Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Jeremias 15:16

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Alianças - Dn 11:32

Igreja Evangélica Presbiteriana
Domingo, 22 de janeiro de 2012
Pr. Plínio Fernandes
Queridos irmãos, vamos ler Daniel 11:28-35
28 Então, o homem vil tornará para a sua terra com grande riqueza, e o seu coração será contra a santa aliança; ele fará o que lhe aprouver e tornará para a sua terra.  29 No tempo determinado, tornará a avançar contra o Sul; mas não será nesta última vez como foi na primeira,  30 porque virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; voltará, e se indignará contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver; e, tendo voltado, atenderá aos que tiverem desamparado a santa aliança. 31 Dele sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora. 32 Aos violadores da aliança, ele, com lisonjas, perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.  33 Os sábios entre o povo ensinarão a muitos; todavia, cairão pela espada e pelo fogo, pelo cativeiro e pelo roubo, por algum tempo. 34 Ao caírem eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas. 35 Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado.
Hoje, irmãos, eu gostaria de meditar com vocês sobre um conceito muito importante para Deus e para nós: o conceito de aliança.
É importante aos olhos de Deus, pois como costumamos cantar, ele é “Deus de aliança”. É um Deus que faz as alianças e cumpre fielmente cada uma delas.
Também é precioso aos nossos olhos, porque, fazer alianças, desde a eternidade, é inerente ao modo de agir de Javé, e quando ele nos criou, nos fez à sua imagem e semelhança. Então, por aquilo que nós chamamos “graça comum”, nós, seres humanos, também agimos, nos relacionamos uns com os outros, por meio de alianças que refletem a imagem de Deus em nós.
É verdade, irmãos, que por causa do pecado, às vezes existem alianças que não deveriam ser feitas. Existem alianças malignas, destruidoras, e se alguém fez um tipo de aliança contrária à Palavra de Deus, ela deve ser desfeita.
Continuando, as santas alianças são preciosas para nós, também porque nos servem de norte, de orientação para o nosso modo de vida. Também nos fortalecem em nossas convicções e em nossas decisões, e fortalecem os nossos relacionamentos e as instituições das quais fazemos parte, seja a igreja, seja a família.
Por outro lado, quando as alianças são quebradas, a consequência é maldição – veja a sociedade em que vivemos, com a sua flagrante desobediência às alianças de Deus. Os mandamentos do Senhor são violados a cada instante, e em consequência vivemos num mundo sem regras, no qual cada um faz o que acha melhor aos seus próprios olhos, em que cada um faz o que bem entende, inclusive no mundo chamado cristão.
Preciso desde já dizer aos irmãos que vou falar diretamente contra um pecado muito comum nos nossos dias, no meio do povo de Deus: o pecado da infidelidade às alianças. Você já percebeu quanta gente existe hoje, que um dia já foi identificada como crente em Jesus, que um dia já fez parte de uma igreja, mas que agora está “desviada”?
Mas por isto mesmo, por ser tão comum, é um pecado que pode trazer à sua mente a imagem de alguma pessoa, ou de muitas pessoas que você conhece, porque muitas vezes são pecados escancaradamente flagrantes. Mas irmãos, se isto acontecer, eu quero que você, pelo menos por ora, deixe isto de lado. Digo “por ora”, porque pode ser que depois o Senhor queira usar você para ajudar pessoas que se esqueceram de suas alianças.
Mas agora não estou falando de pessoas que você conhece. Não estou usando o púlpito como a cidadela de um covarde, para falar contra pessoas que não estão presentes. Estou falando para você e para mim. Pois à medida em que estudava este livro precioso, para a nossa edificação na fé, uma das coisas que o Senhor usou para me repreender e corrigir, para “botar a minha vida em ordem”, foi esta passagem.
Ser infiéis às nossas alianças é um pecado que bate à porta do nosso coração quase que diariamente, e contra o qual nós devemos lutar diariamente em oração. Pois quando surgem as dificuldades, e os tempos são muito difíceis, nossa tendência é desejar “cuidar de nós mesmos e descuidar de nossos compromissos”, especialmente a nossa aliança com as instituições de Deus, como é o caso descrito aqui em Daniel.
No texto que acabamos de ler, a palavra aliança aparece quatro vezes. Em três delas é acrescentado o adjetivo “santa”. É uma referência ao fato de que, desde antiguidade, quando o Senhor começou a chamar os seus escolhidos para a comunhão com ele, sempre estabeleceu com eles uma aliança, um pacto pelo qual Deus e homens assumiam certos compromissos mútuos e se tornavam aliados.
Por ser uma aliança de Deus, é uma aliança santa. E esta aliança entre Deus e os homens, por sua vez, leva os homens a se relacionarem uns com os outros da mesma maneira.  Os homens que são aliados com Deus tornam-se aliados entre si.
