ª Pe 2:5 há uma afirmação muito abençoadora, do apóstolo, a respeito de cada crente –cada um de nós, assim como Israel, é uma pedra viva no templo de Deus.
Mas assim como em Israel, nos dias de hoje muitas destas pedras vivas estão arruinadas, desgasta das, algumas até abandonadas.
E lugares onde Deus deveria estar sendo glorificado, servido, seu reino e sua vontade acontecendo, estão deixados às traças.
E quando um crente se torna assim uma pedra arruinada, ele deixa de ter propósitos na vida; existe por existir; vai se arrastando pela vida, sem direção, sem muita razão de ser.
Porque acontece isto? Esta ruína espiritual? “Pecado não tratado”.
Israel estava dividido. Elias juntou as doze pedras, para lembrar que era pecado; o pecado não tratado arruína a vida de um crente.
Por exemplo, em João 5 nós lemos sobre um homem enfermo, paralítico, havia 38 anos.
Então Jesus curou aquele homem. Mas deixou bem claro que aquele enfermidade, que prendera o pobre homem em seu leito por 38 anos era devida a um pecado (ou pecados) que cometera.
Então Jesus adverte: – Não peques mais, para que não te aconteça alguma coisa pior.
As vezes, um pecado cometido há 20 anos, não confessado, não perdoado, não tratado, trás consequências quase que permanentes na vida das pessoas.
Pecados de ressentimentos, de amarguras, nas quais uma pessoa fica remoendo ofensas antigas, sempre trazendo à tona. Outros não perdoam a si mesmos, não confiam no poder do sangue de Jesus.
Outros são arruinados pelo pecado da mentira. Outros pela inveja. Outros, inimizades. Orgulho. Vaidade. Falta de reconciliação. Outros, malícia: são maliciosos em tudo, no que pensam, nas palavras, nos gestos.
Outros, amor ao dinheiro, à posição social, às coisas deste mundo. Não se consagram a Deus, não consagram a Deus seu tempo, seus bens, seus talentos, não são fiéis nos dízimos, não obedecem a Deus.
Precisam do milagre, gostariam que acontecesse, mas como a vida espiritual está em ruínas, o milagre não acontece.  
Mas ninguém precisa ficar assim, arruinado por causa do pecado. Se este for o seu caso, restaure sua vida na presença de Deus, isto é, coloque sua vida em ordem. Com a ajuda de Deus, confesse seus pecados.
Se for necessário, procure as pessoas com as quais deve se reconciliar. Faça como o filho pródigo.
Conclusão
Você precisa do poder de Deus em sua vida? O que você precisa que Deus faça?
Jr 29: 11-13 – Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. 12 Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei.13 Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Eu sou o Senhor - Êx 6:1-13

3ª IPC de São Paulo
Domingo, 26 de novembro de 2006, PM
Pr. Plínio Fernandes
Disse o SENHOR a Moisés: Agora, verás o que hei de fazer a Faraó; pois, por mão poderosa, os deixará ir e, por mão poderosa, os lançará fora da sua terra.  2 Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o SENHOR. 3 Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, O SENHOR, não lhes fui conhecido. 4 Também estabeleci a minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra em que habitaram como peregrinos. 5 Ainda ouvi os gemidos dos filhos de Israel, os quais os egípcios escravizam, e me lembrei da minha aliança. 6 Portanto, dize aos filhos de Israel: eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito, e vos livrarei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento. 7 Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito. 8 E vos levarei à terra a qual jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei como possessão. Eu sou o SENHOR. 9 Desse modo falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não atenderam a Moisés, por causa da ânsia de espírito e da dura escravidão. 10 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 11 Vai ter com Faraó, rei do Egito, e fala-lhe que deixe sair de sua terra os filhos de Israel. 12 Moisés, porém, respondeu ao SENHOR, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, me ouvirá Faraó? E não sei falar bem. 13 Não obstante, falou o SENHOR a Moisés e a Arão e lhes deu mandamento para os filhos de Israel e para Faraó, rei do Egito, a fim de que tirassem os filhos de Israel da terra do Egito.
Você conhece a Deus? Para você, o que significa conhecer a Deus?
Para que você entenda melhor, se eu perguntasse aqui: – “Quantos conhecem o evangelista Billy Graham?”, alguns de vocês sinalizariam dizendo que sim. Isto porque este evangelista se tornou muito conhecido no Brasil, especialmente nos anos 70, através de várias cruzadas de pregação evangélica que ele realizou no mundo inteiro, inclusive aqui em nossa terra. Ao mesmo tempo, muitos outros de vocês não conhecem o Billy Graham.
Mas mesmo aqueles que dizem conhecer o Billy Graham, na realidade não estão dizendo que o conhecem pessoalmente. Conhecem através da televisão, ou através de seus livros, ou porque participou de algum dos seus trabalhos. Sabem quem ele é, o que ele faz, mas não o conhecem pessoalmente.
Da mesma forma, é possível uma pessoa saber quem é Deus, mas não conhecer a Deus em sua experiência pessoal.
Você conhece a Deus? Deus é real para você?
Este texto nos relata o que aconteceu quando Moisés, pela segunda vez, foi falar ao povo israelita em nome do Senhor, a prometer que em breve eles estariam livres da escravidão aos egípcios.
Os israelitas mostraram-se indiferentes às palavras do Senhor, porque pouco tempo antes Moisés fizera a mesma promessa, mas, tendo ido ao encontro do faraó e ordenado, em nome de Deus, que Israel fosse libertado, em vez da sonhada liberdade, o que o faraó fez foi aumentar-lhes o sofrimento.
No entanto, apesar do desânimo de Israel e do próprio profeta do Senhor, e apesar da dureza e obstinação do faraó, o Senhor livrou Israel.
Livrou “com mão forte e poderosa”. Livrou porque ele é Deus. Livrou porque ele havia dado sua Palavra, numa aliança que fizera desde os antepassados de Israel. Livrou porque amava seu povo.
Agora, depois de termos, em mensagens anteriores, considerado o porquê de o Senhor ter feito estas coisas grandiosas, na meditação de hoje desejo considerar o “para que”.
Quando o Senhor fez tudo isto, ele o fez, conforme o v. 7, com esta finalidade: –“Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus; e sabereis (tanto a palavra hebraica quanto a palavra grega – na LXX – significam[1] conhecer de experiência própria, não apenas de ouvir falar) que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito.”
Num certo sentido, os israelitas eram já o povo de Deus. Pois JAVÉ é o Deus da aliança, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus das promessas. E eles eram a nação eleita, conheciam a Deus. Oravam a ele, mesmo em meio a toda a idolatria que havia no Egito.
Foi através de sua criação num piedoso lar israelita que o próprio Moisés aprendeu sobre o Senhor e chegou à conclusão de que Deus queria libertar Israel, e desejou ser usado por Deus.
Mas quando uma pessoa, ou um grupo de pessoas, está destinado a ser o povo de Deus, este pertencer a Deus passa a ser também uma experiência de vida.
É disto que o Senhor está falando aqui.
O Senhor queria que eles o conhecessem mais do que simplesmente tendo ouvido falar, mais do que simplesmente porque esta era a fé tradicional em Israel. Mas por experiência de Deus, de seu caráter, de seu poder, de suas obras.
Por isto o Senhor lhes diz: – “E quando eu tirar vocês de debaixo das cargas do Egito, então vocês saberão que eu sou o Senhor”.
Antes de Moisés, os hebreus não conheciam a Deus como o Senhor (JAVÉ) no texto hebraico (Êx 6:3).
Embora, no texto bíblico, o nome JAVÉ, que significa “eterno, aquele que é, que não muda”, seja utilizado antes do registro da vida de Moisés, isto não significa que ele já estava sendo usado na experiência dos patriarcas. Apenas significa que, quando Moisés escreve, ele estava usando o nome que o Senhor lhe revelara, e que este mesmo Deus é o que se revelara antes, como o Deus Todo Poderoso (El Shadday), a Abraão, Isaque e Jacó.
O Deus que de tempos em tempos foi se revelando cada vez mais até que se manifestou de forma plena e definitiva na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo, o Grande EU SOU.
Mas agora, neste momento em que a revelação que Deus fez de si mesmo estava se ampliando, o Senhor diz a Israel: – Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus, e sabereis que eu sou o Senhor, que vos tiro das cargas do Egito.