Mas a palavra profética está dizendo que nem sempre as pessoas permanecem firmes no seu pacto com Deus. Mais precisamente o contexto está se referindo aos tempos de perseguição que viriam contra o povo de Deus, sob o perverso rei Antíoco Epifânio (e conforme entendemos, virão sobre a igreja através do anticristo). E nos diz que nestes tempos de perseguição, muitas pessoas que antes eram tidas como povo da aliança se manifestariam como violadores dela.
Com efeito, quando Antíoco Epifânio era rei, um número estarrecedor de judeus, movido por suas adulações, passou para o lado dele. Na verdade, eles não queriam ser judeus, mas queriam ser reconhecidos como gregos. E por isto desfizeram sua circuncisão, construíram uma praça de esportes olímpicos em Jerusalém (o que implicava adoração a Zeus), adoraram os deuses gregos, não guardavam os sábados.[1]
Pessoas que se deixariam levar por lisonjas, bajulações mundanas. Pessoas que, ao contrário de Daniel e seus companheiros, cederam diante das pressões do mundo, e se desvincularam de seus compromissos com Deus.
Veja o v. 32:
Aos violadores da aliança, ele, com lisonjas, perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo”
Então há um fato estabelecido aqui: conhecer a Deus, ser espiritualmente forte e ativo, implica em fidelidade à aliança. E desta maneira nós temos aqui um teste, pelo qual nós podemos perceber o quanto do nosso conhecimento de Deus é sólido e verdadeiro.
Vamos então às nossas considerações
1. Javé é um Deus de aliança
É assim que Daniel descreve o Senhor no cap. 9:4
“Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos”.
Javé é Deus que guarda a aliança...
Primeiro, a Bíblia diz que na eternidade, foi estabelecida uma aliança entre Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, uma aliança no sangue de Jesus, mediante a qual Ele seria o nosso Deus e Salvador e nós seriamos as suas ovelhas[2].
O profeta Oséias nos diz que a primeira manifestação temporal desta aliança foi entre o Senhor e Adão[3]. Depois, o Senhor também fez uma aliança com Noé e seus descendentes[4], dos quais fazemos parte, e da qual o “arco-íris” é uma lembrança.  Posteriormente, uma aliança com Abraão e seus descendentes, entre os quais estamos incluídos mediante a fé em Jesus[5]. E mais tarde renovou esta mesma aliança com Israel através da lei de Moisés, e nela, da mesma forma,  somos incluídos mediante a fé em Jesus[6]. E com Davi, mediante a qual o seu descendente, isto é, Jesus, seria herdeiro de um reino eterno, aliança na qual, mais uma vez, estamos incluídos[7].
Mas, uma vez que a tendência da natureza humana é sempre se apartar da aliança, o Senhor prometeu que faria com seu povo uma renovação deste pacto, de tal modo que os termos dele seriam escritos pelo poder de Deus em nosso coração, e assim os pudéssemos cumprir.
Jr 31:31-34
31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.  32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.  34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.
Cada vez que nós participamos da santa ceia, estamos celebrando esta aliança renovada que foi prometida, e que se cumpriu na morte de Jesus pelos nossos pecados:
1ª Co 11:25
Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Assim, o que vemos, do começo ao fim da Bíblia, é que todo o nosso relacionamento com Deus é um relacionamento de aliança, mediante a qual ele é o nosso Deus, o nosso Senhor e Salvador, e nós, mediante a fé em Jesus, somos o povo dele, as suas ovelhas.
Conforme os irmãos perceberam, entendemos que a aliança de Deus com o seu povo é uma só: a aliança feita entre a Trindade Santa, na eternidade, e que se manifestou em vários desdobramentos na história, desde Adão, até à sua plenitude, no sangue de Jesus derramado na cruz. Deus e nós somos as duas partes de uma aliança eterna, inquebrantável.
2. Javé também preside as alianças santas que fazemos entre nós, como resultado da nossa aliança com ele
O que eu quero dizer é que, como fruto de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, temos a tendência de fazermos alianças também. E especialmente que, pelo fato de sermos povo da aliança, existem desdobramentos disto em nossos relacionamentos humanos. E quando fazemos isto, estas alianças são presididas e abençoadas por Deus.
Quero citar três exemplos claros como cristal: aliança entre irmãos no Senhor, aliança entre o povo do Senhor, e aliança matrimonial.
Incluo aqui a aliança matrimonial, consciente que ela faz parte da graça comum, isto é, Deus ama não somente as famílias da aliança, mas ama e aprova todos os casamentos lícitos; mas também levando em consideração que o ensino bíblico é no sentido de que a aliança conjugal que os crentes fazem deve ser com os que são da mesma fé.
Mas então vejamos:
1º - Aliança entre irmãos no Senhor
1º Sm 18:3  
Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
1º Sm 20:16  
Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: Vingue o SENHOR os inimigos de Davi.