Para que vocês saibam, em sua experiência, o que significa ter a mim como seu Deus.
– Para que vocês saibam que Eu sou o Senhor, JAVÉ, o Deus eterno, o Deus da aliança.
– Assim é que eu quero que vocês me conheçam.
Esta expressão, “para que saibam que eu sou o Senhor”, aparece cerca de vinte vezes no livro do Êxodo.
Às vezes, Deus diz que o faraó, ou os egípcios vão saber que ele é o Senhor.
Mas quando ele diz que os inimigos de Israel vão saber que ele é o Senhor, nunca o faz num contexto de bênção: é sempre num contexto de julgamento, juízo e castigo para destruição.
Castigo contra uma nação idólatra, que não temia ao Senhor e que oprimia ao seu povo.
As outras vezes, quando o Senhor diz que o povo dele saberá que ele é o Senhor, esta afirmação é feita num contexto de bênção e salvação, como aqui: – “E sabereis que eu sou o Senhor, que vos tiro das cargas do Egito.”
Nesta hora nós nos dedicaremos a este aspecto: ele quer que o conheçamos como o Senhor.
Então, o que faremos é examinar, ainda que de modo breve, os textos em que ele se dirige aos seus escolhidos.
1. Para os seus escolhidos, o Senhor é Deus Salvador
Vamos começar com este aspecto da obra de Deus, porque é o que aparece em nosso texto básico – “Eu sou o Senhor que vos tiro de debaixo das cargas do Egito”.
Porque dizemos que no fato de o Senhor livrar o seu povo da escravidão aos egípcios o Senhor está se revelando como Salvador?
Vamos responder com a própria Palavra de Deus, de dois modos:
Primeiramente, com um texto específico.
Sl 106:21 - “Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que, no Egito, fizera coisas portentosas”,
Aqui o salmista está se referindo ao fato de em pouco tempo depois de sair do Egito Israel cometeu o pecado da idolatria.
E ao se referir à obra de Deus, julgando os egípcios, foi uma obra de salvação para Israel.
Em segundo lugar, a Bíblia usa o conceito de Deus como Salvador de um modo muito mais amplo: salvação é tudo o que Deus faz em nossa vida, ao nos livrar de situações perigosas, destrutivas.
Salvação é o que ele faz quando nos livra de pessoas más.
Salvação é o que ele faz quando nos livra de circunstâncias calamitosas, quando nos tira de um poço de lama e perdição.
Em relação aos seus escolhidos, Deus que ser conhecido como Salvador.
Assim, quando chegou o tempo predeterminado por Deus, para que na pessoa de seu Filho ele se fizesse um ser humano e habitasse entre nós, veja o nome com o qual ele se revelou:
Mt 1:20-23
Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.21 Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. 22 Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta:23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).
Gerado pelo Espírito Santo. Deus entre nós. Jesus (Salvador), porque ele salvará o seu povo (os seus escolhidos) dos pecados deles.
Sim: Jesus é o que nos salva dos nossos pecados. Salva da condenação do pecado. Salva do poder escravizador do pecado. Salvará da presença do pecado. Salva do poder de Satanás. Salvará do juízo de Deus no diz do juízo final, o juízo que recairá sobre aqueles que não creram, que não obedeceram ao Evangelho.
Escolhido de Deus, é assim que você deve conhecê-lo: como teu Salvador, aquele que o perdoa, que o livra de seus pecados, do poder do mundo e de Satanás.
2. Além disto, em relação aos seus escolhidos, o Senhor quer ser conhecido como aquele supre as suas limitações
Êx 4:10-12
Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua. 11 Respondeu-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR?  12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.
Que maravilha! O Senhor escolheu este homem, Moisés, tão desejoso de ser um instrumento, uma bênção nas mãos de Deus para com Israel. Mas ao mesmo tempo tão cônscio de suas limitações, de suas incapacidades.
– “Senhor, eu sou pesado de língua.”
– “Eu nunca tive facilidade para falar.”
– “Não sou um homem eloquente.”
– “Nunca fui, nem agora que começas-te a falar comigo.”
E o Senhor lhe pergunta: – “Moisés, que colocou a boca no homem? Quem fez cada ser humano, com todas as peculiaridades físicas que lhe são próprias? Mesmo aquele que é cego, ou aquele que é mudo, ou aquele que é surdo? Não sou eu? Quem fez você? Não sou eu?”
– “Então, Moisés, não se preocupe com o fato de que você não é eloquente. Apenas saiba que eu irei com você, que eu estarei ao seu lado, ensinando a você o que você há fé fazer e dizer.”
Interessante: o Senhor não tocou nos lábios de Moisés para que Moisés se tornasse eloquente. Não fez dele um orador, como Apolo. Não fez de Moisés um homem autoconfiante. Aliás, para o resto da vida, Moisés nunca foi autoconfiante. Em todo o tempo ele só contava com Deus.
Senhor, se a tua presença não for conosco, nem nos faça sair deste lugar.
E era isto tudo o que Moisés precisava; ele não precisava ser um homem de grandes capacidades. Ele precisava que o Senhor estivesse com ele a cada momento.
Muitas pessoas entendem que para servir a Deus precisam estar capacitadas, ou de modo natural, através de cursos, treinamentos e coisas parecidas, ou através de realizações miraculosas.
Não estou negando a validade de experiências com Deus, tampouco estou negando a importância dos estudos e treinamento teológicos.
Mas estou dizendo que o Senhor não muda nada em Moisés, não tira a sua melancolia, não o torna eloquente. Apenas diz: – Eu estarei contigo, e te ensinarei...
O dom que Moisés precisava era o Espírito de Deus andando com ele. O Espírito do Senhor seria a sua força, a sua capacidade, a sua sabedoria.
E é assim que ele quer ser em tua vida: que você seja apenas uma pessoa dependente do Espírito dele:
1ª Co 2:9-13
Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.  10 Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. 11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.  12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. 13 Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.
3. Em terceiro lugar, na vida de seus escolhidos, ele quer ser conhecido como o Senhor que os restaura
Êx 15:26
Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara.”
Pois por causa da dureza de coração de faraó e dos egípcios, o Senhor enviara pestes sobre eles e sobre a sua terra.
Mas se Israel prestasse atenção no que Deus estava falando, se no seu coração temesse ao Senhor e andasse nos seus caminhos, então os males que ele enviou contra o Egito não seriam enviados contra o seu povo.
E por quê? Porque o poder de curar e de ferir está nas mãos de Deus. Em todos os sentidos
Por favor, preste atenção: com isto ele não está dizendo que, uma vez que você faz parte do povo escolhido, nunca terá doenças
Mas que se você andar com Deus, nunca as doenças serão enviadas como juízo, como castigo.
É possível que um filho de Deus fique enfermo, e não seja por castigo. Mas seja qual for a razão, se isto acontecer, ele pode e deve buscar ao Senhor pedindo cura.
Tanto em nossas enfermidades do corpo, como das emoções, como a enfermidade do pecado, é no Senhor que podemos encontrar cura.
Veja a gratidão descrita por Davi
Sl 103:1-7
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. 2 Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. 3 Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades; 4 quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; 5 quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.  6 O SENHOR faz justiça e julga a todos os oprimidos.  7 Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel.
Jeremias lamenta que o povo de seus dias não queira buscar ao Senhor para ser curado.
Jr 8:21-22
Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; estou de luto; o espanto se apoderou de mim.  22 Acaso, não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?
Por outro lado, quando Judá e Efraim reconhecem os seus pecados tomam a decisão de buscar ao Senhor
Os 6:1-2
Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.  2 Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele.
Assim, em todos os sentidos, sejam espiritual, físico, emocional, o Senhor quer ser conhecido como o Senhor que te sara.
Você precisa de cura? Você precisa de restauração?
Veja o segredo: “Ouça atentamente a voz do Senhor, para andar nos caminhos dele. E você saberá que ele é o Senhor que te sara.”
4. Para os seus escolhidos, ele é o Senhor que habita no meio deles
Êx 29:41-46
Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, onde vos encontrarei, para falar contigo ali.  43 Ali, virei aos filhos de Israel, para que, por minha glória, sejam santificados,44 e consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Arão e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes.  45 E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus.  46 E saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o SENHOR, seu Deus.
Havia toda uma série de cerimônias religiosas: um lugar consagrado, os ritos, os sacrifícios, as pessoas especialmente separadas e consagradas.