1º Sm 23:18  
E ambos fizeram aliança perante o SENHOR. Davi ficou em Horesa, e Jônatas voltou para sua casa.
A história da amizade entre Jônatas e Davi é uma das mais bonitas da Bíblia.
Embora não haja um mandamento na Bíblia sobre este tipo de aliança, esta história nos é apresentada na Palavra como o fruto de uma grande comunhão espiritual, porque ambos eram homens profundamente consagrados ao Senhor. Então desde o primeiro dia em que se conheceram fizeram aliança entre si; aliança que foi retificada várias vezes, diante de Deus e abençoada por Deus.
Os amigos de um eram os amigos de ambos, e os inimigos também. Uma aliança que permaneceu até mesmo depois da morte. Depois que Jônatas morreu, Davi continuou a fazer bem o filho de Jônatas, por amor ao seu amigo.
Lembra-se da aliança entre Rute e Noemi?
“O teu Deus é o meu Deus, o teu povo é o meu povo”.
Quando há este tipo de aliança, um é benção na vida do outro. Um fortalece o outro. Um ajuda o outro, um consola o outro. E destas coisas o Senhor se agrada.
Por vezes em nossa caminhada neste mundo Deus nos dá amigos assim. Não precisam ser muitos, pois como diz Provérbios, o homem que tem muitos amigos sai perdendo, mas há amigo mais chegado que um irmão.[8] Quando temos amigos assim, que amam ao Senhor, com quem podemos seguir a justiça, com quem podemos servir a Deus de coração puro, isto é uma dádiva preciosa.
2º - Aliança entre o povo de Deus
Ne 9:38
Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos; e selaram-na os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes
Mais uma vez, não temos aqui um mandamento no sentido de se escrever, assinar, mas temos uma atitude espiritual, que surgiu como que naturalmente, agradável, e profundamente benéfica.
O povo do Senhor estava, aos poucos, voltando do exílio na Babilônia, e reconstruindo a cidade de Jerusalém. Eles já não suportavam mais o fato de que tantas vezes em sua história haviam desobedecido a Deus, e não queriam voltar à antiga vida de pecado.
Então eles se reuniram. O capítulo 8 aqui de Neemias nos diz que o sacerdote Esdras leu a Palavra de Deus, explicações eram dadas à igreja reunida, e o povo do Senhor foi tomado de forte convicção de seus pecados. Confessaram demoradamente seus pecados ao Senhor, e resolveram fazer uma aliança por escrito, segundo a qual daquele dia em diante andariam fielmente nos caminhos do Senhor.
Aliança deste tipo é o que fazemos quando nos tornamos membros de uma igreja. Nós nos comprometemos publicamente, e diante de Deus, a andarmos juntos nos caminhos do Senhor, a guardar seus mandamentos, a cuidar uns dos outros, a exercer nossos dons, a nos sujeitar em amor aos pastores, a sustentar a igreja com nossas orações, com nossos dízimos, com nossa participação nos cultos. Também nos comprometemos a batizar nossos filhos, trazê-los à igreja, e ser para eles um modelo de piedade e devoção ao Senhor.
É por isto que, quando nós iniciamos nossa igreja, anos atrás, escrevemos e assinamos uma aliança entre nós, na presença de Deus e baseada na Palavra de Deus.
3º - Aliança de casamento
Ml 2:13-16
13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão. 14 E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. 15 Não fez o SENHOR um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito? E por que somente um? Ele buscava a descendência que prometera. Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade.  16 Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.
Mais uma passagem que contém uma doutrina preciosa, mas que infelizmente foi lembrada num contexto de pecado. Uma passagem da qual não podemos nos esquecer nestes tempos difíceis, tal como eram difíceis os tempos de Malaquias. O divórcio era algo que havia se tornado comum entre o povo de Deus.
Uma vez um homem ficou muito bravo comigo, porque eu disse que Deus odeia o divórcio. Mas sou eu quem disse? Não foi o Senhor? E a razão pela qual ele diz aqui que odeia o divórcio, é que o casamento é uma aliança entre um homem e uma mulher. Uma aliança que trás à vida particular uma instituição de Deus, estabelecida desde o tempo da criação, quando nem havia pecado no mundo.
Uma aliança da qual Deus é testemunha, e à qual ele requer fidelidade. Uma aliança de tal importância que Deus diz aos maridos que não atendia suas orações por causa da infidelidade.
Para o homem crente, quebrar a aliança conjugal é também quebrar a aliança que ele fez com Deus. E podemos dizer que quebrar nossa aliança com o povo de Deus é a mesma coisa, pois Deus e seu povo são inseparáveis.
Então veja: seja com Deus, seja com os amigos, seja com a igreja, seja com a família, o prazer de Deus é que sejamos semelhantes a ele, o nosso Pai – gente fiel em nossas alianças.