Por meio de todos aqueles rituais religiosos, que não eram de forma alguma meras formalidades, algo muito especial acontecia: o Senhor vinha, e falava com Israel
E Israel, ao ouvir os sacerdotes de Deus, saberia que o Senhor estava no meio deles
Lembram-se do ensino da Carta aos Hebreus? Todas aquelas cerimônias nas quais Deus se fazia realmente presente, apontavam para Jesus Cristo.
Tal como acontece agora quando cultuamos a Deus, quando a ele dirigimos nossas orações; quando pregamos a sua Palavra. Sim: no culto que prestamos, conforme descrito na Bíblia, em espírito em verdade, Deus se faz presente
Você se lembra de qual é o outro nome de Deus, usado em Mt 1, para descrever Jesus? “Emanuel”, que quer dizer “Deus conosco”.
5. Ele quer ser conhecido entre nós como o Deus que nos santifica – que nos separa dos demais, para que sejamos o povo dele
Êx 31:12-13
Disse mais o SENHOR a Moisés:13 Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.
Não precisamos ficar pensando que aqui o Senhor está se referindo ao dia da semana que hoje, em nossa cultura chamamos de sábado, pois a palavra hebraica quer dizer simplesmente “descanso”.
Mas o sétimo dia, o povo todo do Senhor, não cada um escolhendo qual seria o seu sábado, não cada um fazendo como bem achasse melhor, mas o povo como um todo, deveria santificar, ou melhor, deveria  reconhecer como santificado por Deus, e um sinal da aliança que havia entre eles.
De acordo com a Bíblia, desde o princípio da criação Deus abençoou o sétimo dia, e agora na aliança com Israel ele estabeleceu que este dia abençoado seria guardado um sinal da aliança entre ele e seu povo.
Este sinal seria, aqui em Êx 31, para que Israel soubesse que era um povo santificado por Deus
Mais tarde, depois da ressurreição de Jesus, este dia separado passou a ser o primeiro dia da semana, que em português, através da língua latina, veio a se chamar “domingo”, o dia do Senhor.
Como Israel deve entender o dia do Senhor?
Is 58:13, 14 (Você deve ler à luz do Novo Testamento)
Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs,14 então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.
Amados, sabe o que acontecia com Israel em tempos de indiferença para com Deus? Eles também ficavam indiferentes para com o dia do Senhor.
Cada um fazia a sua própria vontade, seguia a sua própria cabeça. E a distinção que havia entre Israel e os outros povos desaparecia.
Lembram-se do que têm invariavelmente acontecido através de toda a história da igreja, em tempos de frieza e mundanismo? Os crentes ficam indiferentes para com o domingo. O dia do Senhor se torna dia de diversão, de brincadeiras, para outros, de comércio. Cada um faz o que acha melhor. A igreja e o mundo vivem do mesmo modo. O Espírito se afasta, a igreja sofre, e a cura demora, pois o povo do Senhor não está atentando para as Palavras do Senhor, e neste caso, por obstinação do coração.
Mas quando a igreja compreende que a bênção que é o dia do Senhor, e o ama, e ouve a voz do Senhor, como diz Isaías, a cura brota sem demora.
Conclusão e aplicação
Mas Deus, o Senhor JAVÉ, o Grande EU SOU, quer ser conhecido do seu povo. Quer ser para seu povo o Deus viúvo, e não apenas um ídolo que não fala, não salva, não anda, não cura.
Ele é o Deus eterno que liberta, o Deus que está sempre ao lado, ensinando, encorajando, fortalecendo, o Deus que cura as feridas, que restaura as vidas, o Deus que fala, o Deus que santifica. O Senhor, nosso Deus, é Deus maravilhoso.
Veja como você, crente em Jesus, é uma pessoa privilegiada. Você é um escolhido, não para a condenação, mas para a salvação. Ame ao Senhor, ame sua salvação, ame sua presença. Ame sua Palavra: seus mandamentos, suas promessas. Ame o ministério da igreja, ame o dia do Senhor. São bênçãos que ele dá aos seus escolhidos.
Ouça sua voz, porque os escolhidos dele ouvem a sua voz. Busque ao Senhor e ao seu poder. Busque a sua presença perpetuamente.


[1] Heb. yada; greg. LXX – gnoskete.
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