3. Para que sejamos fiéis em nossas alianças, precisamos conhecer a Deus
O texto de Daniel nos diz que os violadores da aliança serão pervertidos pelas lisonjas, mas o povo que conhece o seu Deus se tornará forte e ativo. Isto quer dizer que se você conhece a Deus você mantém suas alianças. Por outro lado, significa que se você não conhece a Deus, não será capaz de mantê-las. Esta é a inclinação natural humana.
Outra maneira de apresentar o conceito
Sl 15
1 Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?  2 O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;  3 o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; 4 o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata; 5 o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.
Este salmo está descrevendo algumas características do homem que tem comunhão com Deus. E amados, ele expõe muitos dos nossos pecados.  Ele é uma Palavra de repreensão, de correção, de educação na justiça para que sejamos perfeitos aos olhos do Senhor.
Agora note a última frase do v. 4 – “jura com dano próprio e não se retrata”.
O homem que tem comunhão com Deus é o homem que tem palavra. Ele jura com dano próprio, ele sofre o prejuízo, mas não volta atrás.
Mas amados, a mesma coisa que Paulo escreveu sobre os coríntios pode ser dita a muitas pessoas dos dias de hoje:
1ª Co 15:34
Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa.
Há muitas pessoas nos dias de hoje que não têm conhecimento de Deus. Não andam com ele. Nalguns círculos, há muito racionalismo, muita análise de textos bíblicos, mas pouco amor; pouco conhecimento de Deus. Noutros lugares, há muito emocionalismo, mas muita superficialidade doutrinária, falta de comprometimento, pouco conhecimento de Deus.
Enorme falta de temor do Senhor. Aplicando isto, o que Paulo diz, ao Salmo 15 – “Tornai-vos à sobriedade, deixem de pecar, sejam gente de palavra; sejam gente fiel às alianças feitas com Deus e com sua igreja”.
Não sejam meninos egoístas e mimados, que só fazem o que desejam. Conheçam a Deus de verdade, e não penas de ouvir falar.
Conclusão e Aplicação
Infidelidade nas alianças. Você percebe como este é um dos pecados mais comuns da igreja de hoje?
Tempos de gente que jura amor até que a morte os separe, mas se a mulher não costura o botão da camisa, “é a morte”. Tempos de gente que nunca para em igreja, porque não tem compromisso:
“Ah! Esta igreja não é do jeito que eu gosto. Aquela que eu frequentava antes também não. E antes daquela também não”.
Tempos de gente que só contribui com dinheiro se for feita uma promessa de prosperidade, e não para que haja mantimento na casa do Senhor. Outro dia eu ouvi um pregador dizer que quem contribui por amor é “trouxa”. Esta foi a palavra que ele usou.
Tempos de gente que só frequenta quando está com vontade, ou quando está passando por algum problema que precisa ser resolvido. Já viu daqueles que só vão à igreja no Natal, ou no ano novo?
Você é deste tipo de gente? Você quer ser assim? Nem frio nem quente? Morno? Sem palavra? Sem compromisso nas suas alianças? Se você conhece a Deus, se a lei do Senhor foi escrita no seu coração, então, ainda que for muitas vezes custoso, mantenha as suas alianças santas.
Não faça alianças profanas.
2ª Co 6:14-18
14 Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? 15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?  16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 17 Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, 18 serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.
Não faça aliança com o mundo; não faça aliança com o diabo, não faça aliança com o pecado.
Não faça aliança com as sociedades secretas: algumas denominações protestantes têm sofrido, ao longo de sua história, as graves consequências de permitir que seus membros sejam maçons. E a maçonaria tem se tornado nelas uma força para-eclesiástica, influenciadora e manipuladora.Para muitos protestantes, a sociedade maçônica é muito mais importante que a igreja; aliás, para muitos protestantes, qualquer coisa é mais importante que a igreja.
Não seja lisonjeado por coisas que podem te dar posições, bens e dinheiro à custa da tua vida espiritual.
Mas faça e mantenha alianças santas, faça e mantenha tua santa comunhão: com seu Deus, com seus irmãos no Senhor, com sua igreja, com sua família. Se você conhece ao teu Deus, seja forte, pague o preço, lute e permaneça em pé diante de Deus, no seu santo monte.
Hb 13:20, 21
20 Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, 21 vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!



[1] 1º Mc 1:11-15, 43, 52
[2] Hb 13:20, 21 (Veja sermão Hb 13:19, 20 – “A aliança eterna”)
[3] Os 6:7
[4] Gn 9
[5] Gn 17:9-14; Gl 3:7
[6] Êx 19:5; 1ª Pe 2:9, 10
[7] 2º Sm 7
[8] Pv 18:24

Nenhum comentário:

Postar um comentário

▲Topo